Aditivos e Masterbatches

A base da confiança é a informação científica

Plastico Moderno
30 de março de 2020
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    Estamos vivendo, mundialmente, um momento de grande apreensão com a pandemia de COVID-19. Trata-se de uma situação peculiar, em que pouco se sabe
    sobre as implicações do vírus e, em contrapartida, muito se especula.

    É nesse momento que se percebe a importância da informação técnica e científica na tomada de decisões. Em toda a nossa trajetória, procuramos atuar baseados
    em dados técnicos e em estudos científicos, com o objetivo de derrubar os “achismos” e “modismos” em prol da real sustentabilidade.

    Há anos, falamos sobre a utilidade dos plásticos na vida das pessoas, sobre a sua relevância quando o assunto é a saúde, a higiene e a proteção sanitária, além da
    importância do uso responsável e do descarte correto, apresentando estudos nacionais e internacionais que embasam nossos argumentos.

    Ressaltamos, por exemplo, os riscos de contaminação no uso de caixas de papelão oferecidas pelos supermercados no lugar de sacolas plásticas, ou mesmo de
    ecobags mal higienizadas, apresentando pesquisas e trabalhos científicos que comprovavam a presença de organismos nesses produtos.

    Mesmo apresentando estudos socioeconômicos sobre o prejuízo da população sem as sacolas plásticas, tanto para o bolso, quanto para a saúde, grande parte do
    comércio deixou de fornecer as sacolinhas plásticas e hoje, em tempos de pandemia, precisam lidar com seus consumidores passeando entre os corredores e
    prateleiras, com as ecobags que comprovadamente são capazes de reter o COVID- 19 em sua trama, espalhando o contagio.

    Também, no início do ano, reforçamos que toda a sociedade estava perdendo com as leis de banimento de descartáveis plásticos, pois banimento não promove a
    mudança no hábito das pessoas no que diz respeito ao consumo responsável e ao descarte correto, não sensibiliza os estabelecimentos comerciais a separarem os
    resíduos para a reciclagem, não incentiva o poder público a ampliar a capilaridade dos serviços de coleta seletiva para que os recicláveis cheguem às cooperativas e recicladoras, além de privar a população de produtos desenvolvidos para promover bem-estar, saúde e segurança.

    O banimento dos plásticos também expõe a população aos produtos reutilizáveis que, se não forem adequadamente higienizados, trarão problemas – e nos dias de hoje reforçarão problemas sanitários – como as contaminações. A situação é grave. Se descobrimos, nessa pandemia do COVID-19, que as pessoas mal sabem como devem lavar adequadamente as próprias mãos, o que se dirá de todos os utensílios reutilizáveis que passam a utilizar com o banimento dos descartáveis.
    Os produtos plásticos foram criados a partir de pesquisa, desenvolvimento e tecnologia, para atender a demandas da população por praticidade, excelente
    custo-benefício, higiene, entre outros benefícios. A carência da informação correta, os modismos e a vilanização dos plásticos de uso único nos privam, hoje, dos
    produtos que poderiam contribuir coma contenção do contágio do COVID-19.

    Porém, as leis se mantêm. Atuamos com o propósito de dialogar com a sociedade (poder público, indústria, varejo e consumidores) para compartilhar as descobertas científicas sobre os plásticos, suas características, aplicabilidade, ecoeficiência, etc, sempre com o objetivo de colaborar com as tomadas de decisão sobre seu uso e descarte. Ser sustentável é entender que acima dos “achismos” ou “modismos”, a informação técnica e científica deve prevalecer sobre as nossas escolhas, correndo o risco de mitigar ou agravar as crises.

    Miguel Bahiense é graduado em Engª Química (UFRJ), pós-graduado em
    Comunicação Empresarial (FAAP/SP) e é presidente da Plastivida –
    Instituto Socioambiental dos Plásticos.



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