Plástico

11 de fevereiro de 2012

Tampas – Mercado incorpora leveza aos novos sistemas de fechamento

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Publicado por: Renata Pachione
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    O ano de 2012 despontou perfazendo um cenário próspero para os fabricantes de tampas plásticas do país. Em meio a esse clima de euforia, soluções em sistemas de fechamento foram apresentadas sob a óptica da sustentabilidade, mas sem refutar seu viés mercadológico. A ideia de abastecer o mercado com produtos capazes de gerar menor impacto ambiental está cada vez mais presente entre os novos projetos, reforçando a proposta de que as empresas precisam inovar, mas sem perder o foco na qualidade e nos baixos custos de produção.

    A promessa de diminuir o consumo de matéria-prima, com a fabricação de tampas mais leves, tornou-se factível e se disseminou por todo o setor. E não é só isso, novos conceitos foram adotados pela indústria como a criação de tampas de uma peça só (feitas com um único tipo de material) e a utilização de resinas de fonte renovável.

    Em prol da leveza– Este ano será marcado pela migração total dos envasadores de bebidas (o maior consumidor de tampas plásticas do país) para um novo padrão de gargalos das garrafas PET, agora mais curtos (finish short). Há alguns anos começou um movimento da indústria mundial de embalagens para adotar terminações menores para este tipo de

    Plástico, Tampas - Mercado incorpora leveza aos novos sistemas de fechamento

    Extra Loki Mini se destina a garrafas de gargalo curto

    garrafa, o que se traduziria na produção de tampas mais baixas (ou seja, leves). Publicado pela International Society of Beverage Technologists (ISBT), com sede em Minnesota, nos Estados Unidos, o modelo proposto – sim, não se trata de uma norma – mudou o paradigma do mercado de bebidas, sugerindo o finish PCO 1881, em detrimento do antigo padrão PCO 1810, a escolha da indústria há mais de duas décadas.

    A nova referência surgiu com a proposta de assegurar o mesmo desempenho da anterior, porém com desenho de rosca abreviado e com o passo (largura) mais estreito. Em números, a terminação da garrafa passou a ser cerca de 1,5 grama mais leve, e as tampas economizaram algo em torno de meio grama de resina por unidade.

    Se antes o conceito transitava entre os projetos e se restringia ao campo das intenções, o cenário atual é outro. Esse

    Plástico, Guilherme Rodrigues Miranda, seu vice-presidente e gerente-geral da América do Sul da Closure Systems International (CSI), Tampas - Mercado incorpora leveza aos novos sistemas de fechamento

    Segundo Miranda, as peças podem ser ainda mais flexíveis

    padrão foi agregado aos novos desenvolvimentos, incorporando os portfólios dos principais fornecedores de sistemas de fechamento do país; e hoje nem mesmo se limitam ao mercado de bebidas.

    Outras indústrias, como a de óleos comestíveis, também iniciaram essa transição. A sua abrangência ainda é restrita e não está consolidada como no caso das bebidas, porém não deixa de configurar um forte indicativo de que não haverá retrocesso.

    O princípio é o mesmo: a redução de peso. Segundo estimativas, o conjunto ficou 1,3 grama mais leve. A nomenclatura, por sua vez, mudou: a migração é do finish 21/29 para o 21/26 – essa numeração se refere às medidas do gargalo, segundo o ISBT.

    A iniciativa se expandiu. A Closure Systems International (CSI), empresa líder global no projeto, produção e aplicação de tampas de bebidas, aposta que a economia de matéria-prima por unidade ainda não alcançou o ápice, segundo conta Guilherme Rodrigues Miranda, seu vice-presidente e gerente-geral da América do Sul. Em outras palavras, a companhia continua investindo em pesquisas para desenvolver sistemas de fechamento para as garrafas PET ainda mais leves. “Essa tendência não se esgotou, não chegou ao limite”, observa Miranda.

    Não por acaso o carro-chefe da CSI é a Extra Lok Mini. Campeã de vendas, essa tampa compõe a linha “mini”, nomenclatura utilizada pela fabricante para identificar os produtos destinados aos gargalos curtos. Sua principal característica se sustenta na possibilidade de ser cerca de 20% mais leve do que as outras famílias de produtos.

    São diversos os desenvolvimentos com o sobrenome “mini”. Eles contemplam aplicações diferenciadas, consideradas de alto desempenho, como a tampa Sport Lok Mini, modelo push-pull, desenhado para o consumo em movimento, e o sistema de fechamento MB Lok Mini, indicado para o uso em bebidas alcoólicas, à base de malte (cervejas) ou que possuam sistema de envase a frio. Também há produtos sem vedante, como é o caso da Omni-Lok Mini. A peça, segundo o fabricante, permite a máxima retenção de carbonatação e integridade do selo baixo, mesmo em condições adversas de temperatura.


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