Reciclagem

A importância de se reduzir perdas e desperdícios na indústria do plástico

Plastico Moderno
30 de abril de 2019
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    Plástico Moderno, A importância de se reduzir perdas e desperdícios na indústria do plástico por meio do treinamento

    As perdas e desperdícios na área de plástico ainda são questões críticas por não haver profissionais qualificados em número suficiente no mercado. No momento, os trabalhadores do setor acabam desperdiçando muita matéria-prima e frequentemente ocorrem contaminações de materiais, entre outras situações negativas. Isso é uma situação grave para a produção, porque se forem misturados, por exemplo, dois tipos de plásticos diferentes no momento de se processar o produto final, fatalmente ele terá uma qualidade muito inferior, ou até mesmo não se conseguirá fabricar qualquer tipo de produto. No entanto, se as empresas de plásticos orientarem, conscientizarem e principalmente treinarem seus colaboradores para que consigam trabalhar de maneira correta, elas conseguirão evitar grandes desperdícios.

    Plástico Moderno, Alexandre Farhan é técnico em plásticos pelo Senai-SP

    Alexandre Farhan é técnico em plásticos pelo Senai-SP

    O plástico transformado inadequadamente pode ficar quebradiço e provocar manchas na peça final, ou ainda ficar fora da cor especificada. Em outras palavras, perde totalmente sua qualidade. Muitas vezes, quando o profissional também faz uma limpeza rotineira de máquina para troca de cores ou até de resinas (de um tipo para outro), se não souber trabalhar com o material, deixando-o por muito tempo parado no equipamento, ou ainda, utilizando temperaturas incorretas na operação, o resultado é que o plástico vai se deteriorando dentro da máquina e perdendo totalmente suas propriedades.

    Em razão de ter que descarregar a máquina e gerar borras, materiais em forma de pelotas que dificilmente serão utilizados, esse refugo produzido na operação, se estiver degradado ou contaminado, vai direto para o lixo. E se ele for descartado no meio-ambiente sem qualquer cuidado, não haverá muito a ser feito. Portanto, se a conduta do operador da máquina for consciente, as borras poderiam ser geradas em tamanhos menores, para serem moídas e reaproveitadas na máquina, e o material pode ter ainda as suas propriedades e qualidade preservadas. É possível, portanto, evitar muitos transtornos e prejuízos materiais simplesmente com a conscientização e treinamento do funcionário.

    De fato, o problema tem dois aspectos: o colaborador e a indústria. Em relação ao colaborador, muitas vezes, ele não quer se qualificar, se especializar ou estudar. Apenas uma expressiva minoria pensa em crescer profissionalmente, e isso ocorre em todos os segmentos da indústria não apenas na produção e transformação dos plásticos. Acontece também na área metalúrgica, usinagem, tecelagem, construção civil e inúmeros outros segmentos. Hoje, poucos querem se aperfeiçoar e assim o empresário se depara com o problema da mão-de-obra desqualificada.

    O pior é que um exército de profissionais não quer se desenvolver profissionalmente mesmo diante dessa crise e desemprego. Por isso, inúmeros trabalhadores estão sofrendo por não possuir qualificação profissional. Muitos deles procuram colocação ou recolocação, mas não preenchem os requisitos essenciais de mercado, porque, as empresas sempre querem funcionários qualificados e naturalmente buscam esse perfil. E assim surge essa problemática.

    Do outro lado do problema, está o empresário, que não investe em mão-de-obra. Repetidas vezes, não quer treinar seus funcionários e não faz questão que eles se qualifiquem com o seu patrocínio. Temos um exemplo de um aluno que chegou a nossa escola, ansioso por estudar e esperando alguma colaboração da empresa, pelo menos, liberando alguns períodos para ele se capacitar. No entanto, o empresário dizia que era besteira o funcionário estudar. Achava que bastava ficar trabalhando que era o suficiente. Na verdade, nós vemos muitos obstáculos em alguns empresários, quando entendem que o investimento em mão-de-obra não tem retorno e que o custo pode ser “muito alto”. Uma parcela dos empregadores não consegue enxergar, muitas vezes, o retorno do investimento a curto prazo e, por isso, acredita que é dispensável.

    Na realidade, se esses empresários observarem que seus funcionários treinados vão evitar, por exemplo, numerosos desperdícios com matérias-primas, quebras de máquinas ou de moldes, perceberão de imediato a incrível redução no custo da hora-máquina, das paradas e dos prejuízos de interrupção da produção. Sem falar de outros fatores que são afetados, como a qualidade ruim das peças, reprocessamento de material e outras perdas inerentes à produção.

    Lamentavelmente, um alto número de empresários ainda não enxerga a importância do treinamento, orientação e conscientização dos colaboradores, por desinformação. Contudo, os resultados desse investimento poderiam ser verificados. Cada empresa, por exemplo, poderia rastrear suas perdas, seus refugos ou ‘scraps’, e mensurar seus resultados depois de um período de treinamento dos seus profissionais e verificar objetivamente seus avanços. Isso também seria importante com os novos contratados, que sempre precisam ser bem formados e treinados. Hoje em dia, é perfeitamente possível verificar por rastreamento a melhora da produtividade, que envolve a qualidade e produção.



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