Aditivos: Novos desenvolvimentos exibidos na exposição trazem em comum ingredientes com viés sustentável

Plástico Moderno, Aditivos: Novos desenvolvimentos exibidos na exposição trazem em comum ingredientes com viés sustentávelQuem compareceu à feira em busca de novidades em pigmentos, aditivos e masterbatches não saiu desapontado. A exposição reuniu diversas opções em novos desenvolvimentos, a maioria com algum viés afim aos conceitos, tão em voga, de sustentabilidade.

Não à toa, a Clariant promoveu uma nova linha de pigmentos com menores teores de halogênio, inseridos na família LHC (Low Halogen Content), especialmente desenhados para atender o setor eletroeletrônico. “Os produtos estão abaixo dos limites exigidos nas regulamentações”, garantiu Geraldo Ventola, diretor regional de marketing e vendas dos negócios de pigmentos na América Latina.

Ainda na área de pigmentos, a empresa anunciou dois novos corantes vermelhos, o PV Fast Red HGR e o PV Fast Red E4G. O primeiro chega ao mercado com a proposta de possibilitar a produção mais econômica de tons de laranjas limpos, mantendo boa solidez à luz e resistência térmica. “Com um amarelo e esse vermelho, consegue-se preencher uma lacuna de média performance que não existia no mercado”, disse Ventola. A segunda opção carrega um tom vermelho amarelado e completa a linha de produtos baseados em quinacridona, pigmentos nobres de alto desempenho com alta solidez à luz e resistência térmica, indicados para todos os tipos de plásticos.

A empresa também apresentou nova solução para obtenção de verde com alta performance em termos de dispersão, o PV Fast Green GNX, com tratamento físico que lhe concede o atributo de melhorar a dispersabilidade. “Seu diferencial é o tratamento de superfície, que oferece maior facilidade de dispersão em comparação aos verdes tradicionais”, explicou Ventola.

Na linha de aditivos, a Clariant levou à feira um lançamento global em sua linha de estabilizantes à luz: o Hostavin Now, uma formulação baseada em amino éter, desenvolvida para uso em cobertura de estufas agrícolas, que confere alto desempenho aos filmes e resistência superior em condições severas, como o contato com defensivos agrícolas. Trata-se de um produto inovador, baseado em uma molécula desenvolvida pela Clariant e, como assegura a empresa, totalmente diferente das existentes no mercado. O novo estabilizante aos raios UV promete alta compatibilização com a resina, melhor distribuição e incorporação no filme e ainda isenção de propriedades organolépticas durante o processamento. “Não libera fumos, partículas e odores e possui alta resistência aos agroquímicos”, prometeu Paulo Ghidetti, coordenador técnico da unidade de aditivos na América Latina, ressaltando que a ideia é fornecer uma solução para o cliente desse mercado, cujos maiores requisitos atualmente são: resistência a defensivos agrícolas e resistência ultravioleta.

Com a proposta de oferecer formulações de retardantes à chama livres de halogênio e metais pesados, a Clariant ainda apresentou a linha Exolit OP, baseada na química do fósforo, como alternativa mais sustentável para o mercado de plásticos de engenharia. “O produto atua pelo efeito de intumescência, formando uma cama carbonizada que interrompe o fluxo do oxigênio”, detalhou Ghidetti. Entre outros benefícios, esses aditivos conferem alta estabilidade de temperatura para processamento, mantêm boas propriedades mecânicas nos plásticos de engenharia, não interferem na coloração dos compostos e são particularmente indicados para peças espessas processadas por injeção.

O portfólio de produtos sustentáveis ainda incluiu novas opções com matérias-primas provenientes de fontes renováveis. Baseada em óleo de soja e modificada quimicamente, a cera Licocare SBW11 é um lubrificante multifuncional lançado para o mercado de PVC. Ghidetti ainda mencionou uma cera amídica com matéria-prima obtida de fonte renovável, mantida em sigilo. A cera possui ação desmoldante e pode ser empregada como agente de dispersão em concentrados para plásticos de engenharia. Também age como lubrificante externo em poliolefinas.

