Agentes de Purga: Mercado amplia consumo para proteger máquinas

Mercado amplia consumo para proteger máquinas e evitar perda de resinas

Oferta ampliada

 

Em 2020, o portfólio de agentes de purga disponíveis no mercado nacional foi reforçado também pelo lançamento de um produto com ação química da marca japonesa Asaclean, aqui distribuída pela Pigatto.

“Nos Estados Unidos, esses agentes químicos vêm sendo utilizados há cerca de um ano, com boa aceitação, por exemplo, em filmes cast e balão, e em alguns processos de sopro”, conta Euquério Cualhete, gerente comercial da Pigatto.

Integrando a chamada Série N da marca, os agentes de purga químicos da Asaclean não têm agentes expansores, diz Cualhete (que ressalta não saber, porém, quais são seus ingredientes, mantidos em sigilo pelo fabricante).

“Eles são extremamente eficientes nas chamadas ‘zonas mortas’, por exemplo, em câmaras quentes de moldes multicavidades, ou em locais de baixa pressão, como a matriz de extrusora de balão. E seu uso é bem simples: com 10 a 15 minutos de reação, a temperaturas entre 260ºC e 285ºC, com uma ou duas aplicações, expurgam-se totalmente os resíduos”, relata.

A Asaclean tem um vasto portfolio de agentes de purga com ação mecânica (cisalhamento) que atuam arrastando os resíduos. E os disponibiliza para todos os tipos de resinas.

“Temos produtos que limpam inclusive resinas processadas em temperaturas até 420ºC, casos do PPSU, do PEEK e de outros materiais que precisam trabalhar em altíssimas temperaturas, mesmo em processos com câmera quente”, destaca Cualhete.

“Temos produtos para selagem em paradas longas, para trocas de resina de alta temperatura para outra com baixa temperatura – quando geralmente ocorre queima e degradação dessa última –, e para troca de cor com pigmentos de alta aderência ou elevado poder de cobertura, difíceis de serem retirados”, acrescenta.

A Colorfix fornece o agente de purga Purgfix, hoje disponível para as principais resinas commodities, como PE, PP, PS e ABS.

Plástico Moderno - Agentes de Purga: Mercado amplia consumo para proteger máquinas e evitar perda de resinas ©QD Foto: Divulgação
Thays: usar resina virgem na purga é um desperdício

“Ele é elaborado com princípios ativos com alto poder de arraste, que promovem a limpeza de maneira rápida e efetiva sem danificar os componentes da máquina”, explica Thays Baraldi, coordenadora técnica da empresa.

No Brasil, observa Thays, muitos transformadores ainda utilizam resina virgem nos processos de limpeza. “Contudo, por ter baixo poder de arraste, essa metodologia gera grande volume desperdiçado, além de refugos de peças após a limpeza”, salienta.

Relação vantajosa

 

Agentes de purga ainda não são utilizados em escala mais intensa no Brasil porque aqui seus potenciais usuários, crê Thays, da Colorfix, baseiam as avaliações sobre custos e benefícios na mera comparação dos preços deles e das resinas virgens, também empregadas para limpar as máquinas.

“Essa é uma análise muito superficial, é preciso levar em consideração também o tempo de limpeza e a redução de energia consumida, de mão-de-obra e de refugos que o aditivo proporciona. Essa avaliação possibilita perceber todas as vantagens do agente de purga”, argumenta.


A Compostos do Brasil até oferece em seu site uma planilha para comparar custos de paradas de máquinas e trocas de cores ou resinas com e sem o uso de agentes de purga. Entre outros fatores, ela considera tempos de parada de máquina, custo por hora da máquina, custo da matéria-prima e quantidade de rejeitos. Segundo Bueno, ela mostra que um agente de purga sempre gera benefícios.

“O ganho vai depender do processo de cada cliente, mas temos casos de redução de custo superior a 50%. Eu diria que há um ganho de no mínimo 15% por parada”, aponta.

“No Brasil, o mercado de agentes de purga é incipiente. Mesmo setores mais exigentes, como a indústria automobilística, ainda podem usar muito mais esses produtos”, acrescenta.

Rufato, da Chem-Trend, observa o uso já expressivo de agentes de purga no mercado nacional, em setores como a indústria automobilística, produção de embalagens e fabricação de utilidades domésticas.

“Considerando fatores como o custo de parada de máquina, perda de matéria-prima, perda por deixar de produzir e quantidade de rejeitos, o uso de um agente de purga químico pode reduzir em até 70% o custo do processo de troca de resinas, troca de cor ou reinício das máquinas”, assegura.

No Brasil, lembra Rufato, no município de Valinhos-SP, a Chem-Trend mantém uma planta de produção que lhe permite nacionalizar soluções desenvolvidas no centro de P&D da empresa localizado na Alemanha.

“Recentemente adequamos para o mercado nacional um agente de purga para sopro de embalagens, tanto na formulação do produto, quanto no próprio processo de aplicação, em detalhes como: quando parar a máquina, quando aplicar o produto, quais quantidades aplicar, entre outros. Essa adequação foi tão bem-sucedida que está sendo levada para outros países”, diz Rufato.

Além de abastecer o mercado local, essa planta da Chem-Trend atende também os demais países da América do Sul, e a África do Sul, mercados, onde cresce com força a demanda pelos produtos Ultra Purge. “A maioria de nossas vendas é feita de forma direta, mas temos também uma rede de distribuidores no Brasil e no exterior, que estamos trabalhando para tornar mais ágil e regionalizada, e que com isso deve elevar sua penetração e participação em nossos negócios”, destaca.

Ainda há, porém, no mercado brasileiro, crê Cualhete, da Pigatto, necessidade de um trabalho de demonstração para os transformadores das vantagens do uso de um agente de purga. “Algumas empresas demoram mais, outras menos, para compreender esses benefícios. Quem começa a comprar agente de purga não para mais, vê que ele realmente reduz custos”, diz.

“No Japão, a linha Asaclean já tem mais de trinta tipos de agentes de purga. Mas lá os ganhos nos processos de limpeza são contabilizados em minutos, e no Brasil ainda temos trocas ou set ups que demoram horas”, finaliza Cualhete.

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