Aditivos – Expositores apostam em novos aditivos fornecidos em grânulos para melhorar propriedades de polímeros

Renovados na aparência e nas propriedades, commodities e polímeros de engenharia não serão mais os mesmos depois da 11ª Brasilplast. Graças às mais recentes inovações empreendidas no território dos aditivos, boa parte deles agora fornecidos em grânulos, polietilenos, polipropilenos, poliamidas, poliésteres, PET, ABS e blendas de PC e de PBT podem contar com melhorias e ajustes de propriedades, que irão propiciar transformados de maior qualidade e funcionalidade ao mercado.

Os polietilenos empregados na produção de filmes aditivados com agentes nucleantes acabam de ganhar altíssima transparência. Assim, tornam mais visíveis grande diversidade de produtos embalados e estabelecem novos padrões visuais de transparência aos filmes encolhíveis, esticáveis e às bobinas técnicas, materiais com largo emprego nos setores industrial e de consumo.

Originalmente produzidos em pó, mas agora também disponíveis na forma de concentrados, os agentes nucleantes para polietilenos, inovação apresentada pela Milliken, não só contribuem para melhorar a transparência de filmes, como também aumentam a barreira à umidade, deixando-os ainda mais resistentes a rasgos e às selagens a quente realizadas nas indústrias.

“Nucleados com Hyperform HPN-20E, os filmes de polietileno resultam em melhorias de propriedades ópticas e físicas”, informou Claudia Kaari Sevo, gerente de aditivos poliméricos para todo o Brasil. Nos testes realizados com o novo aditivo, foi possível observar um aumento significativo do brilho e redução da opacidade em 40%, na comparação com o PEBDL sem esse tipo de aditivação. Entre os ganhos, constatou-se maior tempo de prateleira para produtos sensíveis à umidade. Isso ocorreu devido à redução da permeabilidade aos vapores d’água para o PEBDL em 40%, e para o PEAD, em 20%.

“O aumento da resistência à selagem a quente proporcionada pelo nosso agente nucleante também permite maior flexibilidade na escolha do material para a camada selante, podendo-se ainda contar com a possibilidade de reduzir a espessura do filme devido ao melhor desempenho nas propriedades de rasgo e de resistência ao impacto, em comparação com as blendas de PEBD/PEBDL”, afirmou Claudia.

Alvos das recentes inovações, os polipropilenos clarificados alcançaram grande repercussão na edição da Brasilplast, em 2005, por oferecer ao mercado novos padrões de transparência às embalagens de bebidas, alimentos, cosméticos, produtos de limpeza, utilidades domésticas, caixas de DVD, entre inúmeras outras, tanto em processos de injeção e sopro convencionais, como de paredes finas, ou mesmo injeção/estiramento/sopro (ISBM), extrusão de chapas, filmes e termoformagens.

Plástico Moderno, Francisco C.F. Lopes, gerente de novos negócios da área de aditivos para plásticos da Ciba, Aditivos - Expositores apostam em novos aditivos fornecidos em grânulos para melhorar propriedades de polímeros
Lopes: aditivo entra em PP por recomendação da Fifa

PP ainda mais transparente – O mais recente legado a essa categoria de polímeros parte da Ciba, que lança no mercado brasileiro dois agentes para PP: um clarificante (Irgaclear XT 386) e um nucleante (Irgastab NA 287).

“O Irgaclear XT 386 é uma inovação na área de clarificantes para polipropileno, até hoje baseados em derivações de sorbitóis”, informou Francisco C.F. Lopes, gerente de novos negócios da área de aditivos para plásticos da Ciba.

A nova geração de clarificantes da empresa, apresentada ao mundo em setembro de 2006, em lançamento promovido na Europa, baseia-se em trisamida. Mas, além da estrutura química, o mercado apreciará saber que o uso do novo aditivo promete gerar maior eficiência na clarificação em proporções mínimas de uso, entre 0,015% e 0,020%, nível de concentração cerca de doze vezes menor em comparação com as proporções de uso dos derivados de sorbitol.

“Essa alta eficiência tem grande impacto sobre as propriedades organolépticas do polipropileno, pois se consegue obter um material praticamente isento de odor e sem coloração. Por ser mais estável termicamente em relação aos sorbitóis também permite a reciclagem do PP clarificado, sem perda da transparência”, acrescentou Lopes.

