Aditivos e Masterbatches

Aditivos e Cargas – Mercados buscam aumentar eficiência

Antonio Carlos Santomauro
21 de dezembro de 2020
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    Oportunidades na pandemia – Assim como massificou a demanda por produtos antes de uso muito restrito, como o álcool em gel e as máscaras faciais, a Covid-19 também alavancou as vendas de um antimicrobiano que a Ecomaster anuncia ser eficaz no combate ao Sars-CoV-2 (o vírus causador da pandemia) e passou a ser utilizado em aplicações como sacos de lixo e filmes para envolver puxadores de carrinhos de supermercados “Talvez a demanda por esse produto não se mantenha sempre tão intensa, mas certamente permanecerá em patamares superiores aos de antes da pandemia”, prevê Pablo Pinheiro, diretor comercial da Ecomaster, empresa cujo portfólio inclui deslizantes, anti-UV, antiestáticos e antiodor, entre outros aditivos comercializados com a marca Eco.

    Plástico Moderno - Mercados com demanda firme buscam aumentar eficiência e qualidade - Aditivos e Cargas ©QD Foto: iStockPhoto

    Pinheiro: escassez de resinas fez mercado usar mais cargas

    Por esfriar a demanda em alguns mercados, a pandemia, observa Marcelo Lopes, gerente comercial da Colortrade, também permitiu, ao menos temporariamente, a realização de uma quantidade maior de testes e desenvolvimentos para novos usos de aditivos. Por meio de um desses testes, uma empresa do setor de construção civil passará a consumir grandes volumes do anticolapsante Atmer 1013VA, fabricado pela Croda e distribuído pela Colortrade. “Esse anticolapsante provou ser uma excelente opção para reduzir custos nos processos de expansão do EPE (polietileno expandido)”, afirma Lopes.

    Plástico Moderno - Mercados com demanda firme buscam aumentar eficiência e qualidade - Aditivos e Cargas ©QD Foto: iStockPhoto

    Lopes: setor agro procura mais pelos aditivos anti-UV

    Plástico Moderno - Mercados com demanda firme buscam aumentar eficiência e qualidade - Aditivos e Cargas ©QD Foto: iStockPhoto

    Ramos: BBC reforça portfólio para compostos de PVC rígido

    Atualmente, a Colortrade comercializa aditivos da chinesa Rianlon, que lhe fornece produtos como anti-UV e antioxidante, e também da Croda, da qual recebe aditivos à base de amida: deslizantes, antibloqueio, desmoldante, antiestáticos, antifogging e alguns tensoativos, entre outros. “Os itens mais demandados são os anti-UV da linha Riasorb e os antioxidantes Rianox, que atuam em sinergia, muito utilizados no mercado agro e no setor automotivo”, especifica Lopes.

    A BBC, fabricante de aditivos para PVC cuja presença é por enquanto mais intensa nas aplicações flexíveis, quer se expandir também em outros segmentos de mercado: “Possivelmente no segundo semestre de 2021, teremos mais produtos voltados para compostos de PVC rígidos”, adianta José Antonio Ramos da Silva, diretor da BBC.

    No mercado dos plastificantes, cuja função é conferir flexibilidade ao PVC, a BBC atua apenas com produtos provenientes de óleos vegetais que, de acordo com Silva, já concorrem em escala muito massiva com os tradicionais plastificantes ftálicos, de origem petroquímica. “Cerca de 50% do mercado brasileiro de plastificantes já é ocupado pelos produtos de origem vegetal”, estima o diretor da BBC.

    Vendas em alta – Acompanhando um movimento comum a vários elos da cadeia do plástico, a partir do segundo semestre, o mercado brasileiro de aditivos começou a recuperar as perdas ocorridas no auge da pandemia e a atingir volumes de comercialização capazes de justificar a previsão, no decorrer deste ano, de montantes de vendas superiores aos de 2019.

    A BBC, por exemplo, deve este ano registrar vendas quase 12% maiores que as de 2019, projeta Silva. “De julho em diante, cresceram os negócios principalmente com os mercados de filmes alimentícios, calçados, fios e cabos”, detalha.

    Na Colotrade, a perspectiva é de obtenção, neste segundo semestre, de um total de negócios 15% superior ao do mesmo período do ano passado. “Todos os mercados voltaram a se aquecer, inclusive a indústria automobilística, que até prepara lançamentos. O setor agro deve crescer ainda mais, e seguem avançando também as vendas para a indústria de embalagens”, salienta Lopes.

    Brandão, da BYK, fala em “mercado bem aquecido”, com boa demanda por parte da indústria de embalagens, hoje interessada em soluções que proporcionem barreira a gases, vapor d’água, gorduras e solventes orgânicos, e também na plasticultura, na reciclagem e mais recentemente na construção civil. “A demanda da indústria automobilística vem se recuperando mês a mês, mas ainda está retraída se comparada a 2019. E as exportações continuam se favorecendo com a taxa cambial vigente”, explica. “Devido à elevação de consumo nos meses mais recentes, somando todos os mercados, este ano poderemos realizar no Brasil um volume de vendas similar ao de 2019, talvez até um pouco superior”, prevê o profissional da Byk.



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