Aditivos e Masterbatches

Aditivos: Mercado de cargas demonstra interesse em soluções inovadoras

Hamilton Almeida
2 de dezembro de 2013
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    Plástico Moderno, Aditivos: Mercado de cargas demonstra interesse em soluções inovadoras
    Para enfrentar um mercado cada vez mais competitivo, as indústrias do segmento de aditivos e cargas minerais para plásticos estão se especializando. A busca pelo algo a mais para oferecer aos clientes está ditando o ritmo dos negócios.

    José Carlos Bartholi, diretor comercial da Ouro Branco, avalia que a situação de mercado contempla muitos players e muita oferta. “Para sobreviver e manter o share, o fornecedor tem que apresentar um algo a mais: produtos de qualidade superior, melhor desempenho e assistência técnica”, afirma. Ele acrescenta que produto e serviço “não podem estar dissociados” para quem pretende sobreviver no segmento de aditivos e cargas minerais para plásticos.

    Plástico Moderno, Giacomolli: nanotecnologia é uma das prioridades atuais

    Giacomolli: nanotecnologia é uma das prioridades atuais

    Na opinião de Erni Giacomolli, gerente de vendas da Carbomil, o mercado está cada vez mais ávido por aditivos que contribuam com a melhoria na performance de seus produtos. “O carbonato de cálcio é um dos aditivos que podem ajudar muito na obtenção dessa melhoria. Somos privilegiados quanto à qualidade de nossa matéria-prima”, adiciona.

    Beatriz Zaki, chefe de produto da unidade de negócios Inorganic Materials da Evonik, destaca a importância de se buscar soluções inovadoras e de melhor performance, principalmente pela necessidade de ampliação do uso de plásticos em diferentes aplicações: “A Evonik colabora com suas matérias-primas para que seja possível, por exemplo, a utilização de plástico para sistemas de água quente, substituindo o cobre.” São os silanos organofuncionais que, de fato, colaboram para o desenvolvimento dessa área da construção civil, considerada muito promissora pela empresa.

    O executivo da Carbomil calcula que o maior mercado de aditivos e cargas minerais está atrelado à infraestrutura: tubos e conexões, fios e cabos, forros de PVC e telhas de PVC. Daí a dependência dos investimentos públicos. Considerando que há vários mercados e tipos de aditivos que encontram aplicação na agricultura e até em creme dental, a demanda nacional deve girar em torno de 40 mil t/mês apenas para os carbonatos de cálcio, que representam cerca de 90% da capacidade instalada.

    Giacomolli comenta ainda que o mercado tem sido afetado diretamente pela variação cambial. Como há vários insumos atrelados ao dólar, a cadeia produtiva sofreu uma retração. “Quem atua no mercado externo tem obtido bom retorno”, ressalva. “Também estão ocorrendo várias aquisições de empresas importantes em toda a cadeia produtiva, tanto por parte de empresas estrangeiras como por empresas de grande porte nacionais.”

    Sem prognósticos – O cenário é tão árduo que Bartholi não arrisca fazer prognósticos de longo prazo. “Nem um vidente pode falar em longo prazo no Brasil”, brinca. “Pode-se analisar com maior precisão o curto prazo e o médio somente com uma margem maior de erro.” Segundo Bartholi, não se vislumbra a curto e médio prazo “nenhum aquecimento de demanda” e há preocupação com a taxa cambial, que deverá subir nos próximos seis meses.

    Plástico Moderno, Beatriz: foco no desenvolvimento de produtos mais sustentáveis

    Beatriz: foco no desenvolvimento de produtos mais sustentáveis

    “O Brasil tem problemas estruturais graves que impedem e prejudicam um crescimento sustentável e forte. Sem mexer nessa equação de gasto público, infraestrutura e produtividade, tanto pública como privada, não vamos muito longe. O cenário é preocupante”, adverte o executivo da Ouro Branco.

    Já Giacomolli acredita que, com a estabilidade do dólar e a realização dos investimentos em infraestrutura necessários para a Copa do Mundo de 2014, alguns segmentos terão bom desempenho, enquanto outros sofrerão o efeito eleitoral. “A longo prazo acho que o Brasil irá retomar o seu crescimento, pela necessidade interna de melhorias em infraestrutura e ajudado pela estabilidade e até retomada de crescimento dos mercados norte-americano e chinês”, acrescenta.

    Beatriz prefere ficar na expectativa de que soluções de plásticos sejam cada vez mais selecionadas para diferentes tipos de mercados e aplicações, o que poderia ampliar também a participação da Evonik no mercado brasileiro.

    Nesse momento de incertezas, os investimentos arrefecem. “Os investimentos no Brasil estão caindo muito, em face das necessidades de atualização do parque industrial”, observa Bartholi. O que há – agrega – são investimentos para se atingir uma maior produtividade.


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