Aços especiais – Ferramentarias devem orientar compras em aspectos técnicos

Quando o assunto recai para a evolução das vendas, a Villares Metals não tem queixas da crise econômica. “Nossas vendas em janeiro foram boas, acima até do esperado”, revela Perez. Para ele, a desvalorização do dólar, que tornou o preço do produto nacional mais competitivo, deve ter influenciado no bom resultado. Ele também aponta como positivo o fato de a empresa oferecer total assistência e trabalhar em parceria com os clientes para a seleção do aço.

61 anos – A Böhler, nascida há mais de um século na Áustria e incorporada ao grupo sueco Böhler-Uddeholm em 1991, importa aços para o mercado brasileiro desde 1948. Durante esses 61 anos, por trazer matérias-primas nem sempre oferecidas pelos fabricantes nacionais, a empresa manteve escritório próprio de representação por aqui mesmo nos períodos em que a economia do país esteve bastante fechada aos importados.

“O mercado de transformação de plástico é muito importante para nós, em especial os transformadores voltados para a indústria automobilística, de linha branca e de eletrodomésticos”, afirma Capelletti. Além da qualidade dos produtos, o executivo ressalta como diferencial da empresa a parceria mantida com os compradores. “Toda a nossa experiência é repassada na forma de assistência técnica, não importa o tamanho do cliente”, afirma.

A Böhler conta com vasta gama de produtos, voltados para moldes de injeção de peças dos mais diversos tipos de resinas, cargas e plásticos de engenharia. O gerente nacional de vendas aponta os aços da empresa mais procurados. A maior demanda recai sobre o M238, marca dada ao aço P20 da Böhler, com índices de dureza na faixa entre 28 e 32 HRC. “É um produto antigo, está no mercado há mais de quarenta anos”, conta. Para o executivo, seu diferencial se encontra na qualidade. “O aço, se não for muito bem forjado, apresenta problemas de homogeneidade de dureza. Nossa tecnologia prevê muito cuidado de fabricação, utilizamos uma prensa de cinco mil toneladas para evitar o surgimento de deformações plásticas no miolo dos blocos”, revela.

Para durezas entre 34 e 36 HRC, a empresa oferece o M261. Ele é indicado para aplicações nas quais as matrizes trabalham em condições mais duras, como as de peças de grande superfície que não podem apresentar problemas de empenamento. “Hoje, portas de geladeiras são injetadas em plástico”, exemplifica. Para ser usinado, o M261 é oferecido em dureza inferior. Após chegar à dureza desejada, é submetido a tratamento térmico posterior.

Outra linha destacada por Capelletti é a de inoxidáveis, voltada para ferramentas refrigeradas a água ou para a transformação de resinas corrosivas. Um deles é o M310, usinado e depois submetido ao tratamento de têmpera para atingir a dureza desejada. O M333, além da resistência à corrosão, apresenta maior polibilidade e é indicado para moldes de faróis e lanternas de automóveis, entre outras peças que necessitam de aparência impecável.

O M340 é outro aço inox de destaque da empresa. “É o aço oferecido no mercado mundial com maior resistência à corrosão. Sua estrutura é enriquecida com cromo”, garante o executivo. Ele é indicado para aplicações muito exigentes, como algumas dirigidas às indústrias de alimentos, odontológica e de materiais cirúrgicos.

O aço top de linha da empresa é o M390 Microclean cujas especificações superam as de todos os demais oferecidos. O segredo de seu desempenho se encontra na forma diferenciada de fabricação. Produzido com pós que são submetidos a altas temperaturas e pressão com a utilização de prensa isostática ele é indicado para aplicações extremas. “É o caso dos moldes de altíssima produtividade usados pela fábrica de aparelhos descartáveis de barbear mantida pela Gillette, em Manaus. A cada ciclo são preenchidas centenas de cavidades, cada uma delas dotada com um canal de alimentação”, informa.

Plástico Moderno, Douglas Silva, gerente-geral de vendas e marketing da Capelletti: escolha deve ser feita pelo custo / benefício Schmolz-Bickenbach, Aços especiais - Ferramentarias devem orientar compras em aspectos técnicos
Silva: área de moldes plásticos é importante para Schmolz

O desempenho das vendas da empresa nos últimos meses não chegou a decepcionar. Os negócios no trimestre dezembro/janeiro/fevereiro não foram dos mais animadores, mas seguem a tendência sazonal vivida pela empresa todos os anos no período. “Esses meses são fracos”, resume o gerente. Ele admite: “O atual momento das montadoras, clientes que geram ótimos negócios para a Böhler, não é dos melhores.” Mas ressalta que a indústria automobilística é competitiva e investir em inovações dos veículos é imperativo para os fabricantes de carros conquistarem mercado.

Da Alemanha – A Schmolz-Bickenbach é um grupo de origem alemã fundado no início do século XX. Hoje, em todo o mundo, conta com mais de 10 mil funcionários e faturamento superior a R$ 12 bilhões por ano. O grupo está no Brasil desde 1998, inicialmente com o nome ThyssenKrupp, depois alterado para o atual. “A área de plásticos sempre foi um dos focos do grupo, hoje ela representa 20% do nosso faturamento”, revela Silva, o gerente-geral de vendas e marketing.

Ao todo, a empresa fornece mais de 50 tipos de materiais nas mais diversas medidas, que atendem a variados requisitos de polibilidade e usinabilidade. Entre esses produtos está a linha de aços P20, comercializados com as marcas Thyroplast 2311, 2312 e 2711. O gerente também ressalta a linha de aços inoxidáveis Thyroplast 2083 e 2190, além do Supra 2316. Outra série destacada é a de aços endurecidos por precipitação com alta tecnologia agregada, vendidos com as marcas Corroplast, PHX Supra e PH42 Supra.

Silva acha cedo avaliar se o ano de 2009 apresentará bons resultados. “No Brasil passamos a ter uma ideia de como será o ano a partir do final de março”, justifica. Apesar de no momento qualquer previsão ser difícil, ele acredita que por aqui a crise terá efeito menor do que na Europa e nos Estados Unidos. Para ele, a desvalorização do real é problema sério para a vida dos importadores. Para enfrentar os desvarios do câmbio, a empresa aposta na contenção de despesas como forma de se manter competitiva.

 

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