Reciclagem

A transformação por meio da Educação Ambiental – Plastivida

Miguel Bahiense Neto
19 de agosto de 2020
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    Plástico Moderno - Atividades educacionais promovem a ideia da economia circular

    Atividades educacionais promovem a ideia da economia circular

    Em todos esses anos à frente dos trabalhos de promoção dos benefícios dos plásticos e das boas práticas de uso e descarte do produto pós-consumo, uma coisa fica cada vez mais evidente: o principal agente de transformação da relação da sociedade com os plásticos é a educação ambiental.

    Quando abrimos o diálogo baseado em informações técnicas e científicas sobre os plásticos, esclarecendo e evidenciando a sua importância na vida das pessoas em aplicações diversas – inclusive nas chamadas aplicações de uso único, tão criticadas e combatidas – e mostrando como é possível consumir esses produtos de forma responsável, sem desperdício, para depois voltar a inseri-lo na cadeia econômica (Economia Circular), por meio da reutilização e da reciclagem, estabelecemos uma conexão que muda percepções e comportamentos.

    Estamos falando de públicos diversos: desde a própria indústria, passando pelo varejo, poder público, agentes da gestão de resíduos, como catadores e cooperativas, além, é claro, da sociedade em geral. Cada um desses personagens, que tem papel fundamental na gestão dos resíduos sólidos nas cidades, ao vivenciar esse processo de educação ambiental, passa a compreender a sua parcela de responsabilidade no processo e que a sua relação com os materiais é o que os torna sustentáveis. O plástico é somente mais um desses materiais.

    Vivemos em tempos de busca por soluções fáceis, milagrosas, mas elas não existem. Encaramos tentativas de banimento de produtos como o avesso da solução. Banimento não educa. Banimento não promove a mudança no hábito das pessoas no que diz respeito ao consumo responsável e ao descarte correto. Banimento não sensibiliza os estabelecimentos comerciais a separarem os resíduos para a reciclagem. Banimento não incentiva o poder público a ampliar a capilaridade dos serviços de coleta seletiva para que os recicláveis cheguem às cooperativas e recicladoras. O banimento só priva a população de produtos desenvolvidos para promover bem-estar, saúde e segurança.

    É por isso que abraçamos a Educação Ambiental como pilar transversal a todas as nossas ações. Em todos esses anos de atividades, realizamos incontáveis cursos, oficinas, palestras, eventos e publicações para levar a informação sobre os plásticos às pessoas.

    Em todo o Brasil, atuamos no envolvimento das crianças – o futuro do Planeta – e seus familiares e professores, tornando-os multiplicadores das informações sobre o uso correto e descarte adequado dos plásticos. Ações emblemáticas, como o Projeto Educação Ambiental e Reciclagem dos Plásticos nos CEUs – Centros de Educação Unificada (de São Paulo) que a Plastivida desenvolve, o Plástico do Bem (no Rio Grande do Sul), para o qual a Plastivida é o agente e parceiro capacitador, O Tampinha Legal®, do qual a Plastivida é signatária, e as diversas parcerias e Acordos de Cooperação Técnica com instituições de ensino e outros atores, todos de grande impacto social, mostram que estamos no caminho certo.

    Plástico Moderno -

    Miguel Bahiense é graduado em Engª Química (UFRJ)

    Mobilizamos parceiros de grande relevância para somarem ao nosso trabalho de disseminação de informações que transformam. Foi o caso do Programa de Consumo Responsável de Sacolas Plásticas e da Escola de Consumo Responsável, ações realizadas com associações de supermercados em diversos estados brasileiros e que promoveram a redução de mais de 30% no desperdício das sacolinhas. Também é o caso das ações que informam a população que o EPS (conhecido pela marca comercial Isopor®) é um produto plástico, 100% reciclável, e que deve ser coletado e encaminhado para a reciclagem. Parcerias como a Câmara de Vereadores de São Paulo e o Grupo Pão de Açúcar nos ajudam a levar essa informação para frente. Também nos voltamos a informar e capacitar o catador e as cooperativas sobre o valor comercial e a reciclabilidade do EPS para que esses importantes agentes atuem em colaboração na gestão desse resíduo.

    Ao mesmo tempo, nos jogamos ao mar, literalmente. Estabelecemos parceria com o Instituto Oceanográfico da USP (IOUSP) para compreender a questão dos resíduos nos mares da costa brasileira, sua procedência e formas de mitigar esse problema. Criamos o “Fórum Setorial – Por um Mar Limpo”, que leva programas como o “EnTenda o Lixo” e o “Esse lixo é seu?” para que as pessoas vivenciem a coleta de lixo nos mares e percebam a origem desses resíduos. Também criamos um programa para educar e auxiliar as empresas na eliminação de eventual perda de pellets plásticos para o ambiente (Programa Pellets Zero – OCS®).

    Desenvolvemos literatura para apoiar essas ações. Hoje, contamos com um acervo para adultos, crianças, empresas e pessoas físicas que mostra a utilidade dos diversos tipos de plástico e como cuidar de seu pós-consumo.

    É um trabalho árduo e cotidiano, mas que pode ganhar escala se cada um de nós fizer a sua parte e levar adiante todo esse conhecimento que promovemos por meio da informação.


    Miguel Bahiense é graduado em Engª Química (UFRJ), pós-graduado em Comunicação Empresarial (FAAP/SP) e é presidente da Plastivida – Instituto Socioambiental dos Plásticos. 

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    PLASTIVIDA 

    Plastivida – Desde a sua invenção, os plásticos são um avanço para a sociedade. Mas além das suas funções e vantagens inquestionáveis, estamos aqui para iniciar uma nova fase da relação dos plásticos com a sociedade. Uma relação mais racional no consumo e mais responsável no descarte; para o nosso bem e o bem do planeta.
    Mais informações: http://www.plastivida.org.br/



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