Embalagens

6 de fevereiro de 2017

Transformação – Pet: Sopro correto evita prejuízo

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Publicado por: Plastico Moderno
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    Texto: Alexandre Farhan

    Plástico Moderno, Transformação - Pet: Sopro correto evita prejuízo

    Alexandre Farhan

    Alexandre Farhan é administrador de empresas e técnico em plásticos pelo Senai-SP, com 30 anos de atuação no setor. Atualmente, é diretor da Escola LF, especializada na formação de profissionais para a indústria de transformação plástica pelos processos de injeção, sopro e extrusão. www.escolalf.com.br – alexandre@escolalf.com.br

    Com o grande consumo das garrafas de refrigerantes fabricadas de PET (polietileno tereftalato), essa resina se tornou atrativa para a fabricação de embalagens sopradas também para outros mercados, a exemplo do setor farmacêutico, cosmético, de utilidades domésticas, automotivo, alimentício e embalagens em geral.

    Como comentamos na coluna da edição PM-501 (agosto de 2016), o PET teve um enorme crescimento de mercado devido às suas propriedades, como alta resistência mecânica (impacto), resistência química e excelente barreira para gases e odores, mas principalmente pelo menor peso, quando comparado às embalagens feitas de vidro e de metal. Não podemos deixar de citar a alta transparência, que é a propriedade de grande admiração por parte dos consumidores, principalmente na área de cosméticos. Todas essas propriedades tornaram o PET uma resina economicamente interessante no mercado global de embalagens.

    Com isso, novas tecnologias e equipamentos para sopro de PET – conhecidos como IBM (injection blow moulding) e ISBM (injection stretch blow moulding) – começaram a ter uma forte expressão na fabricação das embalagens sopradas. São diferentes do processo convencional de sopro, que consiste na formação de um parison (mangueira) de um material específico para determinada embalagem, no qual o molde se fecha sobre o parison, promovendo-se a introdução de ar com pressões estabelecidas na faixa de no máximo 10 kgf/cm² para embalagens de alto volume. Consequentemente, o parison se expande, dando forma ao produto conforme a cavidade do molde.

    Não podemos deixar de citar que os processos IBM e ISBM, se tornaram muito promissores não só pelos fatores já comentados, mas também pelo fato de não gerarem resíduos e retrabalhos como se dá no sopro convencional (no caso de frascos, rebarbas do gargalo, fundo e, dependendo do modelo do frasco, rebarbas também na alça). Esses resíduos terão de ser moídos, etapa em que acontecem contaminações por descuido ou mesmo pela falta de conhecimento na identificação dos materiais e ainda, em casos mais extremos, deveriam ser descartados, gerando custos adicionais de destinação correta influenciando no custo final da embalagem.

    No caso das técnicas IBM e ISBM, ambas necessitam da formação de pré-formas, porque a resina PET possui uma viscosidade baixa que não permite sua utilização no sopro convencional; só no caso do PETG (polietileno tereftalato glicol), que possui viscosidade mais elevada, capaz de permitir a formação do parison, isso seria possível porém, como apresenta custo muito elevado em relação ao PET convencional, acaba não sendo viável o sua aplicação.

    Os processos para a fabricação de embalagens utilizando a resina PET podem ser divididos em:

    • Processo de um estágio (injeção e sopro conjugados)

    Nesse caso, a fabricação da pré-forma e do frasco é realizada em uma única máquina.

    Plástico Moderno, Transformação - Pet: Sopro correto evita prejuízo

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    Na primeira estação, ocorre a injeção da pré-forma, de acordo com o molde e os machos que definirão os formatos e dimensões da mesma, sendo por isso a fase mais importante, na qual todos os cinco parâmetros básicos – pressões, velocidades, cursos, tempos e temperaturas (vide coluna anterior, PM-502) – devem ser ajustados finamente, para que a pré-forma seja produzida no mais alto padrão de qualidade, garantindo assim a continuação do processo e a obtenção da embalagem.

    Na segunda estação, encontraremos o molde de sopro, com cavidades e acabamentos superficiais definidos conforme a embalagem a ser produzida. Dependendo do modelo da máquina, podemos encontrar uma estação anterior à de sopro, utilizada para manter as pré-formas maleáveis em potes de aquecimento, assim proporcionando uma temperatura ideal para garantir um sopro perfeito. Quando ocorre o giro da mesa, os machos contendo as pré-formas são posicionadas precisamente dentro do molde de sopro, onde recebem pressão do ar devidamente programada, ocorrendo ou não a biorientação.


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      2 Comentários


      1. Nossa, muita coisa sendo tratada sobre a questão do plástico, principalmente as ideias sobre as garrafas pet que ainda continuam em alta.


      2. DANIEL MANSOUR

        Buenas tardes , como puedo hacer para comunicarme con el señor Alexandre Farhan . Gracias .



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