Nos testes realizados, o novo aditivo se apresentou termicamente estável sob temperaturas até 380oC. Nas várias etapas de processamento, também não apresentou exsudação. Mas, além de beneficiar o transformador, outro grande favorecido será o consumidor, que poderá visualizar a integridade dos produtos embalados e expostos em prateleiras e gôndolas do varejo.

Estabilizantes de efeito duradouro – Ativas quimicamente nos polímeros por dez até quinze anos, as novas gerações de estabilizantes ao espectro de luz ultravioleta (UV) evoluíram rapidamente em resposta às necessidades do mercado, principalmente o automotivo, que não esquece e tampouco perdoa veículos com pára-choques em PP, transitando anos atrás completamente desbotados e esbranquiçados.

Considerados um dos precursores da nova geração, os aditivos da linha Cyasorb THT, desenvolvidos pela Cytec, consolidaram-se em muitas aplicações. À base de triasinas e aminas estericamente bloqueadas (hals), formulados em vários padrões de UV, desde UV4 até UV20, incluindo itens especiais para a rotomoldagem de polietilenos, esses aditivos mais recentemente tiveram seu foco centrado, no caso da Cytec, em formulações especialmente desenhadas para estabilizar à luz UV filmes de PEBD para estufas e coberturas de solo de grande uso no setor agrícola.

Depois de lançar o estabilizante de luz UV Cyasorb THT 6460, destinado a filmes para uso em estufas agrícolas, com permanência de longa duração nos polímeros e alta resistência a intempéries e a agroquimicos, e o Cyasorb THT 6408, especialmente concebido para a cobertura de solos (mulching), a empresa mais uma vez contribui para o desenvolvimento da plasticultura, ao apresentar ao mercado na Brasilplast o novo Cyasorb UV da série 350. Trata-se de estabilizante à luz UV capaz de proteger contra as faixas de radiação solar mais agressivas e que atende aos requerimentos mais exigentes de exposição a pesticidas, podendo prolongar a vida útil dos filmes pelo período de dois até três anos.

Diferentemente de outras formulações que, em sua composição, empregam hals, os estabilizantes à luz desenvolvidos pela Ciba (Tinuvin XT 860) não interagem com ácidos fortes e halogênios, segundo informou Lopes, promovendo a estabilização à luz do PP, mesmo na presença de antichamas halogenados.

“No mundo todo, uma das principais aplicações desse produto está sendo feita em cadeiras para estádios esportivos, normalmente produzidas em PP e que, por recomendação da Fifa, devem conter aditivos”, informou Lopes.
A Clariant também levou ao conhecimento do público da Brasilplast um absorvedor de UV para aplicação em plásticos de engenharia. O aditivo, denominado Hostavin B-CAP, protege PET e PC do amarelamento causado por exposições à luz durante longos períodos.

Na área de retardantes à chama, a empresa destacou dois sistemas especiais: Exolit AP e Exolit RP. Segundo os técnicos da Clariant, esses aditivos são mais eficientes e livres de halogênios, encontrando aplicações em compósitos termofixos que terão emprego em construções, estendendo-se ainda a resinas para uso nas indústrias eletrônicas.

Plástico Moderno, Fábio Sanches, coordenador de negócios da área de performance chemicals da Basf, Aditivos - Expositores apostam em novos aditivos fornecidos em grânulos para melhorar propriedades de polímeros
4050 H tem ponto de fusão mais alto, explica Sanches

Proteção para todos – O primeiro hals monomérico a conquistar aprovação FDA (Food and Drug Administration) foi o estabilizante à luz Uvinul 4050 H. Desenvolvido nos laboratórios da Basf, o produto, que tem largo emprego em vários setores da transformação, confere proteção UV a polipropilenos, ABS, SAN, PS, bem como a plásticos de engenharia, como poliamidas e PET, e conta, agora, com aprovação para ter contato com alimentos.

