A responsabilidade compartilhada para a economia circular, na prática

SIMPESC

Plástico Moderno - A responsabilidade compartilhada para a economia circular, na prática - SIMPESC ©QD Foto: Divulgação
Coletor de peças de PS pós-consumo

 

A grande versatilidade de processamento e aplicações dos materiais plásticos permitiu sua entrada em diversos mercados, dos mais primários e cotidianos até aqueles de alta tecnologia.

Os plásticos compõem quase tudo o que está em nossa volta, transportando, protegendo e acondicionando produtos imprescindíveis para a vida moderna, como alimentos e água potável.

Vimos, em tempos de pandemia por Covid-19, como o material trouxe vantagens em termos logísticos nas áreas de saúde e segurança sanitária.

Nos hospitais, estão presentes nos medicamentos, vacinas, materiais cirúrgicos, implantes e, mesmo, em equipamentos dos centros de tratamento intensivo, como os respiradores.

Soluções em EPS (poliestireno expandido, mais conhecido como isopor), por exemplo, combinam fatores como resistência, leveza e mantêm a temperatura ideal para fazer chegar mais longe, muitas vezes em voos intercontinentais, vacinas e medicamentos com as suas propriedades intactas e sem proliferação de fungos e bactérias.

O mesmo se dá com o transporte de frutas e outros vegetais, alimentos tão recomendados por médicos e agentes de saúde para aumentar a nossa imunidade, mantendo-os frescos por mais tempo, com seus nutrientes e vitaminas e evitando o seu desperdício.

Na última década, o movimento na indústria do plástico foi direcionado à inovação e à sustentabilidade.

No Brasil, surgiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e, no mundo, vem aumentando a pressão para que as empresas em toda a cadeia de produção e consumo realizem a logística reversa e a economia circular.

Uma das principais entidades representativas desse segmento da indústria, a Abiplast colocou a economia circular na cadeia produtiva do plástico no topo de suas prioridades para os próximos anos e vem trabalhando junto aos associados com uma série de ações voltadas a essa nova realidade.

Projetos como o Isopor® Amigo; o Separe. Não Pare – no âmbito do Acordo Setorial; o Tampinha Legal e outras iniciativas apoiadas pela entidade, e o Reciclar EPS, este último da Termotécnica, que há mais de uma década tem um sistema completo de coleta e reciclagem, são iniciativas importantes neste sentido.

Em seu programa para a economia circular, a Abiplast conta com a Rede de Cooperação para o Plástico, criada em 2018, e que reúne representantes de toda a cadeia do plástico, de petroquímicas a transformadores de material plástico, empresas de varejo, cooperativas, gestores de resíduos, recicladores de materiais plásticos e indústrias de bens de consumo.

Mas, como prevê a Lei Nacional de Resíduos Sólidos, a responsabilidade do consumo consciente e da economia circular cabe a todos os atores envolvidos: poder público, indústria e sociedade.

O que precisamos fazer é ter uma conscientização nacional para o problema. Não é simplesmente proibindo um determinado produto que vamos resolver o problema do descarte inadequado de qualquer tipo de material. Nós devemos caminhar para mecanismos que de fato incentivem o descarte adequado.

O varejo tem que participar de uma forma mais atuante também, disponibilizando locais para entregar os produtos.

É preciso o engajamento do governo federal, estados, municípios, fabricantes, varejistas e consumidores, com campanhas nacionais e disponibilização de pontos de entrega e destinação correta, mas também buscando melhorias de coleta e triagem. Porque se não houver onde descartar adequadamente, com certeza a população não vai aderir à causa. É preciso incentivar e fomentar toda a cadeia para a recuperação destes materiais que podem ser matéria-prima para novos produtos. Assim estaremos promovendo, de fato, a economia circular.

Plástico Moderno - A responsabilidade compartilhada para a economia circular, na prática - SIMPESC ©QD Foto: Divulgação
Albano Schmidt, presidente da Termotécnica e presidente do Simpesc – Sindicato da Indústria de Material Plástico de Santa Catarina

 

Texto: Albano Schmidt

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