Equipamentos Periféricos – Redução de custos e ganhos de eficiência mantêm firmes as vendas de equipamentos

Contramão – A fabricante italiana Moretto

Fabricante de dosadores gravimétricos, desumidificadores e centrais de alimentação 100% automáticas, entre outros periféricos, se mostra muito satisfeita com os resultados que vem obtendo no Brasil. “Estamos voando, surfando uma onda muito boa”, conta Alexandre Brasolin Nalini, diretor de vendas do escritório brasileiro da empresa.

O executivo afirma que a empresa se encontra na contramão do mercado brasileiro de equipamentos. “Estamos batendo recordes de vendas e faturamento”.

Para ele, o usuário se conscientizou da importância da automação. “Ela é fundamental para o novo modelo de gestão industrial, no qual a produtividade faz a empresa se manter competitiva. A automação permite economizar energia, controlar a produção e evitar desperdício, com garantia de qualidade e redução de custo com pessoal”.

A crise está atrapalhando?

Plástico Moderno, Equipamentos Periféricos - Sistema Dolphin de alimentação automática é novidade da Moretto
Sistema Dolphin de alimentação automática é novidade da Moretto

“Não diretamente, mas com certeza se estivéssemos sem crise estaríamos vendendo mais”.

O problema, para o diretor, é o ambiente no qual estamos vivendo. “Nossas perspectivas são boas, mas a incerteza paira no ar”.

Com ou sem crise, a empresa trabalha para construir sua primeira fábrica no Brasil, cuja inauguração está prevista para 2016. “Estamos fazendo o trabalho de terraplanagem no terreno que fica em Valinhos, no interior de São Paulo”.

Por aqui, em uma primeira etapa, serão fabricados alimentadores e desumidificadores. Antes mesmo da inauguração, o quadro de funcionários está sendo reforçado. “O interesse tem crescido tanto que a empresa está contratando mais colaboradores”.

As grandes empresas multinacionais que atuam por aqui são os principais clientes da empresa. Com fábricas automatizadas no exterior, elas não hesitam em investir para equipar suas plantas aqui no Brasil.

Nalini cita, como exemplo, grandes fabricantes de embalagens PET e a indústria automobilística. A Moretto, por exemplo, fez bons negócios com a inauguração recente da nova fábrica da Jeep em Pernambuco.

O lançamento mais recente da empresa é o do sistema de secagem Eureka. “Ele é dos mais avançados do mundo”, afirma o diretor sem qualquer falsa modéstia.

A empresa também oferece o sistema Dolphin de distribuição automática de resinas para alimentar equipamentos de transformação.

Nele, os braços são independentes e acionados por cilindros pneumáticos robustos, com grande flexibilidade operacional e facilidade de manutenção.

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Vendas frias – Para a Refrisat

Empresa brasileira fundada em 1976, fabricante de unidades de água gelada, termorreguladores, torres de resfriamento e dry coolers, a crise econômica está atrapalhando os negócios.

Apesar de reconhecer o crescente interesse dos transformadores de plástico em automatizar suas fábricas nos últimos anos, a procura por parte dos clientes viveu melhores momentos nos anos anteriores.

“Esse ano as vendas caíram muito”, lamenta o diretor comercial João Vicente. Apesar da situação difícil, a necessidade por automação segura um nível de procura razoável.

Nem tudo está perdido. “Ainda temos clientes investindo de alguns segmentos investindo”.

Ele cita os nichos de maior destaque. “Quem está comprando mais são as empresas dos setores de alimentos, hospitalar, as indústrias farmacêuticas e a automobilística”.

A expectativa é de que a retomada ganhe fôlego em um período não muito longo. “Prevemos uma pequena melhora em relação à situação atual nos próximos meses”.

Produzir equipamentos que proporcionam economia de energia e melhor estabilidade da temperatura é preocupação constante.

Com esse espírito, a Refrisat lançou recentemente unidades de água gelada com condensadores a ar tipo microcanal, evaporadores a placas de alta eficiência e válvulas de expansão eletrônica.

A perspectiva é de novidades em curto prazo. “Temos a perspectiva de lançar em breve equipamentos para atender áreas especificas de climatização com controle de temperatura e umidade relativa”.

Plástico Moderno, Equipamentos Periféricos - Dosador gravimétrico oferece precisão elevada, da Plast-Equip
Moinho da extensa série GF, da Seibt, oferece praticidade para manutenção

Seibt – Equipamentos Periféricos – Moinhos

A crise econômica tem afetado muito o desempenho das vendas este ano”, informa Carlos Seibt, diretor da Seibt, empresa brasileira há 41 anos no mercado.

Ela oferece variada linha de moinhos, trituradores, extrusoras, sistemas de reciclagem e outros equipamentos voltados para esse tipo de operação.

Ao todo conta em sua linha com 350 modelos, gama bastante ampla voltada para esse tipo de operação.

Para o diretor, a situação poderia estar pior não fosse a Feiplastic. “Houve uma melhora a partir da feira. Até a sua realização as vendas estavam abaixo do projetado”, avalia.

Ele informa que em 2015, os setores de sopro e extrusão tem dado melhor resposta em relação à aquisição de periféricos. “Os transformadores por injeção, principalmente os voltados para a linha automotiva, tem segurado os investimentos”.

Apesar do momento difícil, sua expectativa em relação ao futuro é positiva. “O mercado brasileiro de equipamentos periféricos está em expansão e existe a preocupação dos transformadores em automatizar suas linhas de produção”.

A Seibt tem como característica vender soluções para seus clientes.

Em outras palavras, oferece projetos especiais e personalizados de acordo com a necessidade de cada empresa. Alguns produtos da empresa têm gerado demanda mais expressiva.

Entre eles, as linhas de moinhos, cujos modelos vão de 20 k/h a 1,5 t/h. “Os aspectos técnicos mais cobrados pelos clientes de moinhos são a adequação à norma de segurança NR12 e o bom desempenho”.

Os moinhos da linha GF são os mais procurados. “Eles apresentam praticidade de trabalho e manutenção. A troca e regulagem das facas feita por gabarito, sistema pelo qual as facas são reguladas fora do equipamento, e a facilidade de limpeza são as principais características dessa linha”.

Um nicho interessante dos equipamentos periféricos tem sido o de moinhos de grande porte.

Os mercados de termoformagem e de centrais de moagem são os que mais investem nesse tipo de equipamento.

Entre os equipamentos mais recentes no segmento de moinhos se encontram os trituradores de mono-eixo e de dois eixos, utilizados nos processos que requerem uma pré-moagem e trabalhos pesados, como reciclagem de borras e aparas de grande volume.

A empresa também atua com destaque como fornecedora de sistemas completos de equipamentos para reciclagem de plásticos pós-consumo. “Esse mercado tem características muito diferentes do mercado de transformação e tem crescido anualmente. Conta com forte potencial de expansão para o futuro”.

Na Feiplastic, foi lançado um item que complementa as linhas voltadas para essa operação.

Trata-se da estação de tratamento de efluentes, oferecida para os sistemas que trabalham com filmes de PE e PP e peças sólidas de PET. “São estações modulares, fáceis de operar e com resultado excelente no tratamento das águas provenientes da lavação de plásticos”.

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