“A aprovação, concedida em outubro de 2006, reflete a alta qualidade desse aditivo, que apresenta baixa velocidade de migração no PP, além da baixa volatilidade, apresentando ponto de fusão na faixa de 155ºC até 160ºC, ou seja, é muito menos volátil do que os demais existentes no mercado e oferece maior estabilidade durante as dosagens, pois os demais comercializados no mercado, em geral, têm ponto de fusão na faixa de 80ºC até 85ºC”, explicou Fábio Sanches, coordenador de negócios da área de performance chemicals da Basf.

Na área de estabilizantes, a empresa também destacou na Brasilplast dois hals para poliolefinas: Uvinul 4077 GR e Uvinul 5062 GR, agora lançados em grânulos. Outro produto muito comentado na feira foi o absorvedor de luz UV específico para PET, cujo lançamento está previsto para a próxima K, na Alemanha. Totalmente inovadora, a nova molécula desenvolvida pela Basf, além de proteger o polímero, confere também proteção aos conteúdos das embalagens.

Nucleantes sem deformar – Algumas formulações já conseguiram obter significativas reduções nos ciclos de injeção com o uso de nucleantes. Também melhoraram propriedades mecânicas de rigidez e até mesmo diminuíram espessuras de paredes de injetados.

As exigências atuais de mercado, contudo, apontam para outros aspectos tão ou mais importantes, pois, além de preços mais competitivos, a transformação requer nucleantes que não causem deformações nas peças logo após a injeção. Aprovado nesses quesitos, o novo agente nucleante para PP da Ciba (Irgastab NA 287) promete abrir espaço no concorrido mercado das especialidades ao oferecer fórmula avançada, que não compromete a conformidade das peças e chega ao mercado brasileiro em condições diferenciadas de preço, segundo destacou Lopes.

Em busca de novas aplicações ou mesmo reforçando as já existentes, o agente hipernucleante para PP da Milliken (Hyperform) também comprovou reduzir perdas e eliminar deformações e afundamentos em ampla e diversificada gama de injetados, como peças automotivas, cadeiras e tampas para utilidades domésticas, sendo apresentado ao público da Brasilplast como um dos destaques da companhia.

Especialmente para injetados de PP, ou mesmo para aplicação em fibras, a Milliken também propagou entre o público a eficácia de emprego do aditivo antimicrobial (AlphaSan). À base de prata, esse aditivo permite amplo espectro de uso em fibras têxteis e em diversos tipos de injetados, abrangendo desde componentes para geladeiras até utensílios de uso doméstico.

Compostos de PP também mobilizam investimentos de vários fabricantes de especialidades químicas. A Ciba, por exemplo, lançou recentemente um aditivo anti-risco, que melhora a resistência a riscos das superfícies das peças fabricadas com formulações de PP. Com grande aceitação no setor automotivo, o anti-risco Irgasurf SR 100 vem sendo aplicado em painéis e outros componentes internos dos automóveis.

Sem poeira – Novos agentes antiestáticos, compatíveis com poliolefinas, poliamidas e ABS também despertaram grande interesse do público nessa edição da Brasilplast. A maior sensação, nesse caso, coube ao novo antiestático Entira AS. Desenvolvido pela DuPont, que compartilhou a tecnologia com a Mitsui, esse novo antiestático à base de resina ionomérica e com liberação FDA (Food and Drug Administration) revelou nos vários testes aos quais foi submetido resistência à atração de poeiras por longos períodos de tempo. Outra grande vantagem do novo antiestático é facilitar as impressões sobre as superfícies das embalagens de vários produtos, como cosméticos e alimentos.

Plástico Moderno, Malfatti Graeser, coordenador da área de engenharia e especialidades da Activas, Aditivos - Expositores apostam em novos aditivos fornecidos em grânulos para melhorar propriedades de polímeros
Activas distribui Paraloid em grânulos, diz Graeser

“Os outros antiestáticos existentes no mercado oferecem dificuldade às impressões, sejam elas em silk-screen, off-set, flexografia ou rotogravura e, também por isso, acreditamos no crescimento da demanda pelo nosso aditivo”, informou Adriana Goya, representante de vendas de embalagens e polímeros industriais da DuPont.

Em estruturas multicamadas, o novo aditivo ainda pode participar da composição de filmes para uso interno nas embalagens de vários alimentos em pó, como sopas, sucos e temperos, assumindo a função de também facilitar o escoamento desses produtos.A linha de antiestáticos permanentes da Ciba, por sua vez, tem suas principais aplicações voltadas para as indústrias eletrônicas. “Tendo como base o copolímero de poliéter e poliamida, essa linha atua por meio da formação de uma teia (network), capaz de dissipar a energia estática em pequenas doses, normalmente não envolvendo energia suficiente para acarretar danos causados por descargas eletrostáticas”, explicou Lopes.

Mais resistentes ao impacto – Os polímeros de engenharia também saíram dessa Brasilplast beneficiados por várias novidades, principalmente pela oferta mais acessível ao mercado brasileiro de modificadores de impacto produzidos com tecnologia da Rohm and Haas, e com distribuição exclusiva da Activas. Trata-se da linha (Paraloid) de modificadores de impacto para blendas de policarbonato e de PBT, para PBT com fibras de vidro, para PET amorfo, ABS, SAN e poliamidas.

Esses aditivos propiciam ganhos de resistência ao impacto nos polímeros que serão submetidos a baixas temperaturas em câmaras frigoríficas e balcões refrigerados.“Inicialmente, os modificadores de impacto da linha Paraloid apenas estavam disponíveis em pós de uso corrente nas petroquímicas, mas fomos buscar lá fora, nas plantas da Rohm and Haas da Europa e dos Estados Unidos, esses modificadores em grânulos para permitir o consumo mais amplo nas indústrias da transformação”, informou Celso E. Malfatti Graeser, coordenador da área de engenharia e especialidades da Activas, com sede em Mauá-SP.

Com as primeiras remessas aportando no mercado brasileiro desde 2006, os modificadores de impacto em grânulos começaram a ser testados em vários polímeros de engenharia e suas aplicações, comprovando-se melhor desempenho dos materiais.“Já testamos esses modificadores em displays para emprego em supermercados, em bases para armações de óculos de segurança e até mesmo em ABS reciclado os modificadores foram empregados com a finalidade de ajustar a resistência ao impacto do material”, afirmou Graeser.

PET ganha aditivo FDA – As pesquisas demandaram mais de cinco anos, mas os resultados prometem valer a pena, principalmente em benefício dos transformadores de PET grau garrafa, que poderão iniciar imediatamente os testes para comprovar os benefícios propriciados pelo novo aditivo da Cytec, homologado pela FDA (Food and Drug Administration).

“O estabilizante de luz UV para PET grau garrafa Cyasorb 3638 é o único no mundo com aprovação FDA”, informou Cássio Martins, gerente da área de aditivos para polímeros para o Brasil da Cytec. Desenvolvido à base de benzoxazinona para garantir proteção máxima às radiações UV, esse aditivo protege e conserva melhor os produtos dentro das embalagens PET.

Os fabricantes de componentes em termoplásticos olefínicos (TPO), principalmente os dedicados ao setor automotivo, podem usufruir das vantagens do novo estabilizante à luz ultravioleta desenvolvido pela Cytec (Cyasorb 3808 PPS), para uso interno e externo nos veículos. Isso porque, segundo Martins, o novo estabilizante oferece aos processadores ausência de exsudação (blooming), não gera embaçamento, não transfere odor aos polímeros, e tampouco gera depósitos nos moldes. Ou seja, soluciona boa parte dos “efeitos colaterais” decorrentes do uso de estabilizantes inadequados.

Em matéria de antioxidantes, a evolução dos aditivos também se tornou patente nessa Brasilplast e a grande novidade surgiu dos laboratórios de desenvolvimento da Cytec, instalados na Europa e nos Estados Unidos. Trata-se da quarta geração de antioxidantes (Cyanox X S4), para aplicação em fios e cabos elétricos. “Com alta capacidade térmica, até 400oC, e grande resistência ao amarelamento, esses aditivos são recomendados tanto para plásticos de engenharia, como para poliolefinas”, acrescentou Martins.

Expandir para reduzir peso – Reduzir o peso dos termoplásticos e, conseqüentemente, os volumes empregados, sem alterar as propriedades, é uma possibilidade tentadora aos olhos de muitos transformadores que recorrem ao uso de expansores em microesferas para fabricar brinquedos, solados de PVC e compostos plásticos imitando couro e madeira.
A tecnologia está consolidada em muitos setores, mas tanto o interesse como o crescimento das vendas no mercado brasileiro trouxeram à Brasilplast a Expancel. A empresa, sediada na Suécia, pertencente ao grupo Akzo Nobel, que também dá nome à marca de microesferas, difundiu na oportunidade os mais de 40 tipos de microesferas por ela produzidos e que podem propiciar aos transformados significativas reduções de peso, tornando-os até 70% mais leves. O responsável técnico pelas microesferas Expancel no mercado brasileiro, Fabio Tanaka, explica que, a cada ano, em virtude do interesse e das necessidades dos transformadores, a empresa sempre tem de desenvolver novas aplicações.

“Atualmente, além dos setores nos quais as microesferas Expancel são empregadas, a cada temporada temos de desenvolver novas aplicações, como em componentes automotivos, tais como painéis, porta-luvas, massas automotivas, selantes para vedação, entre outros”, informou Tanaka. Interesse mais recente pelas microesferas aconteceu no setor de cabos elétricos para itens de uso subterrâneo e aéreo, segundo ele.
Resultantes da combinação de diferentes monômeros e diferentes hidrocarbonetos, as microesferas Expancel podem apresentar temperaturas de expansão desde 80oC até 200oC e consistem em cápsulas poliméricas constituídas de acrilonitrilas contendo hidrocarbonetos em seu interior. O diâmetro médio das microesferas pode variar de 6 µm até 45 µm e a densidade de 1000 kg/m³ até 1300 kg/m³, mas, após expandidas, apresentam volume 40 vezes maior.

Plástico Moderno, Camila Pecerini, coordenadora de negócios da área de cargas avançadas e pigmentos da Degussa Brasil, Aditivos - Expositores apostam em novos aditivos fornecidos em grânulos para melhorar propriedades de polímeros
Camila credita sucesso de nova sílica à transparência

Sílicas sem prejuízos – A necessidade de incorporar sílicas em filmes de PEBD ou de PVC para auxiliar no deslizamento das superfícies plásticas, sem prejuízo da transparência, foi conciliada pela mais recente inovação da Degussa nessa área. Trata-se da sílica precipitada comercializada sob a marca Sipernat (44MS), que já conta com estoques regulares e locais para atender aos vários segmentos da transformação.

“A sílica natural pode interferir bastante na transparência de filmes muito finos de PE, PP, BOPP e PVC, mas a nova sílica, utilizada como agente antibloqueio em filmes para embalagens, sacolas para supermercados e até gigantogravuras, mantém bem mais a transparência e, por isso, está sendo muito requisitada no mercado brasileiro”, afirmou Camila Pecerini, coordenadora de negócios da área de cargas avançadas e pigmentos da Degussa Brasil.

Já os silanos organofuncionais (Dynasylan), também apresentados pela Degussa, assumem cada vez mais função preponderante na transformação de itens destinados ao setor de infra-estrutura.

Como reticulantes de polietileno, esses aditivos atuam diretamente na produção de tubos para transporte de água quente e também na produção de cabos elétricos, melhorando as propriedades mecânicas de diferentes compostos.

Outra novidade apresentada pela Degussa, de grande sucesso na Europa, já disponível localmente, é o negro-de-fumo Printex F85, cuja grande vantagem é estar em conformidade com as regulamentações da FDA (Food and Drug Administration).

“Além da propriedade de barreira, esses pigmentos pretos entram sem restrições na composição de cores utilizadas nas embalagens de multicamadas para alimentos, cosméticos e produtos de higiene íntima, encontrando grande consumo até em absorventes higiênicos que utilizam a cor preta, e estão sendo produzidos principalmente na Europa”, informou Camila.

Plástico Moderno, Juan Carlos Melcon, diretor da Bärlocher,Aditivos - Expositores apostam em novos aditivos fornecidos em grânulos para melhorar propriedades de polímeros
Ca/Zn cresce em taxa maior que 50% no Brasil, segundo Melcon

Estabilizantes de Ca/Zn – Na área do PVC, o excepcional crescimento ao longo dos últimos anos dos estabilizantes à base de sais de cálcio/zinco, em detrimento das formulações à base de chumbo, ajudou a compôr outro panorama revelando a quantidade crescente das aplicações que estão sendo implementadas no mercado brasileiro, destacadas nessa Brasilplast pela presença de produtores apresentando grande diversidade na oferta de itens ajustados a vários tipos de processo e transformados.

O diretor Juan Carlos Melcon, da Bärlocher, confirmando o avanço dos estabilizantes à base de Ca/Zn no mercado brasileiro, com percentuais de crescimento superiores a 50%, destacou os investimentos realizados pela empresa no desenvolvimento de dezenas de formulações específicas para injeção, extrusão e revestimentos/isolamentos, contando com o apoio de moderno laboratório instalado na sede da empresa, em Americana-SP, dedicado a desenvolver e analisar formulações de aditivos. Equipado com extrusoras, reômetros, calandras, absorção atômica, cromatógrafos, colorímetros, analisador de partículas a laser, entre outros recursos, esse laboratório, segundo o diretor, vem facilitando e apoiando as aplicações de interesse dos transformadores.

“Somente para injetados, dispomos de quatro diferentes grades para conexões, adaptados a diferentes máquinas e moldes”, informou Melcon. Para extrusão de tubos, a empresa desenvolveu seis diferentes formulações à base de Ca/Zn, somadas a outros três estabilizantes específicos para perfis e chapas.

Apesar de registrar ritmo mais lento de crescimento em comparação com níveis de consumo já alcançados no setor de conexões, os estabilizantes à base de Ca/Zn para revestimento/isolamento de cabos e fios elétricos também contam com quatro diferentes grades concebidos para diferentes aplicações.“Somente para injetados, dispomos de quatro diferentes grades para conexões, adaptados a diferentes máquinas e moldes”, informou Melcon. Para extrusão de tubos, a empresa desenvolveu seis diferentes formulações à base de Ca/Zn, somadas a outros três estabilizantes específicos para perfis e chapas.

Focada também na produção de estabilizantes à base de Ca/Zn, a Chemson lançou na Brasilplast a sua quarta geração de produtos, com o objetivo de oferecer ganhos de maior produtividade e melhorias de custo/benefício aos transformadores. “Os estabilizantes à base de cálcio/zinco conquistaram mais de 40% do mercado total de estabilizantes que, anos atrás, somente empregavam estabilizantes à base de chumbo”, estimou Hans Juergen Mitteldorf, diretor-geral da Chemson.

Segundo calcula o diretor, 60% do mercado de tubos e conexões de PVC já estariam empregando formulações à base de cálcio/zinco nos compostos em lugar dos estabilizantes à base de chumbo. A estimativa se complementa com a participação de 30% dos fabricantes de perfis e mais 30% dos fabricantes de fios e cabos elétricos, que também já teriam aderido ao emprego dos estabilizantes à base de Ca/Zn.

Plástico Moderno, Wanderson Bueno de Almeida, gerente de tecnologias para plásticos da Oleochemicals, Aditivos - Expositores apostam em novos aditivos fornecidos em grânulos para melhorar propriedades de polímeros
Almeida: novo plastificante agrada à América Latina

Alternativas aos ftalatos – As resinas de PVC já podem contar com o plastificante à base de DINP, diisononil ftalato (Vestinol 9), destacado pela Degussa como alternativa para substituir os plastificantes à base de dioctil ftalato (DOP).

Apresentando baixa volatilidade e viscosidade moderada, esse aditivo já se encontra largamente difundido na Europa, em várias aplicações, sendo particularmente recomendado pelo fabricante para uso na produção de compostos para revestimento de cabos elétricos.

Em produção no Brasil, o plastificante primário (Edenol 3203), à base de óleos vegetais, da Oleochemicals, empresa do grupo Cognis, também foi apresentado como alternativa aos ftalatos. Para uso na produção de filmes de PVC para o setor alimentício, bem como na fabricação de brinquedos de PVC, esse plastificante vem contando com novas e boas perspectivas de aplicação não só no mercado brasileiro, como também em vários mercados da América Latina. “Esse plastificante tem despertado o interesse de vários produtores e já enviamos amostras para testes ao México, Colômbia, Argentina e Chile”, informou Wanderson Bueno de Almeida, gerente de tecnologias para plásticos da Oleochemicals.

