Aditivos – Expositores apostam em novos aditivos fornecidos em grânulos para melhorar propriedades de polímeros

Plástico Moderno, Wanderson Bueno de Almeida, gerente de tecnologias para plásticos da Oleochemicals, Aditivos - Expositores apostam em novos aditivos fornecidos em grânulos para melhorar propriedades de polímeros
Almeida: novo plastificante agrada à América Latina

Alternativas aos ftalatos – As resinas de PVC já podem contar com o plastificante à base de DINP, diisononil ftalato (Vestinol 9), destacado pela Degussa como alternativa para substituir os plastificantes à base de dioctil ftalato (DOP).

Apresentando baixa volatilidade e viscosidade moderada, esse aditivo já se encontra largamente difundido na Europa, em várias aplicações, sendo particularmente recomendado pelo fabricante para uso na produção de compostos para revestimento de cabos elétricos.

Em produção no Brasil, o plastificante primário (Edenol 3203), à base de óleos vegetais, da Oleochemicals, empresa do grupo Cognis, também foi apresentado como alternativa aos ftalatos. Para uso na produção de filmes de PVC para o setor alimentício, bem como na fabricação de brinquedos de PVC, esse plastificante vem contando com novas e boas perspectivas de aplicação não só no mercado brasileiro, como também em vários mercados da América Latina. “Esse plastificante tem despertado o interesse de vários produtores e já enviamos amostras para testes ao México, Colômbia, Argentina e Chile”, informou Wanderson Bueno de Almeida, gerente de tecnologias para plásticos da Oleochemicals.

“Comparável em preço ao DOA, dioctil adipato, nosso plastificante melhora a flexibilidade dos filmes, que podem ficar em contato direto com temperaturas abaixo de zero sem perder as propriedades mecânicas”, acrescentou. Outro fato que também deverá contribuir para a comercialização desse aditivo é a comprovação por laudo do Instituto Adolfo Lutz de que o plastificante Edenol 3203 apresenta baixíssima extratividade aos alimentos gordurosos e não transfere odor aos filmes. O produto, já patenteado, também não perde a plastificação quando exposto a temperaturas acima de 40oC, tem baixa volatilidade e não interfere na transparência, quesitos importantes para que os plásticos continuem a valorizar tudo que acondicionam, protegem e transportam pelo mundo afora.

[toggle_simple title=”Ciba fecha fábrica, mas reafirma presença no País” width=”Width of toggle box”]

O segmento de aditivos para poliolefinas brasileiro reforçou seu caráter importador com o encerramento da produção na fábrica da Ciba Especialidades Químicas instalada no pólo petroquímico de Camaçari-BA, em março deste ano. A multinacional européia, entretanto, não está deixando o mercado latino-americano. Ela se junta aos outros importadores atuantes no País, e reafirma o compromisso com os clientes da região.

A planta baiana fabricava dois produtos principais, da classe dos antioxidantes fenólicos, considerados commodities das mais comuns na aditivação de poliolefinas. A mesma fábrica outrora produzira também antioxidantes com base em fosfitos, mas eles já não eram manufaturados ali havia cerca de três anos.

A Ciba fabrica essas commodities fenólicas nos EUA, na Europa e na Ásia, e está construindo uma nova fábrica com capacidade para sintetizar 30 mil t/ano em Cingapura. O grande problema da unidade de Camaçari, segundo Paolo Prada, diretor da área de aditivos para plástico na América Latina, era sua rentabilidade. Apta a produzir 4 mil t/ano, e rondando os vinte anos de idade, a planta era equipada com uma tecnologia defasada, além de reatores pequenos, que limitavam a produtividade. “Os custos de produção passaram a não ser mais competitivos”, explica Prada.

Investir milhões de dólares para modernizar o sítio produtivo de Camaçari também não era viável. Afinal, uma fábrica com custos competitivos pressupõe um volume de produção grande, para garantir as economias de escala, e o consumo de aditivos para poliolefinas na América Latina não deve superar 7 mil t/ano. Comparada à capacidade da unidade em construção em Cingapura, nota-se como a demanda regional não justifica a produção local. matérias-primas principais – alquilfenóis – não são produzidas na América Latina. O local de produção de derivados fenólicos mais próximo à região é o sul dos Estados Unidos, onde a Ciba já possui uma fábrica. O diretor da multinacional, porém, garante que “a empresa continua sendo devotamente dedicada à América Latina”, pois é um mercado que tem recebido novas fábricas de resinas e onde se projeta grande aumento de demanda nos próximos anos.

Mudanças – No fim das contas, para os clientes locais da Ciba, tudo passará como se nada houvesse passado. A customização dos aditivos, cada vez mais freqüente nesse mercado, continuará sendo uma prerrogativa da empresa, amparada por acordos de fabricação com terceiros na América Latina, justamente para manter esse aspecto de produção sob medida. Além disso, houve o cuidado em manter as mesmas condições comerciais vigentes antes do fechamento da fábrica na nova etapa de abastecimento por importações. Do ponto de vista de entregas, a Ciba tem capacidade para armazenar produtos na região, e Prada não vê possibilidade de problemas no abastecimento do mercado.

Mudanças mesmo, apenas para os antigos colaboradores da multinacional na Bahia. A empresa articulou um pacote de benefícios, inicialmente rejeitado pelo sindicato dos trabalhadores, mas aceito após concessões adicionais. Alguns dos funcionários foram recolocados em outras áreas da produtora em São Paulo e no Rio de Janeiro, e outros receberam apoio para conquistar a recolocação, até mesmo por meio de contatos pessoais entre gerentes da empresa com gerentes de outras fábricas do sítio de Camaçari.
No total, 45 empregos foram eliminados.                              M.A.

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