Economia

Abimaq – Programa do governo insere país na rota da modernização

Wilson Carnevalli
9 de janeiro de 2011
    -(reset)+

    O setor de transformados plásticos, elo importante da cadeia petroquímica, reúne cerca de 11 mil indústrias no país, sendo mais de 70% composto de microempresas. Intensiva em mão de obra, a indústria de transformação plástica é responsável pela geração de aproximadamente 300 mil empregos no Brasil. O reconhecimento da importância dessa indústria, caracterizada como de média-baixa intensidade tecnológica, levou à inclusão dos plásticos entre os setores prioritários da política industrial do governo federal  (a PDP), lançada em maio de 2008.

    Este projeto tem como objetivo a renovação do parque fabril do setor, ao contrário do PSI, de financiamento somente para máquinas novas. O Projeto Proplástico visa as máquinas com mais de dez anos, sucateando as máquinas antigas e oferecendo um financiamento na compra das máquinas novas com um acréscimo de capital de giro no mesmo valor financiado. Desta forma, o setor poderia se renovar com máquinas mais eficientes e consequentemente de menor consumo de energia elétrica e maior produção, tornando o mercado interno mais competitivo.

    Outro ponto positivo para 2011 é a Brasilplast, que deverá ocorrer em maio próximo. É uma das três maiores feiras do mundo e reúne toda a cadeia de suprimentos, máquinas e equipamentos da indústria do plástico, um importante polo gerador de negócios com um público comprador altamente qualificado, gerando novos negócios e oportunidades.

    As importações – As crescentes importações têm afetado muito o mercado interno, principalmente devido à valorização do real, com consequência da diminuição dos valores em dólar. Além disso, o aquecimento do mercado interno, que transformou o Brasil em um dos principais mercados de BK, tem atraído indústrias do mundo inteiro afetadas pela crise global, trazendo para o país um volume considerável de concorrentes de peso. Essa situação força as indústrias brasileiras a se programarem e melhorarem seus processos, inovando e atualizando seus parques industriais para serem mais competitivos e mais eficientes.

    As medidas adotadas para enfrentar o problema da importação estão atualmente voltadas mais para as importações predatórias, com preços muito mais baixos que o mercado mundial. Para estes casos o governo federal tem atuado junto com a Abimaq e outros órgãos para diminuir estas importações por meio de programas como Semáforo e Projeto Harpiar.

    Plástico Moderno, Abimaq - Programa do governo insere país na rota da modernização

    Com relação ao câmbio e à valorização do real, não se tem, até o momento, nenhuma outra medida de curto prazo, a não ser aumentar as taxas de importação. Porém, caso isso ocorra, poderá afetar a inflação que já apresenta certa tendência de alta. A balança comercial brasileira já está sentindo este aumento das importações em todos os setores da economia. Para o segmento de máquinas e componentes no setor de plásticos, o aumento foi de 26%, comparando o primeiro semestre de 2010 com o de 2009.

    Desde que haja equilíbrio econômico e tenham preços competitivos, quando comparados com os custos e benefícios oferecidos, os produtos importados podem ajudar a tornar o Brasil mais dinâmico, modernizando seu parque industrial e forçando os investimentos em inovações tecnológicas e pesquisas. Porém, não é o que ocorre atualmente. Com os elevados impostos e a carga tributária, o custo Brasil torna-se superior aos custos de países de primeiro mundo como, por exemplo, a Alemanha, e com as taxas cambiais desfavoráveis, os nossos preços finais ficam iguais ou superiores aos importados, tornando o já muito competitivo mercado brasileiro impróprio para as exportações e favorável às importações.

    Com referência ao Projeto Proplástico, o segmento de extrusão representa uma fatia muito interessante, principalmente porque equivale a 57% do mercado total de processos de produção de plásticos, ficando a injeção em segundo, com 19%. Acreditamos que o volume de máquinas de extrusão com mais de dez anos em atividade no país esteja na casa das 5 mil unidades, prontas para serem trocadas por máquinas novas.

    Fontes: Sites BNDES, Brasilplast, Abimaq, Abiplast.

     

    Saiba mais:



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *