Aditivos e Masterbatches

Transformação: Conhecer as resinas é fundamental

Plastico Moderno
4 de janeiro de 2016
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    Podemos considerar, também, a quantidade de regiões amorfas ou cristalinas encontradas nos polímeros, pois nenhum material plástico é 100% amorfo ou 100% cristalino. Sempre teremos regiões amorfas nos polímeros cristalinos e vice-versa, portanto se um polímero apresentar uma quantidade maior de regiões amorfas, ele será considerado um material amorfo e se tiver uma quantidade maior de regiões cristalinas será considerado um material cristalino, ou mesmo semicristalino (termo encontrado em algumas literaturas), dependendo da estrutura encontrada.

    Plástico Moderno, Regiões amorfas e cristalinas de um polímero

    Regiões amorfas e cristalinas de um polímero

    Há alguns casos interessantes, como o poliestireno de alto impacto (PSAI) e o acrilonitrila-butadieno-estireno (ABS). Por serem materiais amorfos, deveriam ser transparentes, mas, na maioria das vezes, os encontramos opacos, sendo o PSAI branco e o ABS bege. Tudo isso se deve à incorporação de elastômeros que podem ser adicionados a esses materiais e, assim, tiram a sua transparência, ocupando os espaços vazios de suas moléculas, porém, dependendo da tecnologia empregada para se produzir esses materiais e do elastômero utilizado, poderemos obter PSAI e ABS transparentes.

    O mesmo se verifica com o PVC, que pode ser encontrado transparente, colorido, rígido ou flexível. Nesse polímero, algumas cargas, aditivos ou pigmentos incorporados tiram sua transparência ao preencher os espaços vazios deixados pelas moléculas na estrutura amorfa, dando-nos a impressão de materiais opacos.

    Temos ainda como exemplo, o PP, que é considerado um polímero cristalino (alguns autores o consideram semicristalinos), podendo ficar opaco, translúcido ou transparente, mas isso dependerá do tipo de resina que será empregada, aditivos incorporados para deixá-la transparente e principalmente da temperatura do molde e velocidade com que será resfriado o produto.

    Uma das maiores dificuldades encontradas pelos processistas é conseguir regular o dimensional exigido nas peças, de forma estável e com tolerâncias precisas em torno de décimos, centésimos e até milésimos de milímetros. E quanto menor a tolerância, maior será a dificuldade.

    Isso se deve ao fato de as peças sofrerem contração ao serem retiradas das cavidades dos moldes. Quanto mais quente saírem deles, maior deverá ser a contração e, consequentemente, suas medidas diminuirão, a ponto de ficarem menores do que as desejadas. Caso a contração não se verifique conforme o calculado e planejado pelo projetista, isto é, se for menor, o produto sairá com as dimensões maiores do que as exigidas e em muitos casos até com parte das peças empenadas. Isso ocorre, na maioria das vezes, nos casos em que o item possua paredes extremamente diferentes, ou seja, o mesmo produto contenha paredes espessas (grossas) e delgadas (finas). Caso o projetista calcule a mesma contração para as duas espessuras, uma contrairá mais que a outra, não se conseguindo êxito nas dimensões e, ainda, gerando o problema citado, que é uma das causas, entre as diversas existentes, de empenamentos.

    Vários fatores afetam diretamente as medidas das peças durante o processo, mas os principais são: os tempos de injeção, de resfriamento e de recalque, as pressões de injeção e de recalque, e as temperaturas do material e, principalmente, do molde, sendo a refrigeração deste especialmente importante.

    Quanto mais tempo o produto permanecer dentro da cavidade do molde, mais frio sairá dela e, portanto, menor será a contração da peça moldada. Quanto maior a compactação, mediante a pressão e os tempos de injeção e recalque, também a contração será menor.

    Porém, a refrigeração tem uma das maiores influências, pois quanto mais quente estiver o molde, maior será a contração da peça ou vice-versa, no caso da ferramenta estar gelada.

    Temos outras influências ainda relacionadas aos moldes, por exemplo, o ponto de injeção. Quanto maior o tamanho da entrada de material ou ponto de injeção, maior será a compactação e, consequentemente, menor será a contração.

    Com relação às resinas, o fato dos materiais serem amorfos e cristalinos também influencia na contração das peças. O projetista de moldes quando efetua o projeto de uma ferramenta, deverá conhecer o material que será injetado e também se essa resina receberá cargas, aditivos ou masterbatches, pois esses ingredientes também influenciam na ocorrência da contração.

    A contração dos materiais amorfos em geral nunca ultrapassa 1% e a dos cristalinos são sempre maiores que 1%, chegando em alguns casos a 4%. Porém, quando incorporados alguns aditivos como os plastificantes ao PVC – que mesmo sendo um polímero amorfo, pode ultrapassar os 2% de contração – e algumas cargas como fibra de vidro e talco podem reduzir a contração dos materiais cristalinos a 1% ou menos, dependendo da quantidade incorporada. Temos como exemplo as poliamidas, que podem receber 10, 15, 20, 30 e até 50% de fibra de vidro. Neste caso, quanto maior a incorporação, menor será a contração, mesmo sendo um polímero cristalino.



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    Um Comentário


    1. IGOR REIS

      Muito bacana, é sempre bom estar incrementando o conhecimento sobre o plásticos.
      Gostei muito, da matéria posta em sites que li uns dias atrais falando sobre o rearranjo molecular do PET, simplesmente incrível.



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