Ainda com foco no mercado de plásticos de engenharia, Ghidetti destacou as ceras montânicas de carvão mineral, formuladas para melhorar a fluidez e a desmoldagem, além de atuar como auxiliar de fluxo e de dispersão. “Essas ceras possuem alta estabilidade térmica e baixa perda por volatilidade, o que faz com que elas sejam indicadas para plásticos de engenharia processados sob altas temperaturas”, comentou.

As conhecidas ceras poliolefínicas Licocene, produzidas com catalisadores metalocênicos, foram apresentadas com a proposta de serem utilizadas como veículos em substituição ao polímero nos masterbatches. Segundo informou Ghidetti, o produto abaixa o valor de pressão do filtro, dispersando com mais eficiência os pigmentos e, por consequência, elevando o poder tintorial. Outras vantagens ficam por conta da economia de energia, em razão das temperaturas mais baixas de processamento.

Os negócios de masterbatches da Clariant também levaram novidades à feira, a principal delas, o anúncio da ampliação do laboratório de Suzano-SP, que, além do segmento têxtil, agora passa a atender também o mercado latino-americano de aplicações de poliéster, como resultado de investimentos em maquinários específicos para trabalhar com essa nova demanda. “Os desenvolvimentos nessa área eram enviados para a Alemanha e hoje temos capacidade na planta de Suzano para desenvolver cores, novos aditivos e também soluções personalizadas”, comemorou Solange Gamboa, gerente de vendas da área. O novo equipamento dá suporte para testes laboratoriais de poliéster e permite reproduzir o processo de produção de seus clientes para a coloração de fibras de poliéster destinadas à fabricação de carpetes e para a confecção de tecidos empregados nas indústrias automobilística e têxtil.

A fabricante também destacou sua linha de masterbatches líquidos, por sua capacidade de aumentar a concentração de pigmentos e aditivos. “Oferecem alta homogeneização, por isso são especialmente indicados em ciclos rápidos ou peças de grande porte”, explicou Solange. Mais concentrados, ocupam menos espaço para armazenamento em relação às versões sólidas e reduzem custos com transporte.

A linha de concentrados de agentes expansores e de nucleação Hydrocerol completou os produtos enfatizados na feira. Segundo a fabricante, essas formulações contribuem para reduzir o peso das peças, melhorar o processo, diminuir o ciclo produtivo, corrigir empenamento e deformação, aumentar a rigidez relacionada ao peso, melhorar propriedades elétricas e ainda garantir isolamento térmico e acústico em diversas aplicações.

Plástico Moderno, Milliken expôs aplicações da geração de agentes clarificantes para PP
Milliken expôs aplicações da geração de agentes clarificantes para PP

E por falar em nucleação, a Milliken, bastante conhecida nessa área, desenvolveu uma nova aplicação para o seu hipernucleante: melhorar a moldagem de polipropileno reciclado. “O aditivo ajuda na cristalização do polipropileno, estabilizando o processo”, detalhou o gerente de vendas para a América Latina Meridional e África do Sul, Renato Santacroce. O hipernucleante HPN-68L também promove um encolhimento isotrópico, segundo ele, atributo importante em sistemas pigmentados ou reciclados, em que a variação do processo é particularmente alta. O produto ainda contribui para reduzir o tempo de resfriamento no molde.

A empresa também promoveu o nucleante Hyperform HPN 20-E para aplicação no polietileno, que possui uma janela muito estreita de cristalização. Esse aditivo, assegurou Santacroce, consegue controlar entre 15% e 20% da cristalização. O produto foi desenhado para a produção de tampas injetadas, mas também pode ser usado no sopro de bombonas ou na extrusão de filmes, conferindo melhor barreira à umidade, entre 20% e 40%.

Transparência e sustentabilidade – A última geração dos agentes clarificantes para polipropileno Millad NX 8000 também exibiu seus atributos diferenciados no estande da Milliken. Além de conferir alta transparência à resina, esses aditivos reduzem as temperaturas de processo, sem alterar as propriedades visuais da peça. Temperaturas menores significam resfriamento mais rápido, sinônimo de ciclos mais curtos.

O gerente estima economia de energia entre 5% e 20%, dependendo do processo e dos ajustes das máquinas. E ressaltou que, quando adicionado a resinas de maior fluidez, esses agentes conferem resultados ainda melhores em produtividade e eficiência energética. “Quando se associa melhoras no índice de fluidez com redução de temperatura, é possível atingir o máximo de produtividade e extrair o melhor em redução no consumo de energia, caso dos 20%”, pormenorizou.

