Aços para moldes – Fornecedores querem vender fórmulas com maior valor agregado

O bom desempenho da economia esperado para 2010 anima os fornecedores de aços para moldes de injeção. O otimismo se deve em especial à expectativa de lançamentos de novos modelos de produtos nos quais se encontram muitas peças de plástico. São os casos, por exemplo, dos automóveis e eletrodomésticos.

A melhora deve ajudar a recuperar as vendas, no ano passado em baixa. Um resumo ajuda a entender o que ocorreu em 2009. O ano começou com previsões sombrias, abalado pela crise econômica mundial. As vendas da indústria despencaram nos primeiros meses. No segundo semestre houve recuperação, os negócios passaram a crescer de forma consistente para fornecedores de muitos produtos. A melhora, no entanto, não favoreceu as empresas envolvidas com a produção de matrizes. O fantasma da recessão assombrou as empresas e adiou lançamentos. Não houve grande interesse pela aquisição de moldes novos.

O mercado de aços é marcado pela acirrada disputa entre fornecedores nacionais e importadores. Os nacionais, de acordo com estimativas de especialistas, detêm participação de 65% das vendas. A importação de moldes prontos, em especial dos feitos na China, incomoda a todos os representantes do setor, pois reduz o número de encomendas das ferramentarias nacionais. O dólar fraco ajuda os importadores. Por outro lado, a oscilação da moeda ocorrida no momento mais agudo da crise favoreceu os fabricantes locais.

Todos os fornecedores, independentemente de serem brasileiros ou não, têm uma preocupação em comum: comercializar produtos com maior valor agregado. Para justificar essa iniciativa, defendem ligas com características como usinabilidade acima da média, melhor possibilidade de acabamento e elevada capacidade de condutividade térmica. De acordo com as empresas do ramo, o preço inicial desses aços pode ser maior, mas eles proporcionam relação custo/benefício bastante vantajosa.

Com uma matéria-prima mais nobre, por exemplo, podem ser fabricadas placas com menor espessura. Dessa forma, se obtêm ferramentas mais leves e de menor dimensão, com a vantagem de poderem ser resfriadas em ciclos menores quando em operação nas injetoras. Também é reduzido o tempo de usinagem dos componentes dos moldes, operação feita com mão de obra especializada e em equipamentos de preço elevado.

Além disso, todos argumentam que o custo do aço na fabricação da ferramenta representa, em média, em torno de 15% a 20%. O restante é dividido entre as operações de projeto, fabricação das peças e a operação de montagem. Para os fornecedores, trata-se de porcentagem reduzida, que não justifica erros em nome de aparente economia na seleção do material.

A dureza é a propriedade mais importante a ser levada em conta no processo de seleção do aço. A matéria-prima pode ser dividida em quatro grandes grupos. Na escala de dureza até 30 HRC, encontram-se os aços de resistência menor, como o 1045. Eles compõem ferramentas para a confecção de peças cujas exigências das linhas de produção são menos rigorosas. Entre 30 e 34 HRC, encontram-se os P20, usados na grande maioria dos moldes nacionais. Na faixa entre 38 e 42 HRC são encontrados aços de maior resistência, voltados para matrizes que precisam suportar a abrasividade dos plásticos de engenharia ou dos compósitos enriquecidos com cargas. Acima de 42 HRC, encontram-se os aços chamados especiais, voltados para aplicações em que se exige resistência extrema.

Quanto maior a dureza, maior a polibilidade do aço. Elevados índices de polimento permitem a obtenção de peças com aparência impecável, como os faróis e lanternas dos automóveis. Moldes com sistemas de resfriamento que usam quantidades de água abundantes ou que trabalham com resinas corrosivas exigem aços inoxidáveis. São os casos dos voltados para a produção de grandes volumes de peças de paredes finas, como potes de embalagens, por exemplo. Outra propriedade cobrada em determinados casos é a soldabilidade, útil em ferramentas nas quais são realizadas operações de solda durante sua construção.