“Comparável em preço ao DOA, dioctil adipato, nosso plastificante melhora a flexibilidade dos filmes, que podem ficar em contato direto com temperaturas abaixo de zero sem perder as propriedades mecânicas”, acrescentou. Outro fato que também deverá contribuir para a comercialização desse aditivo é a comprovação por laudo do Instituto Adolfo Lutz de que o plastificante Edenol 3203 apresenta baixíssima extratividade aos alimentos gordurosos e não transfere odor aos filmes. O produto, já patenteado, também não perde a plastificação quando exposto a temperaturas acima de 40oC, tem baixa volatilidade e não interfere na transparência, quesitos importantes para que os plásticos continuem a valorizar tudo que acondicionam, protegem e transportam pelo mundo afora.

[toggle_simple title=”Ciba fecha fábrica, mas reafirma presença no País” width=”Width of toggle box”]

O segmento de aditivos para poliolefinas brasileiro reforçou seu caráter importador com o encerramento da produção na fábrica da Ciba Especialidades Químicas instalada no pólo petroquímico de Camaçari-BA, em março deste ano. A multinacional européia, entretanto, não está deixando o mercado latino-americano. Ela se junta aos outros importadores atuantes no País, e reafirma o compromisso com os clientes da região.

A planta baiana fabricava dois produtos principais, da classe dos antioxidantes fenólicos, considerados commodities das mais comuns na aditivação de poliolefinas. A mesma fábrica outrora produzira também antioxidantes com base em fosfitos, mas eles já não eram manufaturados ali havia cerca de três anos.

A Ciba fabrica essas commodities fenólicas nos EUA, na Europa e na Ásia, e está construindo uma nova fábrica com capacidade para sintetizar 30 mil t/ano em Cingapura. O grande problema da unidade de Camaçari, segundo Paolo Prada, diretor da área de aditivos para plástico na América Latina, era sua rentabilidade. Apta a produzir 4 mil t/ano, e rondando os vinte anos de idade, a planta era equipada com uma tecnologia defasada, além de reatores pequenos, que limitavam a produtividade. “Os custos de produção passaram a não ser mais competitivos”, explica Prada.

Investir milhões de dólares para modernizar o sítio produtivo de Camaçari também não era viável. Afinal, uma fábrica com custos competitivos pressupõe um volume de produção grande, para garantir as economias de escala, e o consumo de aditivos para poliolefinas na América Latina não deve superar 7 mil t/ano. Comparada à capacidade da unidade em construção em Cingapura, nota-se como a demanda regional não justifica a produção local. matérias-primas principais – alquilfenóis – não são produzidas na América Latina. O local de produção de derivados fenólicos mais próximo à região é o sul dos Estados Unidos, onde a Ciba já possui uma fábrica. O diretor da multinacional, porém, garante que “a empresa continua sendo devotamente dedicada à América Latina”, pois é um mercado que tem recebido novas fábricas de resinas e onde se projeta grande aumento de demanda nos próximos anos.

Mudanças – No fim das contas, para os clientes locais da Ciba, tudo passará como se nada houvesse passado. A customização dos aditivos, cada vez mais freqüente nesse mercado, continuará sendo uma prerrogativa da empresa, amparada por acordos de fabricação com terceiros na América Latina, justamente para manter esse aspecto de produção sob medida. Além disso, houve o cuidado em manter as mesmas condições comerciais vigentes antes do fechamento da fábrica na nova etapa de abastecimento por importações. Do ponto de vista de entregas, a Ciba tem capacidade para armazenar produtos na região, e Prada não vê possibilidade de problemas no abastecimento do mercado.

Mudanças mesmo, apenas para os antigos colaboradores da multinacional na Bahia. A empresa articulou um pacote de benefícios, inicialmente rejeitado pelo sindicato dos trabalhadores, mas aceito após concessões adicionais. Alguns dos funcionários foram recolocados em outras áreas da produtora em São Paulo e no Rio de Janeiro, e outros receberam apoio para conquistar a recolocação, até mesmo por meio de contatos pessoais entre gerentes da empresa com gerentes de outras fábricas do sítio de Camaçari.
No total, 45 empregos foram eliminados.                              M.A.

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