Máquinas e Equipamentos

Periféricos: Redução de custos e ganhos de eficiência mantêm firmes as vendas de equipamentos

Jose Paulo Sant Anna
16 de fevereiro de 2016
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    Contramão – A fabricante italiana Moretto, fabricante de dosadores gravimétricos, desumidificadores e centrais de alimentação 100% automáticas, entre outros periféricos, se mostra muito satisfeita com os resultados que vem obtendo no Brasil. “Estamos voando, surfando uma onda muito boa”, conta Alexandre Brasolin Nalini, diretor de vendas do escritório brasileiro da empresa.

    O executivo afirma que a empresa se encontra na contramão do mercado brasileiro de equipamentos. “Estamos batendo recordes de vendas e faturamento”. Para ele, o usuário se conscientizou da importância da automação. “Ela é fundamental para o novo modelo de gestão industrial, no qual a produtividade faz a empresa se manter competitiva. A automação permite economizar energia, controlar a produção e evitar desperdício, com garantia de qualidade e redução de custo com pessoal”.

    A crise está atrapalhando? “Não diretamente, mas com certeza se estivéssemos sem crise estaríamos vendendo mais”. O problema, para o diretor, é o ambiente no qual estamos vivendo. “Nossas perspectivas são boas, mas a incerteza paira no ar”. Com ou sem crise, a empresa trabalha para construir sua primeira fábrica no Brasil, cuja inauguração está prevista para 2016. “Estamos fazendo o trabalho de terraplanagem no terreno que fica em Valinhos, no interior de São Paulo”. Por aqui, em uma primeira etapa, serão fabricados alimentadores e desumidificadores. Antes mesmo da inauguração, o quadro de funcionários está sendo reforçado. “O interesse tem crescido tanto que a empresa está contratando mais colaboradores”.

    As grandes empresas multinacionais que atuam por aqui são os principais clientes da empresa. Com fábricas automatizadas no exterior, elas não hesitam em investir para equipar suas plantas aqui no Brasil. Nalini cita, como exemplo, grandes fabricantes de embalagens PET e a indústria automobilística. A Moretto, por exemplo, fez bons negócios com a inauguração recente da nova fábrica da Jeep em Pernambuco. O lançamento mais recente da empresa é o do sistema de secagem Eureka. “Ele é dos mais avançados do mundo”, afirma o diretor sem qualquer falsa modéstia. A empresa também oferece o sistema Dolphin de distribuição automática de resinas para alimentar equipamentos de transformação. Nele, os braços são independentes e acionados por cilindros pneumáticos robustos, com grande flexibilidade operacional e facilidade de manutenção.

    Vendas frias – Para a Refrisat, empresa brasileira fundada em 1976, fabricante de unidades de água gelada, termorreguladores, torres de resfriamento e dry coolers, a crise econômica está atrapalhando os negócios. Apesar de reconhecer o crescente interesse dos transformadores de plástico em automatizar suas fábricas nos últimos anos, a procura por parte dos clientes viveu melhores momentos nos anos anteriores.

    “Esse ano as vendas caíram muito”, lamenta o diretor comercial João Vicente. Apesar da situação difícil, a necessidade por automação segura um nível de procura razoável. Nem tudo está perdido. “Ainda temos clientes investindo de alguns segmentos investindo”. Ele cita os nichos de maior destaque. “Quem está comprando mais são as empresas dos setores de alimentos, hospitalar, as indústrias farmacêuticas e a automobilística”. A expectativa é de que a retomada ganhe fôlego em um período não muito longo. “Prevemos uma pequena melhora em relação à situação atual nos próximos meses”.

    Produzir equipamentos que proporcionam economia de energia e melhor estabilidade da temperatura é preocupação constante. Com esse espírito, a Refrisat lançou recentemente unidades de água gelada com condensadores a ar tipo microcanal, evaporadores a placas de alta eficiência e válvulas de expansão eletrônica. A perspectiva é de novidades em curto prazo. “Temos a perspectiva de lançar em breve equipamentos para atender áreas especificas de climatização com controle de temperatura e umidade relativa”.

    Plástico Moderno, Moinho da extensa série GF, da Seibt, oferece praticidade para manutenção

    Moinho da extensa série GF, da Seibt, oferece praticidade para manutenção

    A ajuda da feira – “Sim, a crise econômica tem afetado muito o desempenho das vendas este ano”, informa Carlos Seibt, diretor da Seibt, empresa brasileira há 41 anos no mercado. Ela oferece variada linha de moinhos, trituradores, extrusoras, sistemas de reciclagem e outros equipamentos voltados para esse tipo de operação. Ao todo conta em sua linha com 350 modelos, gama bastante ampla voltada para esse tipo de operação.

    Para o diretor, a situação poderia estar pior não fosse a Feiplastic. “Houve uma melhora a partir da feira. Até a sua realização as vendas estavam abaixo do projetado”, avalia. Ele informa que em 2015, os setores de sopro e extrusão tem dado melhor resposta em relação à aquisição de periféricos. “Os transformadores por injeção, principalmente os voltados para a linha automotiva, tem segurado os investimentos”. Apesar do momento difícil, sua expectativa em relação ao futuro é positiva. “O mercado brasileiro de equipamentos periféricos está em expansão e existe a preocupação dos transformadores em automatizar suas linhas de produção”.



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