Máquinas e Equipamentos

19 de novembro de 2017

Especial Máquinas: Interesse dos compradores aumenta e alimenta projeções otimistas para os negócios

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Plástico Moderno, Especial Máquinas: Interesse dos compradores aumenta e alimenta projeções otimistas para os negócios

    Os ventos gerados em Brasília continuam a ter forte influência no desempenho do setor de máquinas e equipamentos. No âmbito da indústria do plástico, a opinião entre os fabricantes brasileiros, com algumas exceções, segue toada quase unânime. O ano começou de forma razoável e as feiras realizadas em São Paulo no primeiro semestre, Feiplastic e Plástico Brasil, espalharam otimismo entre os representantes da indústria de base. Os negócios pareciam estar ganhando força.

    Plástico Moderno, Paulucci: parque transformador nacional precisa de renovação

    Paulucci: parque transformador nacional precisa de renovação

    Aí veio o escândalo proporcionado pelas denúncias envolvendo a JBS e assustou os investidores. Daqui até o final do ano, a torcida é para que o clima político não gere sobressaltos e a economia volte a se recuperar, ainda que em patamares bastante tímidos. “No momento, o telefone está querendo a voltar a tocar. Estão começando a aparecer os pedidos de orçamento”, resume Gino Paulucci, presidente da Câmara Setorial de Plástico da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

    Não existem números específicos sobre os fabricantes de máquinas e equipamentos brasileiros. O quadro anual pode ser analisado a partir dos dados oferecidos pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) sobre o desempenho do setor de bens de capital mecânico como um todo. No mercado interno, no período de janeiro a julho, as vendas apresentaram recuo de 0,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita total de janeiro a julho foi de R$ 37.879,51 milhões, valor 5,6% inferior ao do ano passado.

    Avaliando-se os resultados mais recentes, a tendência parece ser a de manutenção dos índices atuais dos negócios, pelo menos em curto prazo. A receita líquida total obtida pelas empresas do setor no mês de julho foi de R$ 5,8 bilhões, valor 1,7% superior em relação ao mesmo mês de 2016. O nível de atividade, no entanto, continua tímido. A receita de julho é 42,2% menor do que nos meses de julho no período pré-crise (2010/2013).

    Em termos de tecnologia, as empresas nacionais têm se esforçado para fazer a lição de casa, a despeito dos recursos limitados para desenvolver novos projetos. Prova disso foi dada nas feiras realizadas no primeiro semestre. Foram lançados ou aperfeiçoados modelos de máquinas as mais diversas, novidades cujo foco sempre foi melhorar a produtividade. Hoje a indústria brasileira de equipamentos para plástico oferece opções com bom desempenho para os transformadores ligados aos mais diversos campos de atuação.

    Indústria defasada – As vendas tímidas não são compatíveis com o grande interesse demonstrado pelos clientes em adquirir máquinas novas. Prova disso são as conversas ocorridas entre expositores e visitantes durante as realizações das duas feiras realizadas no primeiro semestre, que demonstram a vontade dos transformadores de renovar suas linhas de produção. “Os transformadores estão com equipamentos bastante envelhecidos, com idade média entre 20 e 25 anos”, explica Paulucci. Com o forte avanço tecnológico embarcado nos equipamentos nos últimos tempos, isso significa perda de competitividade. “As máquinas novas proporcionam maior produtividade, melhor qualidade das peças geradas e grande economia de energia elétrica”.

    A demanda reprimida dá ao dirigente esperança de dias melhores. Para ele, caso a economia se reaqueça, o bom potencial do mercado deve ativar as vendas com vigor. Mesmo nos tempos bicudos atuais, ele vê algo positivo. “Acho que o pior já passou. O nível de atividade não deve cair muito mais em relação ao patamar atual. Mesmo que a procura por máquinas novas não se recupere no curto prazo, as empresas têm trabalho para manter o mercado de reposição de peças”.

    As condições gerais da economia atrapalham. Estima-se, no caso de equipamentos nacionais para plástico, que o mercado hoje representa em torno de 50% do obtido em 2011, melhor ano do setor. Com o aumento progressivo do desemprego desde 2013, fator agravado no último ano, caiu o poder aquisitivo das famílias e a venda de produtos os mais diversos. “A existência de 14 milhões de desempregados prejudica o consumo, é um problema”.

    Em agosto, houve pequena recuperação no consumo das famílias, de acordo com o IBGE. O fato surge como esperança, mas não se pode afirmar que ele tenha fôlego. A melhora é atribuída por muitos economistas à liberação dos fundos de garantia inativos, fenômeno que não se repetirá. Entre os principais clientes, o segmento em melhores condições é o de embalagens. A indústria automobilística ensaia pequena recuperação, com o lançamento de alguns novos modelos e exportações. A construção civil continua com as vendas represadas. O investimento em obras públicas, outro fator que poderia colaborar com o aquecimento da economia, permanece em marcha lenta.


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