Aditivos e Masterbatches

Aditivos e cargas – Câmbio pressiona custos

Antonio Carlos Santomauro
24 de novembro de 2020
    -(reset)+

    Plástico Moderno - Aditivos e cargas - Câmbio pressiona custos ©QD Foto: iStockPhoto

    Contando com grande participação de importados, os aditivos tiveram seus custos impactados pelo acentuado encarecimento do dólar e do euro, que nos primeiros nove meses deste ano valorizaram-se mais de 40% (comparativamente ao mesmo período de 2019). E, se por enquanto essa conjuntura pouco favorável a um setor que trabalha com matérias-primas importadas parece não inibir a demanda – saliente-se muitos fornecedores de aditivos não repassaram para seus preços todo esse custo adicional –, a situação preocupa.

    Essa preocupação é agravada pelo aumento significativo também dos preços dos fretes marítimos que, pelas estimativas de Marcelo Lopes, subiram cerca de 700%, relativamente aos valores pré-pandemia. Segundo ele, a Colortrade ainda não reajustou seus preços. “Mas acho difícil os preços dos aditivos não subirem neste quarto trimestre”, pondera Lopes.

    Mesmo matérias-primas nacionais registraram expressivos aumentos de preços, como aconteceu com o óleo de soja, principal ingrediente dos plastificantes formulados pela BBC, e que, de acordo com José Antonio da Silva, este ano já teve seu preço elevado em mais de 100%. “É o mesmo óleo utilizado para cozinhar”, observa.

    Alguns desequilíbrios entre oferta e procura, prossegue o diretor da BCC, também tornam hoje difícil obter algumas matérias-primas, dificultando planejamentos e programações de produção e vendas. “Não cheguei a recusar pedidos, mas precisei escalonar entregas: em vez de entregar tudo de uma vez, entrego um pouco agora, outro pouco daqui a alguns dias. Assim, consigo atender a todos”, relata.

    Na Colorfix, a volatilidade cambial levou à adoção de medidas como a redução dos estoques dos insumos, e o consequente consumo do estoque regulador. “Também diminuímos as importações diretas e aumentamos as aquisições de produtos nacionalizados em volumes menores e com melhores negociações de preços e prazos, para diluir o impacto da variação, aproveitando momentos estratégicos e propícios para compra”, declara Francielo Fardo.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *