3D – Manufatura aditiva gera peças perfeitas

Manufatura aditiva gera peças perfeitas com baixo custo e sem perder tempo

Mercado – 3D – Manufatura aditiva

No Brasil, a procura pelas impressoras 3D acompanhou a evolução mundial até 2014, vinha crescendo em torno de 30% ao ano. De 2015 para cá houve pequena retração causada pela crise política e econômica.

A redução proporcionada pelas dificuldades enfrentadas pelo país não impede o otimismo dos fornecedores do equipamento com o grande potencial desse mercado.

Por proporcionarem rápido retorno econômico, essas máquinas continuam sendo alvo dos investimentos de transformadores e ferramentarias, em especial junto às empresas de maior porte. A procura por máquinas para prestadores de serviços também tende a se desenvolver.

Pequenos transformadores e ferramentarias são potenciais clientes de quem investe na montagem desses bureaux.

Alexandre Magdalon, diretor comercial da 3be, uma das revendedoras no Brasil da multinacional fabricante de impressoras 3D Systems e também prestadora de serviços de impressão, ressalta que ainda falta disseminar melhor a cultura sobre o uso dessa tecnologia no Brasil.

“Por ser recente, ela gera expectativas falsas entre os clientes. As empresas acham que basta comprar uma impressora simples, de baixo custo, para resolver todos os seus problemas”.

Na prática, as coisas não são bem assim.

O diretor explica que a empresa oferece sete diferentes modelos, cada qual dotado com tecnologia apropriada para determinada aplicação.

Para uso profissional, quanto maiores forem os recursos oferecidos pelos equipamentos melhor. “Existem máquinas de R$ 8 mil a US$ 1 milhão. Antes de concretizar um negócio, meu trabalho é de consultoria, preciso entender a real necessidade dos clientes e apontar qual o modelo mais adequado para o seu orçamento”, resume.

Essa nem sempre é tarefa fácil. O convencimento passa pela conscientização de que quanto mais perfeitas forem as peças impressas, seja qual for a finalidade, o retorno dos investimentos será mais rápido.

O foco de negócios principal da 3be é vender equipamentos, a prestação de serviços é fonte de recursos secundária.

Por isso, na hora de oferecer equipamentos, Magdalon dá especial atenção para os bureaux de prestação de serviços, mesmo estes sendo concorrentes nesse nicho de negócios. “Nosso objetivo maior é disseminar a utilização da impressão 3D”.

Excelente potencial – 3D – Manufatura aditiva

“Nos últimos dois anos, por conta da crise política econômica, a procura por máquinas impressoras no Brasil para nós não tem sido a mesma de antes, quando o crescimento das vendas se situava na casa dos 30% ao ano”.

A informação é de Wilson do Amaral Neto, engenheiro de aplicações da SKA, há cinco anos uma das revendedoras no Brasil da Stratasys, empresa norte-americana surgida em 1989 e uma das líderes mundiais especializadas em tecnologias de manufatura aditiva.

Para ele, a indústria do plástico se enquadra nesse cenário.

O interesse permanece o mesmo em especial entre as empresas multinacionais de porte presentes no mercado brasileiro, que têm estratégia diferenciada das nacionais. “Nos momentos de dificuldade, as multinacionais costumam investir, para ficarem em dia com a tecnologia.

Quando a economia reaquece, elas estão preparadas. As nacionais não agem assim, procuram se resguardar nos momentos difíceis”.

Amaral Neto aponta o excelente potencial de venda de máquinas para o setor plástico. Lembra que a matéria prima é sempre alvo de estudos voltados para substituir outros materiais em aplicações as mais variadas.

Isso faz com que o número de itens produzidos com as resinas aumente a olhos vistos dia a dia. A cada lançamento, as vantagens proporcionadas pela tecnologia são lembradas pelos projetistas. “A impressão 3D interessa em especial às empresas responsáveis pelo desenvolvimento de produtos, sejam elas transformadoras ou não”, resume.

Amaral Neto explica uma vantagem da tecnologia importante para o setor em alguns casos especiais. Ela permite a confecção de peças em ABS, PC, blendas PC/ABS e náilon.

Os protótipos de peças projetadas para serem feitas com esses materiais, ficam idênticos aos produtos finais e podem ser testados com grande realismo.

É possível verificar suas resistências mecânicas, se os encaixes são os ideais para a estrutura onde serão usados e outros parâmetros. “Mesmo quando a peça projetada é feita com matérias-primas com as quais não imprimimos, como o polietileno de alta ou de baixa densidade, por exemplo, é possível fazer cálculos e chegar a resultados bastante precisos”.

As famílias de máquinas Stratasys são vendidas com duas tecnologias distintas. Uma delas, chamada de FDM, funciona a partir do modelamento por deposição de material fundido.

Em outras palavras, as informações fornecidas por desenhos tridimensionais presentes no computador conduzem as operações de fundição de “fios” de plástico, material que é depositado pela máquina por um bico em uma câmara até que o protótipo atinja o formato idealizado.

São oferecidos modelos que permitem a confecção de peças em vários tamanhos e materiais. “Essa tecnologia é mais indicada para protótipos a serem testados”.

A outra técnica, chamada de Polyjet, a empresa adquiriu em 2012, após se fundir com a israelense Objet. A modelagem nas máquinas oferecidas com esse perfil ocorre a partir de cartuchos de tinta.

Os modelos mais avançados dotados com essas características são os da série Connex. Eles contam com gabinetes capazes de receber até três cartuchos de tintas com diferentes cores e materiais e são mais indicados para protótipos funcionais, com aparência e textura diferenciadas.

“As máquinas Connex são indicadas para o desenvolvimento de embalagens, para peças a serem exibidos em feiras, em itens a serem fotografados”, exemplifica.

Com tal tecnologia também é possível produzir cavidades de moldes de injeção. “Acopladas aos porta-moldes, essas cavidades são utilizadas em injetoras para a produção de pequenas quantidades de peças ou para testar o funcionamento de um molde complexo, como os dotados com insertos”.

A Stratasys conta com máquinas de vários portes dotadas com as duas tecnologias, capazes de gerar peças de pequenas a grandes dimensões. Magdalon lembra que um artifício usado pela indústria, no caso da produção de protótipos de grande porte, como o de um para-choque, por exemplo, é imprimir partes das peças e depois uni-las na hora de realizar os testes. “As máquinas de maior porte também são muito usadas para produzir pequenos lotes de peças menores”, acrescenta.

O lançamento mais recente da empresa com tecnologia Polyjet, a máquina J750, conta com dois gabinetes, onde podem ser instalados oito cartuchos com tintas e materiais variáveis. Ela permite a impressão de objetos com mais de 360 mil cores em uma única operação.

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