Linha diversificada – A Villares Metals, fabricante líder entre os fornecedores nacionais, conta com linha bastante diversificada. Um dos destaques da empresa é o aço VP 100, cujo lançamento oficial se deu durante a última edição da Brasilplast, em 2009. A matéria-prima compete com as ligas 1045 e também com o P20 no mercado de moldes menores. “O VP 100 conta com propriedades mecânicas muito homogêneas, uniformidade de dureza. Permite ótima soldabilidade, apresenta superior condutividade térmica e maior facilidade de usinagem por eletroerosão”, garante Giovani Verdi Cappucio, assessor técnico do centro de distribuição.

O aço mais vendido da Villares Metals é o VP20ISO, com dureza na faixa entre 30 e 34 HRC. “O processo de fabricação tornou o nosso P20 mais fácil de ser usinado do que os concorrentes”, diz Cappucio. De acordo com ele, os convencionais desgastam o flanco de uma ferramenta de usinagem durante o processo de corte em de 17 a 18 minutos. O da empresa eleva esse tempo para 26 minutos. “Temos um ganho de 77% no volume removido por ferramenta. É um número significativo em especial nos moldes de grandes dimensões, em que são comuns blocos de 18 a 20 toneladas serem desbastados até chegarem à metade de seu peso”, explica.

Plástico Moderno, Giovani Verdi Cappucio, Assessor técnico do centro de distribuição, Aços para moldes - Fornecedores querem vender fórmulas com maior valor agregado
Cappucio: apesar da crise, vendas não decepcionaram no ano passado

No nicho de aços com dureza entre 38 e 42 HRC, a Villares Metals conta com duas opções, o N2711M e o VP50IM. O primeiro apresenta características similares aos encontrados no mercado com essas propriedades. O segundo permite maior usinabilidade e polibilidade. Na linha dos especiais, a empresa oferece opções com durezas que chegam a 50 HRC. Entre elas, o aço sinterizado Sinter 22. “Ele é usado em raríssimas aplicações, caso de peças feitas de plásticos altamente abrasivos ou de tamanho muito pequeno”, diz. Uma alternativa oferecida aos clientes é a possibilidade de adquirir blocos pré-usinados, em formato de “U”. “Esse formato permite aos ferramenteiros economizar tempo de uso de máquinas-ferramenta”, explica.

Cappucio não tem muitas queixas em relação ao mercado no ano passado. “Mesmo com a crise mundial, que atingiu todos os setores da indústria, nossas vendas no ano passado foram próximas às de 2008”, informa. Para ele, o ano de 2010 será ainda oscilante. “Os volumes de venda, porém, não devem ser inferiores aos de 2009”, estima.

De acordo com o assessor técnico, a empresa tem apostado em investimentos em equipamentos e melhorias do processo para elevar sua competitividade. “O dólar desvalorizado tem elevado artificialmente a competitividade dos importadores, mas temos feito o nosso dever de casa, no sentido de ofertar cada vez mais produtos atraentes ao mercado.”

Ele defende a tese de que o preço não deve ser levado em conta como principal critério de escolha do aço a ser usado em um molde. “Em um prazo reduzido, a escolha de um material inferior pode comprometer a imagem e a lucratividade do fabricante de moldes. Há sinais evidentes de fechamento de empresas que basearam sua competitividade na compra de aços asiáticos”, defende.

Aço ecológico – A Açoespecial está no mercado há 24 anos como distribuidora de aços. Com a abertura do mercado, no final do século passado, a empresa passou a representar no Brasil marcas internacionais, casos da francesa Industeel, da alemã Dillinger Hütte e da italiana Lucchini. Há sete anos, patrocina estudos para o desenvolvimento de fórmulas diferenciadas. A ideia é desenvolver ligas com características especiais, cuja fabricação é terceirizada por parceiros brasileiros.

A empresa utiliza a ecologia como arma de marketing, tema muito em voga nos últimos tempos. Paulo Sergio Ribeiro, diretor de engenharia de materiais, explica a estratégia. A operação de fabricação do aço é bastante poluente. Ele compara tal poluição a um metro cúbico de areia. Para diminuir esse “estrago”, grandes fabricantes mundiais tentam modernizar os processos. Esse não é o foco da Açoespecial. Ela procura atuar incentivando a venda de aços com desempenho mais amigável à natureza. “Tentamos economizar alguns grãos de areia”, explica.

Ribeiro enumera algumas vantagens oferecidas por aços mais sofisticados. Eles permitem melhor usinabilidade, economizando o uso de máquinas-ferramenta e energia. Contam com menor presença de elementos de liga em suas formulações, podem ser reciclados com maior facilidade e ainda têm boa resistência mecânica, proporcionam maior durabilidade e possibilidade de reparos aos moldes. Além disso, apresentam melhor condutividade térmica, permitindo às ferramentas fabricar peças plásticas em ciclos mais curtos. “Também há uma economia de energia na etapa de transformação do plástico”, explica.

Plástico Moderno, Paulo Sergio Ribeiro, Diretor de engenharia de materiais, Aços para moldes - Fornecedores querem vender fórmulas com maior valor agregado
Ribeiro: ligas especiais têm ótima relação custo / benefício

Com essas características, Ribeiro destaca dois produtos importados com a marca Industeel. Um deles é o SP300, com dureza na casa dos 32 HRC. “Ele substitui com inúmeras vantagens os aços DIN 1.2738, os mais famosos da família P20”, diz. Entre as vantagens, ele oferece excelente usinabilidade. “O material permite desgaste do flanco de corte da ferramenta em 41 minutos. O P20 com melhor usinagem fabricado no Brasil atinge 26 minutos”, dispara. Outra característica do SP300 é a possibilidade de obtenção de excelente acabamento superficial, ótima soldabilidade e condutividade térmica 20% superior à dos convencionais. O SP400, com dureza de até 40 HRC, substitui os aços DIN 1.2711. As vantagens da matéria-prima em relação aos concorrentes apontadas por Ribeiro são similares às do SP300.

Um outro produto é o “xodó” da empresa. Trata-se do aço 1045 Ecofast Microligado, liga desenvolvida e patenteada pela própria Açoespecial e fabricada por terceiros com os quais a empresa tem acordo. Desenvolvido em parceria com importantes institutos de pesquisa e ensino, casos do Ipen, IPT e Universidade Mackenzie, o produto possui, de acordo com o diretor, usinabilidade e resistência mecânica superiores às dos convencionais. “Ele economiza até 60% das ferramentas de corte e tem dureza 20% superior à dos demais 1045”, informa.

De acordo com Ribeiro, o custo desses produtos é semelhante ao dos oponentes, varia de (-) 5% a (+) 10%, dependendo da dimensão e disponibilidade. Também para o executivo, o preço inicial não deve ser levado tão a sério, mais importante é a relação custo/benefício. Para justificar sua tese, ele faz um cálculo. O custo do aço na fabricação de uma ferramenta, em média, fica na casa dos 15%, e a manufatura responde por de 40% a 50% do preço do molde. A economia pelo uso menor de máquinas-ferramenta proporcionada por esses aços pode pagar a mão de obra de uma a cada três ferramentas fabricadas. “A cada sete ferramentas, a oitava é inteiramente paga”, defende.

A ideia dos aços ecológicos tem feito sucesso. Hoje, esses produtos representam 70% das vendas da Açoespecial. A empresa calcula ter fatia de 17% do mercado de aços para moldes no Brasil e com a estratégia pretende chegar a 22% no prazo de um ano. Por falar em vendas, o ano de 2009, para a empresa, não foi dos melhores. A perspectiva para esse ano é de recuperação. A principal fonte de otimismo são os lançamentos previstos pela indústria automobilística. Um problema grave, na visão de Ribeiro, é a falta de financiamento a juros competitivos para os compradores de moldes. “Aqui, na hora de descontar um título, as empresas pagam entre 5% e 6% do valor no prazo de 180 dias. Na Europa, os juros são de 6,5% ao ano”, compara.

Duas marcas – O grupo sueco Böhler-Uddeholm é há anos tradicional fornecedor de aços para o mercado brasileiro. A empresa atua com duas marcas, Böhler e Uddeholm, e tem no mercado de moldes para injeção de plásticos um importante cliente. A empresa atende com regularidade fornecedores de moldes para o segmento automobilístico, de linha branca e de eletrodomésticos, entre outros. Um dos diferenciais da empresa, de acordo com José Roberto Capelletti, gerente nacional de vendas, é a assistência técnica oferecida aos compradores.

Plástico Moderno, José Roberto Capelletti, Gerente nacional de vendas, Aços para moldes - Fornecedores querem vender fórmulas com maior valor agregado
Capelletti: expectativa positiva com o lançamento de projetos

Com a marca Böhler, está no mercado vasta gama de produtos, voltados para matrizes de injeção construídas para os mais diversos tipos de resinas, cargas e plásticos de engenharia. O mais procurado é o M238, nome do aço P20 da empresa, com índices de dureza entre 28 e 32 HRC. “É um produto no mercado há mais de quarenta anos. Seu diferencial se encontra na qualidade”, garante o gerente. Para durezas entre 34 e 36 HRC, a Böhler oferece o M261, indicado para ferramentas que trabalham em condições mais exigentes, como as de peças de grande superfície que não podem apresentar problemas de empenamento.

Outra linha destacada por Capelletti é a de inoxidáveis. Entre os aços do gênero, destaque para o M310, usinado e depois submetido ao tratamento de têmpera para atingir a dureza desejada. O M333, além da resistência à corrosão, apresenta maior polibilidade e é indicado para moldes de peças que necessitam de aparência impecável. “O M340 é o aço inox com maior resistência à corrosão no mercado mundial. Sua estrutura é enriquecida com cromo”, diz. O top de linha da empresa é o M390 Microclean, produzido com pós, submetidos a altas temperaturas e pressões. “É indicado para moldes de altíssima produtividade”, revela.

Com a marca Uddeholm, o produto mais vendido para o setor de plástico é o Nimax, com dureza de 40 HRC. “Ele tem alta tenacidade e elevada polibilidade”, diz. A liga também é facilmente retocável com solda e imune aos efeitos nocivos da eletroerosão. O mais sofisticado é o Elmax, produzido por processo de metalurgia do pó. Ele conta com altíssima resistência ao desgaste, permite alto polimento e boa resistência à corrosão.

De acordo com Capelletti, o ano de 2009 não vai deixar saudades. “Houve queda de 40% nas vendas em razão da crise mundial”, informa. Para 2010, a expectativa é de recuperação. “Estamos esperando a retomada generalizada da demanda, com a reativação de projetos ‘engavetados’ e de outros novos”, avalia. A expectativa maior recai sobre os anunciados lançamentos da indústria automobilística.

Plástico Moderno, Douglas de Paula e Silva, Gerente de vendas e marketing, Aços para moldes - Fornecedores querem vender fórmulas com maior valor agregado
Silva: em 2010 a expectativa é de crescimento das vendas em torno de 20%

O gerente reforça o coro, diz perceber forte e crescente preferência do mercado por aços de alto desempenho e qualidade, responsáveis por ganhos superiores de produtividade e rentabilidade. “Apesar de ter preços um pouco mais elevados quando comparados com os convencionais, asseguram relação custo/benefício extraordinariamente favorável na confecção da ferramenta”, avalia. Ele também nota crescente desapontamento com a importação de moldes de baixo custo. “Eles apresentam desempenho insatisfatório e baixa rentabilidade”, dispara. Sem falar na falta de suporte técnico e de acompanhamento pós-venda por parte dos fornecedores.

