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27 de julho de 2017

Têxtil: Indústria de não tecidos quer crescer 6,6% ao ano até 2020

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Publicado por: Plastico Moderno
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    Plástico Moderno, Aplicações desses materiais oferecem muitas alternativas

    Aplicações desses materiais oferecem muitas alternativas

    Texto: Marcia Mariano – Fotos: Divulgação 

    Tanto um pano de limpeza multiuso quanto o reforço do painel de um automóvel são constituídos por não tecidos, um produto versátil, porém pouco divulgado no mercado brasileiro. Para a produção dos não tecidos, utilizados em diversas aplicações industriais nos setores calçadista, de geosintéticos, construção civil, filtração, hospitalar, descartáveis higiênicos, limpeza, entre outros, podem ser empregadas matérias-primas primárias, como fibras e filamentos puros (ou em misturas), e matérias-primas secundárias, a partir de resíduos e sobras têxteis. Conforme a norma NBR-13370, “ não tecido é uma estrutura plana, flexível e porosa, constituída de véu ou manta de fibras ou filamentos, orientados direcionalmente ou ao acaso, consolidados por processo mecânico (fricção) e/ou químico (adesão) e/ou térmico (coesão) e combinações destes”.

    Grosso modo, a principal diferença entre o tecido e o não tecido é que o primeiro se caracteriza pela trama de fios têxteis naturais, sintéticos ou artificiais e o segundo pela formação de uma manta (ou véu) de fibras ou filamentos.

    Segundo a Abint – Associação Brasileira de Não Tecidos e Tecidos Técnicos, a indústria brasileira é atualizada tecnologicamente e supre a demanda do mercado, entretanto, o consumo per capita de 1,49 kg/ano é muito inferior aos dos Estados Unidos, por exemplo, com 4kg/hab/ano, o que revela um grande potencial de crescimento.

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    Aplicações desses materiais oferecem muitas alternativas

    O setor reúne cerca de cem empresas, emprega aproximadamente 16.500 pessoas, apresenta um consumo aparente de 283.930 t/ano, exporta 31.990 t/ano e importa 40.272 t/ano. É um setor de capital intensivo e que necessita de mão de obra qualificada.

    Para discutir os rumos desta indústria no Brasil e apresentar as novidades em tecnologia e produtos, foi realizada em São Paulo a primeira edição da FINTT 2017 – Feira Internacional de Não Tecidos e Tecidos Técnicos. Compacta, com apenas cinco empresas expositoras, a feira, realizada depois de seis anos do último encontro setorial (a NT&TT Show 2011), aconteceu em paralelo a três feiras têxteis organizadas pela FCEM|Febratex Group, de 25 a 28 de abril, no Parque Anhembi.

    Carlos Eduardo Benatto, presidente da Abint e diretor executivo da Duci, formada como joint venture entre a DuPont e a Cipatex há 10 anos, comenta: “O mercado de não tecidos ainda é incipiente no Brasil e precisa crescer três a quatro vezes para chegar ao nível global. Por isso, acredito que temos muita capacidade de atrair investimentos, porém isso só acontecerá se houver estabilidade econômica, pois são projetos de longo prazo e alto custo”. Segundo ele, a feira foi positiva porque, apesar de pequena, vários visitantes industriais procuraram os estandes para conhecer os produtos. “Tivemos muitos confeccionistas interessados em não tecidos. Isso não estava no nosso radar e foi uma grata surpresa. Mesmo com a crise, que afeta os investimentos industriais, esperamos crescer 6,6% até 2020”. Benatto disse que a entidade está estudando realizar a próxima feira em 2021, mais ampla e focada no setor de têxteis técnicos, com apoio de entidades internacionais como Inda e Edana, da Bélgica, que este ano realizaram sua segunda conferência internacional sobre não tecidos em São Paulo, reunido cerca de 250 participantes.

    Para o público visitante, o longo período sem a realização de um evento de negócios nesse setor demonstra que a indústria de não tecidos precisa aprimorar sua comunicação com o mercado. “Interessante conhecer estes produtos, nem sabia do que eram feitos”, admirou-se Claudia Peukert, que veio de Sorocaba-SP para conhecer a feira têxtil.


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