Embalagens

ABRE – Indústria embala projeções de crescimento de demanda

Rose de Moraes
17 de janeiro de 2008
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    Os óleos vegetais trifásicos ainda levantaram no WorldStar Packaging Award 2007 a bandeira mundial em prol da preservação do meio ambiente, pois as embalagens da linha Ekos são confeccionadas com PET reciclado. Outro grande diferencial dessa linha é permitir ao consumidor ter conhecimento sobre os produtos e as embalagens que serão adquiridos por meio de sistema denominado “rotulagem ambiental”, e que prevê o acesso a informações muito importantes, como conhecer a origem vegetal do produto. Na “rotulagem ambiental”, o consumidor ainda terá acesso à certificação de origem do produto e aos percentuais de materiais reciclados utilizados na fabricação das embalagens, sendo informado também sobre o percentual de reciclabilidade da embalagem em questão. “Desde que criamos o prêmio nacional Abre de design & embalagem, hoje em sétima edição, temos levado às exposições internacionais as embalagens que mais se destacam no Brasil, demonstrando ao público de vários países a constante evolução das indústrias locais e sua permanente busca pela diferenciação, criação de designs inovadores, qualidade dos materiais e por novas tecnologias de processo”, acrescentou Luciana. Assim, a premiação nacional, concebida nos módulos Design, Tecnologia de Embalagem e Estudante, com o apoio da União Latino-Americana de Embalagem (ULADE) e do Programa Brasileiro de Design do Ministério de Desenvolvimento da Indústria e Comércio, vem contando com repercussão internacional porque a Abre expõe as embalagens vencedoras nas mais importantes feiras mundiais do setor, como a Pack Expo e a Package Design, e ainda as inscreve em prêmios do porte do WorldStar.

    Iniciativas às micros – Em 2007, a premiação promovida pela Abre passou a incluir com grande sucesso duas novas categorias: Embalagens para Micro e Pequenas Empresas e Embalagens para Perfumes; nesse último caso, abrangendo todas as faixas de público infantil, adolescente, masculino e feminino. Em 2008, a entidade espera repetir os resultados alcançados em 2007, sem descartar a chance de superá-los. “O prêmio Abre tem incentivado o desenvolvimento da embalagem nacional, além de propiciar o crescimento de todos os elos dessa cadeia produtiva, estimular o interesse da indústria em investir em novos projetos, reconhecendo as empresas que investem no aprimoramento das embalagens e divulgando as inovações em design e as novas soluções tecnológicas que vêm sendo adotadas”, afirmou Luciana. A idéia de incluir na premiação nacional também as embalagens produzidas para micros e pequenas empresas teve a intenção de divulgar maiores conhecimentos em relação a embalagens, materiais, designs e processos de fabricação. Nessa direção, e com o apoio da Abre, foi criado um comitê de fornecedores associados que oferece os alicerces necessários para o desenvolvimento de embalagens interessantes para micro e pequenas empresas. Na realidade, esse comitê atua como facilitador de informações para capacitá-las, e garantir seu acesso às tecnologias e soluções mais modernas de embalagem. Para participar, os interessados só precisam assinar o convênio Design de Embalagem para Micros e Pequenas Empresas, estabelecido no âmbito da Abre e do Sebrae e, a partir desse ponto, passarão a contar com o apoio de técnicos e especialistas e com o subsídio de 70% sobre o valor dos serviços que possam ser prestados. Iniciativas desse tipo têm oferecido resultados muito positivos não só à imagem da entidade, como também ao melhor desempenho das micros e pequenas empresas perante um mercado tão competitivo quanto o de embalagens. Segundo Luciana, mais de duzentas micro e pequenas empresas já participaram do convênio Abre/Sebrae, e que resultou até agora na criação de mais de mil novas embalagens.

    Com participação restrita a empresas associadas, a entidade também criou vários comitês de estudos e pesquisas interessantes. Um deles se dedica à segurança alimentar, e visa a promover aos associados o melhor entendimento das legislações pertinentes às embalagens que entram em contato direto com os alimentos, mantendo-os ainda informados sobre as atuais exigências e demandas internacionais relacionadas a esse tema. Outro trabalho interessante realizado pelo comitê de toxicologia, que informa às indústrias quais matérias-primas e demais ingredientes devem ser excluídos da fabricação de tintas de impressão e de materiais correlatos, como solventes, diluentes, plastificantes, secantes e outros, considerando as aplicações em embalagens de alimentos. Também há um comitê dedicado aos assuntos de meio ambiente e de sustentabilidade da produção que, além de promover constante acompanhamento dos projetos de leis estaduais e federais que possam interferir nas condutas e responsabilidades dos fabricantes, divulga novas tecnologias e promove cursos e seminários sobre gestão ambiental. Como não poderia deixar de ficar atenta aos novos hábitos de consumo e comportamento dos consumidores perante as embalagens, a associação também tem revelado preocupação em levantar e levar ao conhecimento de seus associados os resultados de pesquisas sobre tendências mundiais observadas no setor. Uma delas, a pesquisa Roper Reportes Worldwide, que avalia tendências globais desde 1995, levantando opiniões de consumidores em mais de trinta países – em cada um deles, cerca de trinta mil entrevistados – trouxe à tona dados colhidos em um universo de mais de um bilhão de consumidores. As conclusões e tendências, além de importantes para a condução dos negócios das empresas, ensejam muitas oportunidades, principalmente para aquelas que souberem entender e atender às necessidades dos consumidores. Uma delas e talvez uma das mais importantes sob o ponto de vista das embalagens aponta que 80% das decisões tomadas quanto à escolha da marca de um produto a ser comprado são feitas no próprio ponto-de-venda. Esse fato confere às embalagens poder de influência muito grande nas tomadas de decisão dos consumidores.



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