Nicho importante – O nome é difícil de ser pronunciado, mas a empresa é bastante conhecida dentro do mercado de plásticos. A alemã Schmolz-Bickenbach, criada no início do século XX, tem escritório de vendas no Brasil desde 1998 – ela chegou com o nome de ThussenKrup, depois alterado para o atual. De acordo com o gerente de vendas e marketing Douglas de Paula e Silva, a área de plásticos é muito importante, corresponde a cerca de 20% do faturamento da empresa no Brasil.

Os dois aços Schmolz mais vendidos no Brasil são o SF 2000 e o SF-5. A empresa utiliza a escala de dureza Brinell (HB) para classificar seus produtos. O SF 2000 é um P20 pré-tratado com características particulares em relação aos similares convencionais. “Ele tem boa usinabilidade e polibilidade, é soldável e pode ser texturizado com facilidade”, diz Silva. A matéria-prima conta com duas faixas de dureza, de 280 a 325 HB e de 310 a 355 HB e é oferecido em grandes blocos, com 1.500 mm de largura e acima de 400 mm de espessura.

[toggle_simple title=”Alumínio leva vantagem no universo do sopro” width=”Width of toggle box”]
Plástico Moderno, Rodrigo Vanni, Gerente técnico da Moltec, Aços para moldes - Fornecedores querem vender fórmulas com maior valor agregado
Vanni: ligas de alumínio são mais leves e conduzem melhor o calor em 98% dos moldes para sopro

Os aços, de vez em quando, são utilizados na fabricação de moldes para sopro. Muito de vez em quando. “Em 98% dos casos usamos alumínio”, revela Rodrigo Vanni, gerente técnico da Moltec, empresa fabricante de moldes de injeção e de sopro. De acordo com Vanni, os aços só são utilizados quando as ferramentas trabalham em condições muito rigorosas. Um exemplo são as matrizes que fabricam peças com plásticos corrosivos, como o PVC. “Nesse caso, usamos aços inoxidáveis”, diz.

Nos demais casos, o alumínio se mostra competitivo. O material é mais barato, mais leve e apresenta características que se adaptam perfeitamente à operação. Com faixas de dureza entre 120 e 200 HB, suficientes para a operação, eles apresentam melhor condutividade térmica, usinabilidade mais fácil e estabilidade dimensional adequada. “Com ele, o molde é resfriado de forma mais rápida e os ciclos são reduzidos”, diz.

Quando o assunto recai para moldes de injeção, Vanni defende a seleção rigorosa do aço a ser utilizado. “Temos que utilizar uma liga com dureza adequada à operação do molde, com boas propriedades de processamento, que permita fácil usinagem e refrigeração rápida”, resume.

[/toggle_simple]

 

“O SF-5 é um aço pré-beneficiado, desgaseificado a vácuo e com excelente usinabilidade e polibilidade”, garante. Com dureza na faixa entre 269 e 321 HB, é indicado para matrizes que não requeiram altíssimo acabamento e para estruturas ou bases para moldes. É oferecido em blocos com espessura abaixo dos 400 mm e largura de 1.650 mm. A empresa também comercializa a linha Formadur. O Formadur 2711, com dureza de 355 a 400 HB, tem como característica principal a maior resistência ao desgaste. Já o Formadur 2312, de 280 a 325 HB, é de fácil usinagem. “Além disso, contamos com linha completa de inoxidáveis, para moldes sujeitos à corrosão”, emenda o gerente.

Silva também acredita na recuperação de vendas em 2010. Ele estima um crescimento de 20% em relação aos resultados do ano passado. “Acho que não vamos chegar aos resultados de 2008. No ano passado as empresas não investiram em moldes novos, a queda dos negócios ficou entre 23% e 24%”, informa. Ele se queixa da concorrência dos aços oriundos de países asiáticos, em especial da China. “São aços de qualidade duvidosa e boa penetração no mercado por conta do preço muito reduzido. Vivemos uma eterna briga por preço”, lamenta. O dólar desvalorizado ajuda. “Mas os importadores enfrentam elevados custos de importação”, ressalta.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios