Máquinas e Equipamentos

Adaptação à indústria 4.0 exige desenvolver estratégia adequada

Antonio Carlos Santomauro
6 de outubro de 2018
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    Mas a automatização, enfatiza Silva, não é o único ponto a ser considerado por empresas interessadas na Indústria 4.0, que devem também trabalhar para a integração entre as várias máquinas e processos, e entre esse aparato produtivo e seus demais sistemas (e, se possível, também com os sistemas de fornecedores e parceiros). Ele recomenda: para desempenhar tal tarefa, em vez de contar com um servidor próprio, pode ser mais interessante a computação em nuvem. “Entre outras coisas, essa alternativa permite interligar várias plantas e oferecer ao gestor informações rápidas e seguras onde quer que ele esteja”, diz o profissional da Stäubli.

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    A computação nas nuvens para os sistemas da Indústria 4.0 é recomendada também por Matheus Zimmermann, outro especialista em termoplásticos do Instituto Senai de Inovação em Engenharia de Polímeros. “Devido à descentralização da informação em diversos servidores espalhados pelo mundo, a computação em nuvem reduz o risco de ataques cibernéticos”, justifica.

    Faria, da Siemens PLM, lembra, porém, que qualquer atividade econômica – da rotina bancária aos voos dos aviões –, hoje se apoia em tecnologias de informação e comunicação, estando portanto sujeita a riscos de ataques e problemas no universo virtual. “Mas as empresas provedoras dos recursos para Indústria 4.0 estão investindo bastante em cybersegurança”, afirma.

    De acordo com Faria, os empresários da indústria brasileira do plástico necessariamente deverão se adequar aos preceitos da Indústria 4.0, pois isso já está sendo feito por concorrentes da Ásia, da Europa e da América do Norte que poderão obter significativos ganhos competitivos. “E existem no Brasil estímulos para investimento nessas tecnologias”, ressalta o profissional da Siemens PLM.

    Um possível exemplo desses estímulos citados por Faria é o anúncio, realizado em março último pelo governo federal, da estruturação de um programa que deve destinar R$ 8,6 bilhões de reais para a modernização do parque fabril brasileiro e para o avanço da Indústria 4.0 no país. A maior parte desses recursos deve vir do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que já oferece linhas como a Finem, com a qual é possível obter financiamentos a partir de R$ 10 milhões para investimentos em Inovação.

    Imagens: Divulgação


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