Para ajudar os clientes a comparar os ganhos energéticos com o uso do NX 8000 em relação aos polipropilenos clarificados tradicionais, a Milliken lançou na feira um aplicativo que calcula o potencial de economia de energia e ainda estima o tempo de ciclo e as reduções de dióxido de carbono. O software também inclui exemplos concretos de aplicações.

Altíssima transparência também é a proposta embutida no sequestrante de oxigênio Amosorb Plus, novidade em formulação para barreira ao oxigênio da Colormatrix, do grupo PolyOne. De acordo com informações de Cristina Sato, diretora-geral da Colormatrix, o produto confere às peças transparência excepcional associada à barreira de oxigênio em embalagens de PET. A família Amosorb engloba especialidades formuladas para oferecer barreira, com aprovação para contato com alimentos. Os produtos dessa linha incluem outras vantagens, como redução nas espessuras de parede e economia de matéria-prima, associadas à flexibilidade no processamento, pois permitem seu uso em quaisquer grades de PET, tanto para embalagens mono como multicamadas e mesmo em aplicações de termoformagem.

Além da indústria alimentícia, os novos concentrados baseados em biopolímeros da PolyOne favorecem também o setor de cosméticos. Trata-se da linha OnColor Bio, masterbatches de cores e aditivos formulados com o polietileno verde, produzido com eteno derivado da cana-de-açúcar, da Braskem. A nova linha pode ser customizada com aditivos perolizados, fluorescentes ou ainda com outros efeitos específicos ou aditivos funcionais.

Matérias-primas de fonte renovável conduziram igualmente os desenvolvimentos da unidade de aditivos da Lanxess, que apresentou os plastificantes elaborados com glicerídeos de base vegetal Unimol AGF, já aprovados pela Anvisa para contato com alimentos. Trata-se de um plastificante monomérico, criado especialmente para a produção de filmes estiráveis de PVC, mas que pode ser utilizado também em brinquedos (a substância Unimol AGF não integra a lista negativa de plastificantes da portaria 369 do Inmetro) e em outras aplicações que requerem plastificantes livres de ftalatos. Segundo a fabricante, o produto apresenta baixa volatilidade e excelente poder de plastificação, melhora a processabilidade e ainda as propriedades do produto final.

Em favor dos compostos de polipropileno, a Ube anuncia a introdução no país do novo aditivo Mos-Hige. Trata-se de um oxisulfato de magnésio com 70% de microfibra, que, segundo a fabricante, permite reduzir o uso de talco para 15%, o que possibilita reduzir o peso da peça, e também eleva a produtividade, tornando o ciclo duas vezes mais rápido. Outras vantagens ficam por conta de uma peça de superfície mais uniforme, de maior brilho e menos sujeita a riscos. O produto beneficia em particular a indústria automobilística.

Mais uma opção em produto sustentável ficou por conta dos masterbatches biodegradáveis da Termocolor, produzidos com aditivo orgânico, o que confere às embalagens (PE, PP ou PS) a propriedade de se transformar em húmus e biogás, quando expostas em ambiente propício para a sua decomposição. O produto atende às especificações da Anvisa, de aprovação para contato com alimentos. Também pode ser usado em produtos reciclados sem afetar o processo ou as propriedades do material.

A empresa também lançou nova linha de aditivos com ação antimicrobiana, com função bacteriostática (evita o desenvolvimento de micro-organismos), baseada em nanotecnologia da prata; e masterbatches perolizados de alta performance, resistentes a temperaturas de até 250oC, sem interferir na qualidade de dispersão. A fabricante assegura uma aplicação sem manchas ou oscilação de cores.

A Termocolor ainda anunciou a ampliação do seu parque fabril, em Diadema-SP, onde promoveu a expansão do seu espaço físico e da sua capacidade produtiva, atualmente da ordem de 50 mil toneladas anuais. A área ocupada pela empresa agora totaliza 8 mil m2 e conta com quatro novas extrusoras de alta produção, laboratório de análises e testes e amplo espaço para estoque.

