Máquinas e Equipamentos

15 de fevereiro de 2017

Transformação: Modernização de máquinas deve começar pelo CLP

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Publicado por: Plastico Moderno
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    Texto: Alexandre Farhan

    Plástico Moderno, Transformação: Modernização de máquinas deve começar pelo CLP

    Alexandre Farhan

    Alexandre Farhan é administrador de empresas e técnico em plásticos pelo Senai-SP, com 30 anos de atuação no setor. Atualmente, é diretor da Escola LF, especializada na formação de profissionais para a indústria de transformação plástica pelos processos de injeção, sopro e extrusão. www.escolalf.com.br – alexandre@escolalf.com.br

    Segundo pesquisas recentes, o Brasil possui aproximadamente 45 mil injetoras, sendo mais da metade delas, ou seja, 25 mil, instaladas no Estado de São Paulo. Pouco mais de 60% dessas máquinas tem mais de cinco anos e, portanto, são sérias candidatas a passar por um retrofitting, sem contar, a grande quantidade de máquinas chine-sas que entraram no mercado há cerca de 10 a 15 anos.

    Enxergando por esse lado, no Brasil, o retrofitting possui um elevado mercado potencial, pois os comandos elétri-cos, eletrônicos e hidráulicos carecem de suporte adequado no país, além de mão de obra especializada para esse serviço. O retrofitting é um termo utilizado principalmente na engenharia para indicar a operação de modernizar algum equipamento considerado ultrapassado ou fora de norma.

    Um exemplo de retrofitting é a incorporação de modernas tecnologias nas máquinas injetoras, sopradoras ou extrusoras, em sistemas hidráulicos, elétricos e principalmente eletrônicos nestes equipamentos, sugerindo modifi-cações de peças e componentes, revitalizando, atualizando e muitas vezes adequando-os para as normas de legis-lação vigentes, que a cada dia ficam mais exigentes. O retroffiting acaba transformando essas máquinas em equipamentos modernos e reconquistando a valorização das mesmas.

    O retrofitting é um dos estágios mais altos que um técnico de manutenção pode atingir, pois permite que uma máquina seja recondicionada a um patamar que aumenta a produtividade, realizando também a adequação às normas de segurança exigidas por lei.

    Considerando a necessidade de que o parque nacional precisa adotar a automação como grande aliado para obter ou aumentar a produtividade, o retrofitting pode oferecer, ainda, condições de a máquina interagir com os perifé-ricos ao seu redor como robôs, alimentadores, esteiras, chillers, etc.

    No Brasil, com o aumento de ofertas de máquinas importadas, muitas vezes de fabricantes desconhecidos e com equipamentos de baixa qualidade, um dos grandes problemas encontrados está relacionado aos CLPs, que não revelam detalhes de seu funcionamento e nem possibilidades de intervenção, seja de manutenção ou até mesmo na programação e adição de novas funções e recursos. Além disso, muitas vezes, os painéis estão em outra língua, dificultando ainda mais a programação por parte dos reguladores de máquinas.

    Plástico Moderno, Transformação: Modernização de máquinas deve começar pelo CLP

    O CLP é um dos mais importantes componentes na área de automação e sua sigla significa Controlador Lógico Programável, ou seja, um controlador que podemos programar utilizando instruções lógicas, habilitando-os onde fará o papel de controlador do sistema.

    Existem definições mais formais como: aparelho eletrônico digital que utiliza uma memória programável para o armazenamento interno de instruções para implementações específicas, tais como lógica, sequenciamento, tempo-rização, contagem e aritmética, para controlar, através de módulos de entradas e saídas, vários tipos de máquinas ou processos.

    Para entendermos melhor o que é um CLP, vamos analisar primeiro a estrutura básica deste equipamento de uma maneira prática e simples, onde as suas partes principais são:

    – Módulos de entrada

    – CPU (onde um programa é executado)

    – Módulos de saída

    Na figura podemos ver a constituição básica de um CLP interligado a sensores e atuadores:

    Plástico Moderno, Transformação: Modernização de máquinas deve começar pelo CLP

    Figura fornecida pela empresa Branqs

    Em um sistema de automação que utiliza CLPs, os sensores da máquina ou de algum processo são conectados aos módulos de “Entrada”.
    O CLP então executa operações lógicas presentes em um programa previamente definido e em seguida aciona atuadores conectados aos módulos de “Saída”.


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