Aditivos e Masterbatches

6 de setembro de 2013

TPU: “Crescimento excepcional nos últimos anos”

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Publicado por: Plastico Moderno
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    Por Cirenini A. Aprileo

    Introdução

    Em comparação com muitos outros plásticos de consumo estagnando ou até decrescente, o emprego dos elastômeros termoplásticos de poliuretano (TPU) apresentou um crescimento constante excepcional. Os maiores crescimentos foram atingidos na área técnica. Esses materiais devem esses crescimentos às combinações de suas qualidades com as características mais importantes, como: resistências elevadas ao desgaste e à abrasão, alta resistência à tração associada a resistências elevadas de início e prosseguimento de rasgamento, alta capacidade de amortecimento com flexibilidade no frio e resistência muito boa a óleos, graxas, água, oxigênio e à ozona.

    O mix foi adequado de forma dirigida para as exigências dos usuários da área de poliésteres e poliéteres, bem como aquelas dos produtos reforçados.

    É interessante notar, sobretudo, a demanda de crescimento acentuado nas áreas de extrudados e moldados por sopro, nas quais foram conseguidos grandes avanços nas lâminas, cabos e nas peças moldadas.

    Plástico Moderno, TPU: Crescimento excepcional nos últimos anosEstrutura

    Três componentes servem para estruturar os elastômeros termoplásticos de poliuretano:

    a) Poliéster ou poliéteres-dióis difuncionais de cadeia longa de peso molecular na faixa de 1000 a 3000;

    b) Dióis de cadeia curta;

    c) Di-isocianatos.

    Nos poliésteres-dióis de cadeia mais longa, trata-se de homo ou copoliésteres-dióis alifáticos, preponderantemente produtos da condensação do ácido adípico com dióis como etileno-glicol, butanodiol-1, 4, hexanodiol-1, 6 e neopentil-glicol ou poli-caprolactana.

    Plástico Moderno, TPU: Crescimento excepcional nos últimos anosO representante principal dos poliéteres-dióis é o poli-tetra-hidrofurano.

    Conforme a estrutura e o peso molecular, os polióis são cerosos cristalinos, pastosos ou líquidos com ponto de fusão de até uns 50ºC. Do grupo dos dióis de cadeia curta, que correspondem aos elementos construtivos diol dos poliésteres-dióis, é empregado preponderantemente o butanodiol-1, 4. Para produtos especiais, pode ser considerado ainda a hidrochinona di-b-hidroxi-etil-éter.

    O elemento construtivo di-isocianato mais importante dos poliuretanos termoplásticos é o 4, 4’-di-isocianato de difenil-metano (MDI). Os di-isocianatos alifáticos como o di-isocianato de hexa-metileno ou o di-isocianato de di-ciclohexil-metano são utilizados nas aplicações à prova de luz.

    Poliadição no exemplo dos componentes poliol, MDI e 1,4 butanodiol

    butanodiol – 1,4 extensor de cadeia di-isocianato poliol situação de partida MDI a) cadeias de copolímeros em bloco (aspecto) segregação e cristalização b)

    Poliuretanos termoplásticos. Representação esquemática da estrutura de moléculas copolimerizadas em bloco com a (subsequente) separação de fases e a cristalização.

    O poliuretano pode ser produzido segundo o chamado processo “one shot”, ou pelo processo de pré-polimerização. No processo “one shot”, os dois componentes funcionais OH são colocados para reagir com o di-isocianato em uma etapa, após sua boa mistura, enquanto que o processo de pré-polimerização ocorre como uma etapa preliminar por meio de um aditivo poliol-di-isocianato livre em excesso e com o diol de cadeia curta. Por conta disso, a denominação “extensor de cadeia” tornou-se usual para o grupo dos dióis de cadeia curta. Para os poliuretanos atingirem qualidades mecânicas ótimas, a um peso molecular suficiente, a proporção dos di-isocianatos/dióis deve ser mantida de tal forma que os grupos finais NCO e OH se transformem na região do ponto de equivalência. Mantendo essas condições de equivalência, a dureza e outras qualidades mecânicas são determinadas por meio da proporção em peso do extensor de cadeia, ou seja, do di-isocianato na receita. Quanto maior essa proporção, tanto mais duros os elastômeros de poliuretano obtidos.

    Segundo o princípio da poliadição, os componentes construtivos necessariamente bifuncionais com os grupos finais reativos NCO e OH formam nos poliuretanos termoplásticos cadeias de polímeros mais longas, por meio da associação dos elementos construtivos através de pontes de uretana (fig. 1).

    A representação esquemática da estrutura de cadeia de um poliuretano termoplástico, como ilustrado na fig. 2a, mostra a estrutura do produto como copolímero em bloco. Conforme a receita do extensor (parte extensora da cadeia), surgem dos elementos construtivos di-isocianato e extensores segmentos duros rígidos, mais ou menos longos, e ricos em grupos uretano interligados pelos segmentos macios do poliol.

    Em razão das forças de ação alternada dos segmentos polares duros entre si, existe a formação de faixas de organização (fig. 2b), que podem segregar-se da mistura em reação, como ocorre, por exemplo, no caso do MDI/ 1,4 Butanodiol, que se segrega de forma cristalina quando a sua estrutura atinge um tamanho suficiente.


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