Máquinas e Equipamentos

Periféricos: Redução de custos e ganhos de eficiência mantêm firmes as vendas de equipamentos

Jose Paulo Sant Anna
16 de fevereiro de 2016
    -(reset)+

    A Seibt tem como característica vender soluções para seus clientes. Em outras palavras, oferece projetos especiais e personalizados de acordo com a necessidade de cada empresa. Alguns produtos da empresa têm gerado demanda mais expressiva. Entre eles, as linhas de moinhos, cujos modelos vão de 20 k/h a 1,5 t/h. “Os aspectos técnicos mais cobrados pelos clientes de moinhos são a adequação à norma de segurança NR12 e o bom desempenho”.

    Os moinhos da linha GF são os mais procurados. “Eles apresentam praticidade de trabalho e manutenção. A troca e regulagem das facas feita por gabarito, sistema pelo qual as facas são reguladas fora do equipamento, e a facilidade de limpeza são as principais características dessa linha”. Um nicho interessante tem sido o de moinhos de grande porte. Os mercados de termoformagem e de centrais de moagem são os que mais investem nesse tipo de equipamento. Entre os equipamentos mais recentes no segmento de moinhos se encontram os trituradores de mono-eixo e de dois eixos, utilizados nos processos que requerem uma pré-moagem e trabalhos pesados, como reciclagem de borras e aparas de grande volume.

    A empresa também atua com destaque como fornecedora de sistemas completos de equipamentos para reciclagem de plásticos pós-consumo. “Esse mercado tem características muito diferentes do mercado de transformação e tem crescido anualmente. Conta com forte potencial de expansão para o futuro”.

    Na Feiplastic, foi lançado um item que complementa as linhas voltadas para essa operação. Trata-se da estação de tratamento de efluentes, oferecida para os sistemas que trabalham com filmes de PE e PP e peças sólidas de PET. “São estações modulares, fáceis de operar e com resultado excelente no tratamento das águas provenientes da lavação de plásticos”.

    Que venha a retomada – A Rone, empresa nacional especializada na fabricação de moinhos para a indústria do plástico, está no mercado desde 1982. Ela oferece em torno de duzentos modelos previstos em catálogos, com capacidades as mais distintas. As vendas, esse ano, não andam lá essas coisas. “Estão 20% abaixo das do ano passado”, informa Ronaldo Cerri, sócio-diretor. O ano de 2014 já não tinha sido muito promissor. “Conseguimos com muito esforço empatar com 2013”.

    Plástico Moderno, Linha W de moinhos de pequeno porte fabricada pela Rone

    Linha W de moinhos de pequeno porte fabricada pela Rone

    Apesar de contar com modelos para atender os vários nichos de mercado, a empresa concentra boa parte das vendas entre as empresas transformadoras. “Nós atendemos mais o pré-consumo, ele responde por cerca de 70% de nosso faturamento. As máquinas para reciclagem pós-consumo ficam com 30%”. Entre os segmentos atendidos, alguns são citados como importantes, como a linha automotiva, os eletrodomésticos de linha branca, o setor de utilidades domésticas e a indústria de embalagens.

    Para a Rone, as vendas obtidas na Feiplastic foram importantes, mas seguiram um script um tanto pré-determinado. “Fechamos negócios de projetos que já vinham caminhando”. Durante o evento, foram geradas muitas conversas para projetos novos. “Com a insegurança do atual momento da economia, eles ainda não saíram do papel. Estamos esperando o momento da retomada”.

    Entre os modelos oferecidos, os da linha C são os mais procurados. “Eles podem ser comparados aos automóveis automáticos, que oferecem conforto, bom desempenho e fácil manutenção”. Além de obedecerem as normas de segurança NR-12, contam com unidades de transporte pneumático acopladas, voltadas para eliminar as paradas para esvaziamento do recipiente coletor, garantir produção constante e facilitar o acoplamento ao sistema de alimentação automática de equipamentos primários. Também possui peneira dotada de sistema de encaixe para facilitar a troca de cores e materiais a serem processados.

    Outra série de destaque, de acordo com o diretor, é a linha W, formada por moinhos de pequeno porte. “Eles foram projetados para serem instalados ao lado dos equipamentos de transformação. No caso de uma planta com vinte injetoras, por exemplo, podem ser instalados vinte moinhos, um ao lado de cada injetora”.

    Cerri aponta as vantagens para quem adota esse tipo de solução. “Há maior praticidade, deixa de haver a necessidade de levar o material a ser reciclado para uma central de moagem, que geralmente fica fora da planta. O material moído pode realimentar a injetora de forma automática, evitando problemas de contaminação da matéria prima. Por se de menor porte, é mais silencioso”.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *