Aditivos – Indústria busca competitividade em setores de alto valor agregado

O maior investimento da Basf no negócio de aditivos para plásticos, após a aquisição da Ciba em 2009, trata-se de uma nova planta de antioxidantes. A empresa anunciou em julho deste ano sua pretensão de expandir sua presença no Oriente Médio, com a construção do que considera um dos maiores players de CSB (customer specific antioxidant blends) de antioxidantes do mundo. A fábrica, localizada em Bahrain, entrará em operação no final de 2012, segundo previsões da própria Basf. O mercado, de forma geral, aposta na importância de se produzir antioxidante commoditie localmente. “O custo do transporte é alto, por isso, o produto deve ser fabricado onde tem mercado para consumi-lo”, explica Prada.

Nova oportunidade – O Brasil também receberá investimentos de porte, sobretudo por causa da realização da Copa do Mundo e da Olimpíada. Por isso, atentas a uma nova demanda para os aditivos, algumas empresas vislumbram o aumento das vendas de produtos voltados para a indústria de assentos para os estádios de futebol. Apesar de não ter dados concretos sobre o possível incremento, os fabricantes, cada um à sua maneira, apresentam desenvolvimentos específicos para a aplicação.

A QuantiQ é uma delas. A companhia propaga sua linha de retardantes de chama como ideal para atender às expectativas do mercado. Trata-se do Zuran 484, um aditivo para poliolefinas, fabricado pela asiática Chitec, empresa parceira da QuantiQ há mais de dez anos. Segundo Ricardo Verona, químico responsável pela unidade de negócio BTM da QuantiQ, a divulgação do produto se baseia no oportunismo da ocasião e no aumento da demanda por produtos sem halogênios. “Cada vez mais vejo o compromisso da indústria com a sustentabilidade”, comenta.

Plástico Moderno, Aditivos - Indústria busca competitividade em setores de alto valor agregado
Construção de estádios de futebol estimula promoção dos retardantes de chama

A reforma e a construção de estádios também incentivaram a Clariant a investir na oferta de retardantes de chama. Os esforços se concentram na divulgação da Exolit, linha à base de fósforo e livre de halogênios, combinada com os estabilizantes à luz Hostavin. “Temos grandes expectativas, tendo em vista que a norma NBR 15925, utilizada para avaliação dos assentos, exige retardância de chama e estabilização à luz, e nossos produtos atendem ainda à legislação Reach (acrônimo de Registration, Evaluation, Authorisation and Restriction of Chemicals)”, ressalta Ghidetti.

Para a mesma aplicação (nos assentos), a indicação da alemã Basf é o Tinuvin XT 850, um Hals que não interage com ácidos fortes e halogênios. Em outras palavras, o aditivo permite a estabilização do polipropileno, mesmo na presença de antichamas halogenados. “Vejo como uma oportunidade de interesse médio, pois acho que com os novos estádios a demanda aumentará, mas os números não serão muito expressivos”, diz Prada.

Roberta, da Lanxess, tem a mesma opinião. Ou seja, reconhece que os eventos podem elevar as vendas dos retardantes de chama do portfólio da companhia, mas analisa a situação como um negócio isolado. “Você pode puxar uma tendência sim, mas não deixa de ser uma venda spot”, argumenta. Para ela, esse mercado, configurado por um consumo ainda incipiente no Brasil, depende de mais normalização para crescer de forma sustentável.

A companhia dispõe de duas linhas: Disflamoll e Levagard. São produtos base fósforo para aplicações com PVC, PC/ABS, borrachas e derivados de celulose. Livres de halogênio, os aditivos da Lanxess são indicados para espumas rígidas ou flexíveis de PU.

A Songwon também desenvolveu um sistema de aditivação especificamente para atender às exigências das cadeiras de PP e PE dos estádios de futebol. Trata-se de um pacote de estabilizantes à luz. “Esse produto não é novo, mas estamos trabalhando nele para o Brasil em particular, por causa da Olimpíada e da Copa”, finaliza Lapietra.

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