Embalagens

ABRE – Indústria embala projeções de crescimento de demanda

Rose de Moraes
17 de janeiro de 2008
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    A pesquisa também destacou a importância dada pelos consumidores à autenticidade dos produtos e à sua contribuição para uma vida mais saudável. O envelhecimento populacional foi outro aspecto levantado pela pesquisa. Segundo as projeções feitas por especialistas, em 2025, consumidores com mais de cinqüenta anos representarão 50% dessa população total na Itália, enquanto na Alemanha e Japão esses percentuais seriam de 48% e 49%, respectivamente. Nos países emergentes, a população com mais de cinqüenta anos também estaria aumentando e chegaria em 2025 a representar 29% dos consumidores brasileiros, 22% dos indianos e 36% dos chineses. Segundo a Abre, esses dados apontam para a necessidade de criação de designs de embalagens mais apropriados às populações idosas, bem como a apresentação de informações sobre os produtos e embalagens em letras e caracteres maiores, para facilitar a leitura. Outra tendência apontou a simplicidade como aspecto resgatado e valorizado pelos atuais consumidores. Desse modo, caberia às embalagens apresentar designs mais simples e com mensagens mais claras e diretas aos consumidores.

    Apoio aos usuários – Uma das mais importantes iniciativas da Abre em 2007 certamente foi lançar a campanha Embalagem, Tá na Cara que é Bom, tendo por destinatário final o consumidor de produtos embalados, mas também para oferecer maior apoio aos fabricantes e usuários de embalagens. O objetivo da campanha é esclarecer dúvidas, informar ao público os benefícios na preservação dos produtos, suas principais características e ganhos logísticos decorrentes de seu uso, além de particularidades referentes aos vários materiais empregados, e diferentes tecnologias de fabricação e de reciclagem. “A embalagem tem papel fundamental de proteção, mas também é um meio de informação e de personalizar o produto”, considerou Luciana. A campanha pode ser conhecida melhor pelo site www.tanacaraqueebom.com.br, o qual aborda desde a história das embalagens até um glossário de termos mais utilizados no setor, incluindo informações técnicas sobre as embalagens, explicações sobre as reciclagens dos diferentes materiais e também sobre como oferecer maior sustentabilidade às produções. Entre os conteúdos abordados estão os cursos e recursos oferecidos no Brasil para a formação no setor de embalagens. Embora ainda não exista no país um curso de graduação específico em Engenharia de Embalagem, sendo essa área compartilhada por profissionais com diferentes formações, como engenharia de alimentos, engenharia química, farmácia e bioquímica, design, desenho industrial e similares, o Instituto Mauá de Tecnologia, de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, promove, desde 1998, curso de pós-graduação em Engenharia de Embalagem, contando com convênios firmados com importantes instituições, como a Michigan State University, nos Estados Unidos, com o Centro de Tecnologia de Embalagens de Alimentos do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Cetea-Ital), de Campinas-SP, e com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), por intermédio das unidades instaladas em vários estados.



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