Ferramentaria Moderna

30 de junho de 2016

Transformação: Sopro exige extrusão ajustada

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Publicado por: Plastico Moderno
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    Texto: Alexandre Farhan

    Plástico Moderno, Alexandre Farhan é técnico em plásticos pelo Senai-SP, com 30 anos de atuação no setor.

    Alexandre Farhan é técnico em plásticos pelo Senai-SP

    Alexandre Farhan é técnico em plásticos pelo Senai-SP, com 30 anos de atuação no setor. Atualmente, é diretor da Escola LF, especializada na formação de profissionais para a indústria de transformação plástica pelos processos de injeção, sopro e extrusão. (www.escolalf.com.br e/ou alexandre@escolalf.com.br)

    Dentre os processos de sopro existentes, podemos destacar o de extrusão, o mais comum e que torna possível a confecção de produtos ocos para as mais variadas aplicações, seja no segmento alimentício, hospitalar, farmacêutico, cosmético, automobilístico, brinquedos e outros. Esse tipo de moldagem consiste na extrusão do polímero na forma cilíndrica e oca, chamada tecnicamente de parison, com sua formação na vertical que será introduzida dentro de um molde e, mediante tempo e pressão de sopro, receberá o ar comprimido internamente no molde, assumindo então a forma desejada. Após resfriamento, ocorrerá a extração do produto, dando inicio a um novo ciclo.

    Atualmente encontramos uma variedade de máquinas sopradoras, porém, todas elas podem ser classificadas em dois processos: sopro por extrusão continua e sopro por acumulação.

    Plástico Moderno, Transformação: Sopro exige extrusão ajustada

    Cabeçote duplo contínuo ©QD Fonte: http://img.olx.com.br/images/00/008426102983245.jpg

    Chama-se extrusão contínua o processo no qual o parison é formado continuamente, ou seja, com fluxo constante, podendo formar um parison simples, duplo, triplo e etc, conforme a configuração do cabeçote e molde. Por sua vez, na extrusão por acumulação a configuração e o processo de formação do parison são diferentes. O cabeçote possui uma câmara acumuladora onde o polímero é armazenado conforme a carga estipulada e, posteriormente, o parison é formado pela sua expulsão (chute) provocada pela ação de um pistão hidráulico (elemento que compõe o cabeçote), com o subsequente sopro e formação do produto na cavidade do molde.

    Podemos dizer que o cabeçote das máquinas sopradoras é a mais importante ferramenta para a confecção dos produtos soprados e da sua qualidade.

    No passado, o cabeçote de extrusão contínua era aplicado somente para produzir peças sopradas de baixo volume, entre 10 ml e 5 litros. O cenário atual é bem diferente, nele encontramos peças de 20 a 200 litros sendo fabricadas por extrusão contínua, com a introdução de avanços tecnológicos, pois peças de volumes maiores só eram possíveis de se obter em máquinas por acumulação.

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    Cabeçote por acumulação ©QD Fonte: Pavan Zanetti

    Tanto os cabeçotes de extrusão contínua como os de acumulação são formados de diversos elementos, responsáveis pela formação do parison, entre os quais podemos citar alguns, como:

    – Camisas
    – Pinola ou torpedo (dependendo do tipo de polímero utilizado)
    – Anel de centralização
    – Controladores de fluxo (para cabeçote continuo duplo, triplo e etc.)
    – Entradas de ar de apoio
    – Conjunto bocal e núcleo que possuem a maior importância nesse ferramental

    O conjunto bocal e núcleo (muito conhecido como matriz, trefila, trafila, macho e fêmea, boquilha entre outros nomes) é o responsável pela formação e dimensionamento do parison e determina a qualidade visual de cada produto que será produzido.

    Esse conjunto possui alguns modelos, tais como: convergente, divergente, anular e ovalizado, cada qual aplicado à necessidade de cada produto.

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    Fonte: Edson Souza Projetos ©QD

    A ferramenta convergente é mais utilizada para frascos de gargalos calibrados ou peças de pequeno porte, pelo fato da expansão do parison ser menor. Isso ocorre devido ao ângulo de saída da ferramenta favorecer uma expansão menor do mesmo, gerando um controle melhor no dimensionamento do produto.

    As ferramentas divergentes são mais utilizadas para fabricar peças de maior porte, como bombonas de 200 litros e frascos acima de 2 litros com alça, nos quais o parison deve alcançar uma dimensão maior para ocupar praticamente toda a extensão da linha de fechamento superior. Em alguns casos, o parison deverá atingir praticamente todo produto como, por exemplo, os assentos sanitários.


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      Um Comentário


      1. DIEGO PIRES

        Bom dia.
        meu nome é Diego eu trabalho com sopro algum tempo, eu tenho uma dificuldade com dimencionamento de trefilas e ovalização de trefilas.



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