Aglutinadores e micronizadores atuam em situações específicas

Plástico Moderno - Aglutinadores e micronizadores atuam em situações específicas - Economia circular ©QD Foto: Divulgação
Sistema de micronização para plásticos, da Pallmann

Economia circular – Aglutinadores e micronizadores atuam em situações específicas

Em alguns processos, a capacidade dos moinhos de possibilitar o reaproveitamento das matérias-primas plásticas é potencializada pelo auxílio de equipamentos como os micronizadores, os aglomeradores e os trituradores. Os dois primeiros fazem parte portfólio da Pallman, empresa que, considerando também seus moinhos, hoje oferece mais de cem modelos de equipamentos apenas para a indústria do plástico (atua também em setores como mineração e madeira, entre outros).

Os aglomeradores, explica Marcelo Moura, são utilizados no processamento de materiais como sacolas, carpetes, resíduos plásticos diversos e filmes que, após moagem, são aquecidos por compressão e atrito, e posteriormente levados a um granulador a quente que os transforma em grãos com alta densidade e fluidez, prontos para a reinserção nos diversos processos produtivos, como extrusão e micronização.

Os micronizadores reduzem o material moído a pó, formato de apresentação da resina essencial para alguns processos de transformação. “Praticamente todos os fabricantes de tubos de PVC e os produtores de caixas d’água por rotomoldagem têm também micronizadores. Quem não tem, manda seus rejeitos para que eles sejam micronizados por terceiros”, comenta Moura.

Segundo ele, combinando moinhos e micronizadores, essas empresas conseguem praticamente zerar perdas que, somando refugos e peças com defeitos, seriam expressivas. “Caso o material micronizado não seja reaproveitado no processo, ele tem valor de mercado muito superior ao do meramente granulado”, destaca o profissional da Pallmann.

Existem, prossegue Moura, tecnologias para micronizar mesmo materiais que, por problemas de sensibilidade à temperatura, não podem ser processados em sistemas convencionais. Entre elas, um sistema de micronização criogênica injeta nitrogênio líquido no material, conduzindo-o a temperaturas muito baixas, próximas ou até inferiores a -150ºC, permitindo que ele seja micronizado sem sofrer degradação.

Também a Seibt atua no mercado dos micronizadores, representando no Brasil a marca alemã Göergens. E produz aglutinadores, que, assim como os aglomeradores, são utilizados no processamento de materiais como sacolas e filmes, que após moídos são aquecidos por atrito, e posteriormente submetidos a um choque térmico, transformando-se em grãos prontos para a reinserção no processo produtivo. Mas os aglutinadores, diz Carlos Seibt, por seu elevado consumo energético, vêm sendo substituídos pelos moinhos com tracionadores para alimentação. “Mas esses moinhos exigem um investimento inicial maior”, ressalta.

A Seibt produz também trituradores: equipamentos que, trabalhando com alto torque e baixa rotação, realizam uma pré-moagem. “É um equipamento importante para moer borras plásticas, que exigiriam moinhos muito potentes, e para quem trabalha com grandes volumes de moagem. Muitos recicladores PCR, que recebem material em fardos, também utilizam trituradores”, diz o diretor da empresa.


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