Máquinas e Equipamentos

Adaptação à indústria 4.0 exige desenvolver estratégia adequada

Antonio Carlos Santomauro
6 de outubro de 2018
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    As máquinas e os padrões – A Indústria 4.0 aglutina propostas e tecnologias que há algum tempo vinham sendo trabalhadas pelos fabricantes de equipamentos de produção industrial, como as máquinas autorreguláveis, capazes de se ajustar automaticamente às variações no processo, que constavam do portfólio de empresas como a Arburg. “Já há algum tempo produzimos injetoras autorreguláveis, que se ajustam automaticamente a variações em quesitos como temperatura, pressão e matéria-prima”, observa Jeziel de Oliveira, gerente técnico da Arburg.

    Mas a Indústria 4.0 vai além desses ajustes automáticos e preconiza a integração de todos os equipamentos em um sistema MES, com o qual é possível realizar um único gerenciamento. “Esse sistema permite ver, em qualquer lugar, o que acontece com cada máquina, comparar os desempenhos entre elas, programar ações de manutenção preditiva”, destaca Oliveira. Como informou, com alterações simples de hardware e software é possível integrar ao sistema MES mesmo máquinas já em operação.

    O portfólio da Arburg inclui um sistema MES (nome comercial ALS) e também robôs que podem se conectar diretamente com suas injetoras. Da mesma forma, é possível integrar outros robôs às máquinas Arburg, pois os principais fabricantes desses dois gêneros de equipamentos hoje adotam o padrão Euromap, que permite a comunicação entre robôs e as máquinas mais utilizadas pelos transformadores. “Oferecemos, como opcional nas máquinas novas ou para uso em máquinas já em operação, as portas para a comunicação entre as máquinas e os robôs”, explica Oliveira.

    Plástico Moderno, Sistema ALS da Arburg permite operação remota da linha fabril

    Sistema ALS da Arburg permite operação remota da linha fabril

    A integração total proposta pela Indústria 4.0 exige, porém, um protocolo mais amplo: ele ainda não está oficialmente definido, mas, entre as opções atualmente disponíveis, ganha força o protocolo OPC UA, hoje adotado por grandes provedoras das tecnologias vinculadas a esse conceito. “Além de promover a comunicação entre máquinas – independentemente do fabricante –, esse protocolo conversa com sistemas MES, demanda muito menos performance das máquinas e requer hardware mais simples”, justifica Avancini, da B&R.

    O OPC UA é o padrão do mappView, plataforma de captação e gerenciamento de informações em plantas produtivas desenvolvido pela B&R (e que pode trabalhar em conjunto com a tecnologia Orange Box). Também o sistema operacional para internet das coisas MindSphere, lançado no Brasil no ano passado pela Siemens PLM, segue esse padrão.

    Plástico Moderno, Orange Box, da B&R, acompanha o desempenho de cada equipamento

    Orange Box, da B&R, acompanha o desempenho de cada equipamento

    A Stäubli empregou o OPC UA para exibir sua tecnologia no estande que montou em junho último na mais recente edição da Automatica (feira de automação e robótica realizada na cidade alemã de Munique). “Ali, tínhamos cinco estações de produção, todas fundamentadas em OPC UA, com um cockpit pelo qual era possível, a qualquer momento, ver o que cada máquina estava fazendo, mensurar sua produção, verificar a temperatura de trabalho dos motores dos robôs e avaliar individualmente o nível de stress de cada motor; tudo isso, relacionado à manutenção preditiva, parte integrante da indústria 4.0”, conta Silva. “Os robôs dessa planta contavam com um sistema de reaproveitamento de energia que, comparativamente a robôs convencionais, reduz em quase 25% o consumo desse insumo”, acrescenta.



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