Novas tendências – Listada entre as maiores fabricantes mundiais de aditivos, particularmente antioxidantes e antiultravioleta, a Songwon e sua representada no país, a Nexo, divulgaram na feira a linha de produtos HALS (Hindered Amine Light Stabilizers), resultado de uma aliança da Songwon com a italiana Sabo; e a família One Pack System (OPS) Songnox, uma pré-mistura de aditivos em um grão livre de pó, com diversos benefícios para produtores de resinas termoplásticas e transformadores.

Diretor da Nexo, Osvaldo Coni Jr. comentou que no mercado brasileiro os OPS hoje são usados particularmente pela petroquímica, mas ele vê uma forte tendência de uso para esses produtos na fabricação de masterbatches. Segundo relatou, a receita já é consolidada nos compostos de PVC e promete se estender para as poliolefinas. “Está caminhando para isso.”

A Songwon aposta alto nessas soluções. Segundo a empresa, o atendimento ao mercado latino-americano de OPS ficou mais ágil com a inauguração recente de uma unidade produtora em Houston, Estados Unidos, de 7.000 t/ano de capacidade e localização estratégica para suprir essa região. O diretor da Nexo também adiantou que a Songwon ampliará a oferta do OPS, com a partida de mais uma fábrica em 2014, em Kizad, Abu Dhabi. Tanto a planta americana como esta última possuem processos de produção idênticos, com produtos semelhantes aos da fábrica da Alemanha, de 14 mil toneladas anuais, situada em Greiz.

Já os aditivos da linha Sabo integram agora o portfólio da Songwon em substituição à sua linha própria. Coni justifica a troca no fato de a Sabo deter tecnologia especializada nesses agentes estabilizantes. A aliança com a produtora italiana tem alcance global.

Outra parceira de negócios da Nexo é a empresa indiana Fine Organics, forte aliada em lubrificantes, e também produtora de outros oleoquímicos como deslizantes, antiestéticos e desmoldantes. O diferencial apontado pelo diretor reside na etapa de purificação dos óleos vegetais, permitindo aos produtos uma vida útil de um ano, contra seis meses nos demais disponíveis no mercado, e até 96% de concentração do princípio ativo das amidas. “Todos os produtos são baseados em fonte renovável; o principal princípio é o óleo de mostarda”, informou.

Considerando a Nexo a maior distribuidora de aditivos em volume na América do Sul, Coni revelou que agora a empresa está se voltando mais para as especialidades e, com esse intuito, está montando estrutura técnica no país, a fim de reforçar essa área de atuação, que inclui aditivos de proteção UV, auxiliares de fluxo, auxiliares de dispersão e antifog.

Os agentes deslizantes da linha Incroslip G se destacaram no estande da Croda porque, segundo Lais C. S. Uhiara, do marketing da empresa, são diferenciados dos outros produtos disponíveis no mercado. Esses aditivos, termicamente estáveis e de alto desempenho, resultam de uma tecnologia que remove componentes de instabilidade oxidativa, mas mantêm os que proporcionam o deslizamento. Entre os principais benefícios, a Croda relaciona o alto deslizamento, excelente cor, estabilidade oxidativa, melhor desempenho antibloqueio, estabilidade à luz em aplicações externas e resistência a riscos, e esses aditivos ainda suportam processos em altas temperaturas.

A linha de aditivos antifog Atmer, que contribuem para a redução e até a eliminação do embaçamento em embalagens de alimentos, também mereceu mais atenções no estande da Croda. Segundo a produtora, essas formulações migram para a superfície, e permitem que as gotículas de água condensadas se espalhem em uma camada transparente contínua e uniforme sobre o filme fabricado.

Conhecida no mercado por seu negro de fumo, a Cabot quis divulgar na feira a mudança realizada no seu logo para ressaltar outras áreas de negócios: sílica e carvão ativado, incorporado recentemente ao portfólio por meio da aquisição da holandesa Norit. “A Cabot quer reforçar no mercado sua especialização em partículas finas”, enfatizou o gerente de marketing e serviços técnicos Wagner P. Bordonco. Ele informou que a sílica pirogênica, um aditivo usado em masterbatches, evita a aderência de pigmentos fluorescentes nas partes metálicas das extrusoras.

Mesmo assim, os negros de fumo não podiam ficar de fora da exposição. Bordonco destacou grades de grau alimentício para embalagens plásticas, aprovados pelo Ital, com diferentes características: de fácil dispersão; com baixos índices de organolépticos, indicados para água potável; com brilho e alto subtom azul, apropriados para termoformagem; e em pó, para uso em resinas nessa condição. Para o mercado de fibras de poliéster e de PP, o gerente indica produto com baixíssimo delta P, sinônimo de alta pureza e, portanto, alta produtividade.

Os negros de fumo também estiveram em foco no estande da Orion, empresa alemã dedicada à produção dessas substâncias, com um braço produtivo em Paulínia-SP. Produtos para contato direto com alimentos, de elevado grau de pureza e elevado nível de tingimento para o mercado de fibras, e para o mercado de tubos foram ressaltados pela diretora de marketing para as Américas, Marisol DeJesus-Rangel. Os grades alimentícios, segundo relatou, além da elevada pureza, oferecem alto nível de tingimento e de dispersão. Contou que os produtos para tubos são especialmente desenhados para as resinas de PE e PVC, destinadas aos segmentos de água potável e tubos de alta pressão de PE. “São grades com baixo nível de enxofre e baixa absorção de umidade”, explicou.

E as sílicas também estão em alta na Evonik, que prevê concluir, em 2015, uma fábrica de sílica precipitada em Americana-SP – a primeira da empresa na América do Sul –, com um investimento na casa de dezenas de milhões de euros, para atender à demanda na América do Sul, impulsionada pelo mercado de pneus e por aplicações nos segmentos de ciências da vida. De olho no crescimento mundial da produção de pneus de baixa resistência ao rolamento, estimado em torno de 18% ao ano, a Evonik planeja ampliar a sua capacidade global de produção de sílica em 30% até 2014, sobre o volume de 2010. Além da sílica precipitada, a empresa também produz a sílica pirogênica. A sua capacidade nominal em âmbito global, somados os dois tipos, é da ordem de 500 mil toneladas anuais.

O uso de sílicas em combinação com silanos, segundo orientações da fabricante, permite a produção de pneus com uma significativa redução da resistência ao rolamento, sinônimo de economia de combustível, traduzida em menores emissões de gases na atmosfera – uma corrida frenética da indústria automotiva. O silano VPSi 363, criado para aplicações de borracha, promete reduzir a resistência ao rolamento dos pneus em até 10% em comparação com outras sílicas, e em cerca de 40% em relação a sistemas não silanos, e sem diminuir a aderência em piso molhado e a vida útil dos pneus. E ainda minimiza as emissões de compostos orgânicos voláteis (VOC) em até 80% durante a sua produção, comparativamente a silanos convencionais.

Além da aplicação em pneus, a linha de silanos da Evonik mereceu destaque em novas aplicações. Segundo a fabricante, a linha Dynasylan oferece ótimos resultados como agentes de acoplagem e crosslinkers para compostos HFFR (High Filled Flame Retardant), com elevado teor de sólidos para alta resistência à chama. A combinação do Dynasylan Silfin 13 com o Dynasylan Silfin 25 confere, segundo sugere a empresa, vantagens significativas na produção desses compostos, como a menor deposição de resíduos, traduzida em menos necessidade de limpeza, portanto, maior produtividade.

Bases de borracha de silicone e seus aditivos, como estabilizadores térmicos e retardantes à chama, da Momentive, foram as novidades da M. Cassab anunciadas para o setor, como fruto de uma parceria firmada recentemente para a distribuição desses produtos com exclusividade no país. Como explicou o gerente da unidade de negócios da divisão química industrial da distribuidora, Aloísio Spósito, essa linha de produtos conta com borrachas base de silicone de diversas durezas e características para atender às especificações de peças moldadas por extrusão, injeção e compressão, destinadas a diversos segmentos de mercado. São borrachas com estabilidade a altas temperaturas, resistência ao intemperismo, flexibilidade a baixas temperaturas, inertes e com propriedade dielétrica, entre outras características.

A linha de óleos de processo ofertada pela M. Cassab engloba produtos que, utilizados nas formulações de borrachas, masterbatches e compostos, conferem características como auxiliar de processamento, extensor de cadeia e ainda algumas propriedades específicas tanto no composto de borracha cru como na peça vulcanizada.

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