Aditivos e Masterbatches

6 de Abril de 2007

Aditivos – Expositores do setor estão otimistas para a realização da feira, mas negócio anda pressionado por aumentos de custos em todo o planeta

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Publicado por: Marcio Azevedo
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    Plástico Moderno, Hermann Schumacher, gerente de marketing, Aditivos - Expositores do setor estão otimistas para a realização da feira, mas negócio anda pressionado por aumentos de custos em todo o planeta

    Schumacher confirma a dificuldade para repassar

    Amparada por uma troca tecnológica importante, a empresa comprova a exigência crescente por tecnologia na transformação nacional. Grande parte dos aditivos oferecidos com apoio da Basf é constituída por fotoestabilizadores, mas, segundo o gerente de marketing Hermann Schumacher, a grande sacada da estabilização à luz são as blendas, que permitem combinações de aditivos que atingem maior desempenho ou melhor custo. A linha UV da Macroplast atende a diferentes segmentos, como o mercado de embalagens e plasticultura, e entre os aditivos de maior valor agregado figuram também retardantes para aplicações com certificação UL94-V0, com aplicação na indústria automotiva e de eletroeletrônicos, além de uma gama de aditivos bem conhecidos no mercado das commodities.

    Esse balanço, com cerca de um terço do portfólio voltado para aplicações de maior valor agregado, compensou em certa medida as quedas de margens. Mesmo com índices oficiais corroborando o aumento do poder aquisitivo do brasileiro, Schumacher confirma que não houve repasse na extensão desejada, e foi preciso partir para produtos diferenciados para fugir dos preços baixos. Nas commodities, a venda de aditivos é prejudicada adicionalmente pela importação de transformados plásticos acabados, que aportam no Brasil, vindos principalmente da Ásia, em condições de preços difíceis de serem explicadas pela Matemática convencional.

    A Macroplast, que em 2007 completa 35 anos de atividades, tem adotado uma participação institucional na Brasilplast, e nesta próxima edição destacará aplicações em que está presente no cotidiano dos usuários finais. Uma possível novidade, em discussão inicial nos laboratórios da empresa, não estará pronta para a feira. Mas que o mercado se dê por avisado: pode pintar um aditivo que impeça roedores de danificarem cabos subterrâneos, como os existentes nas instalações do Metrô, de São Paulo. É esperar para ver.

    Plástico Moderno, Erick Scoralick, da área de Embalagens e Materiais de Construção da Rohm and Haas para a América Latina, Aditivos - Expositores do setor estão otimistas para a realização da feira, mas negócio anda pressionado por aumentos de custos em todo o planeta

    Scoralick: dólar baixo acarreta preço baixo

    As estratégias da empresa até o momento, no entanto, têm tido sucesso. O crescimento de suas vendas foi mais acelerado que o do mercado em 2006, e seu estande deverá mostrar executivos e colaboradores com bom humor para novos negócios. Aliás, como também bom será o humor dos fornecedores de aditivos de modo geral durante a realização da feira, pelo que se pode inferir.

    China, uma das culpadas – Se há pontos de desconforto para os fornecedores do mercado brasileiro, alguns deles residem na grande confusão que a China, com sua sede por crescimento, causa na disponibilidade de matérias-primas e na enxurrada de seus produtos acabados mundo afora. Erick Scoralick, da área de Embalagens e Materiais de Construção da Rohm and Haas para a América Latina vê um clima não muito positivo por conta dessas perturbações e dos aumentos de custos com grande impacto na produção de aditivos para PVC, seu carro-chefe. Como muitos outros fabricantes, a empresa com origem nos Estados Unidos conseguiu crescer em 2006 com a ampliação de fatias de mercado e investimentos em diversas frentes, incluindo qualificação de pessoal, aumento da força de vendas, e revisão das estratégias de distribuição, tomadas para fortalecer a presença de mercado e reforçar a credibilidade da empresa.

    A Rohm and Haas atuou bom tempo optando por entrar e sair do mercado, oscilando entre vendas por intermédio de distribuidores e revendedores, até decidir-se pela maior penetração, no início do milênio. Passando a atuar de forma mais direta, culminou com a consolidação de sua imagem nos últimos anos. De qualquer forma, as acomodações de preços vistas em 2006 podem descambar para uma guerra de preços em 2007, mesmo que as margens do negócio no Brasil ainda sejam atraentes para a empresa.

    A competidora fornece, por meio de distribuidor, modificadores de impacto e de fluxo, estabilizantes térmicos e biocidas para o mercado de PVC, entre outros aditivos. São todos importados, o que significa que em alguns segmentos disputados por concorrentes com produção nacional o dólar baixo oferece alguma vantagem competitiva. “Mas esse câmbio implica em custo baixo e preço de venda baixo”, lembra Scoralick. Ele não atrela os movimentos atuais da cadeia de aditivos relacionados ao PVC ao câmbio, e vê um fator de maior influência relacionado à perda de mercado do PVC para outras resinas, como o PET, em blisters para ferramentas e bandejas de alimentos. “Há uma redução de demanda em embalagens muito forte por conta da troca de tecnologia”, diz.

    Embora fabricante de estabilizantes térmicos à base de estanho, comprovadamente seguros nas palavras de Scoralick, e muito menos suscetíveis de rejeição que os fabricados com base no chumbo, a Rohm and Haas está desenvolvendo alternativas orgânicas para o mercado. Seus aditivos multifuncionais, destaques em 2005, voltam à cena na Brasilplast em 2007, pois foram um dos pilares do crescimento da empresa desde então. Na ocasião, eram lançados os multifuncionais “químicos”, moléculas que já saem prontas do reator, ao contrário de produtos mais antigos cuja funcionalidade múltipla decorria de misturas de diferentes produtos.

    O marketing também será fortalecido na linha de biocidas. Antigos no portfólio, andavam meio de fora das prioridades da empresa, que vende quase todos os seus aditivos para PVC rígido. Com o resgate dos biocidas, a fornecedora intensifica a atuação em aplicações de PVC flexível, em particular nas embalagens, toldos, lonas de piscina e sandálias.

    Milliken destaca novos produtos durante a feira

    Fornecedor amplamente conhecido no mercado de aditivos para PP, mas com produtos também para o segmento de PE, a Milliken destaca suas novidades em clarificação e nucleação de poliolefinas na Brasilplast. Pressionada como toda a cadeia petroquímica pelos aumentos de custos, a Milliken pressente ventos favoráveis para a realização do evento, na opinião do gerente de vendas da unidade brasileira, Renato Santacroce.

    O PP aditivado tem ganhado força para deslocar materiais concorrentes, e o gerente vê boa receptividade no mercado brasileiro para novidades, um certo arrojo para testar novas aplicações, como os copos plásticos de requeijão, que já desbancaram o vidro, e a introdução cada vez mais freqüente de embalagens do tipo monomaterial, em que frasco, tampa e rótulo são de PP, facilitando a reciclagem.

    Dentre as novidades preparadas para a feira, os destaques vão para um novo nucleante para melhorar a aparência, a produtividade e propriedades de barreira de diferentes tipos de PE, principalmente para filmes, garrafas e tampas, além de um agente antimicrobial com base em prata com amplo espectro de eficácia e alta durabilidade, ideal para aplicação em plásticos e fibras.


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