Máquinas e Equipamentos

9 de julho de 2008

Stack molds – Automação exige projeto sofisticado

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Os periféricos utilizados pelas injetoras que operam com stack molds têm de ser muito precisos. Em especial, os sistemas de extração, projetados para regimes de elevadas produções e ciclos curtos. Um desafio particular se encontra nos sistemas dotados com robôs. Resolver o problema não é fácil, uma vez que as peças saem de dois locais diferentes. As garras extratoras também precisam desviar do grande número de componentes utilizados por perto, como as mangueiras de refrigeração, por exemplo.

    “Os robôs precisam ser muito ágeis para atuar nessas condições”, afirma Reinaldo Carmo Milito, diretor da Wittmann, empresa austríaca especializada em robôs, com escritório de representação no Brasil em Campinas-SP. Para Milito, a procura por esses robôs ainda é tímida no país, mas negócios começam a ser gerados.

    Plástico Moderno, Stack molds - Automação exige projeto sofisticado

    Sistema da Wittmann montado na K’2007 adquirido pela Pavão

    Em outubro, durante a realização da K’2007, a Wittmann lançou, em caráter mundial, um novo sistema de produção de potes de parede fina com a tecnologia que mistura as técnicas de “In Mold Labeling” (IML) e stack mold. Na mesma época, a filial brasileira comemorava o fechamento do contrato de fornecimento desse sistema para a Pavão Indústria e Comércio, transformadora especializada em embalagens e utilidades domésticas que possui duas fábricas em São Paulo. “A Pavão será a pioneira na América Latina a produzir esses tipos de potes”, garante Milito.

    O projeto da Wittmann para a Pavão contempla um stack mold que permitirá a produção de dois potes de sorvete de 2 litros e duas tampas, todos feitos de polipropileno. O sistema de automação inclui um robô modelo W711, que será responsável pela aplicação de rótulos no interior das cavidades (localizadas nas partes externas do molde) e pela remoção das peças prontas (pela parte central do molde). O ciclo é simultâneo e tem duração aproximada de 6,5 segundos. A operação de entrada e saída dos robôs para a colocação dos quatro rótulos nas cavidades e a retirada das quatro peças produzidas, depois empilhadas numa esteira, levará em torno de 1,3 segundo.

    Os primeiros testes do equipamento serão realizados ainda este ano. A previsão é de que sejam produzidos nesse sistema cerca de 800 mil embalagens por mês. De acordo com Artur Avelino Machado, diretor da Pavão, foram investidos cerca de 600 mil euros na aquisição do sistema. A expectativa é de que o retorno ocorra em três anos. A solução permite à Pavão diversificar sua linha de injetados. “Adotamos esse tipo de sistema, pois há uma tendência de mercado de receber a embalagem rotulada; ela dispensa trabalhos posteriores. Com a aquisição, poderemos oferecer uma opção a mais para nossos clientes a um custo bem interessante”, avalia o diretor da transformadora.

    Vale lembrar que a Wittmann concretizou no início de abril a compra da fabricante mundial de injetoras Battenfeld. A aquisição trará novidades aos transformadores brasileiros. Com todas as possibilidades dentro de casa, a empresa quer passar a oferecer soluções totalmente integradas para a indústria de injeção de plásticos. Nos pacotes, são oferecidos, além das injetoras, robôs, secadores, alimentadores e todos os demais periféricos necessários para um projeto. Com base nessa estratégia, o desenvolvimento de sistemas especializados no aproveitamento de stack molds está entre os planos da multinacional.

     

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