Plástico

9 de junho de 2009

Sopradoras – Setor encolhe e fabricantes de máquinas convencionais apostam no mercado de PET

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Publicado por: Simone Ferro
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    Plástico Moderno, Sopradoras - Setor encolhe e fabricantes de máquinas convencionais apostam no mercado de PET

    Quem procurou por máquinas sopradoras na 12ª edição da Brasilplast não precisou andar muito. Dava para contar nos dedos de uma das mãos o número de expositores desse segmento que marcaram presença, de 4 a 8 de maio, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. E, surpreendentemente, uma das poucas novidades estava no estande da Romi, tradicional fabricante de injetoras.

     

    O fato exemplifica o processo de reestruturação do setor de sopradoras, que começou há alguns anos, e que envolve a fusão e aquisição de empresas, a saída de outras, e a reorganização de grandes do ramo, como a Bekum, que até o ano passado era considerada a segunda maior, mas que ficou fora da exposição.

    A Romi, que já havia adquirido a J.A.C., anunciou a compra da DigMotor e a entrada no mercado de sopro de PET. Tanto a Romi quanto a Pavan Zanetti, esta sim mais conhecida por suas sopradoras, mostraram-se otimistas com o potencial do mercado de embalagens de PET. A Kal Internacional, representante da norte-americana Jomar, também apresentou novo modelo para fabricação de frascos por injeção-sopro, o M-135. A nacional Pintarelli reformulou a linha para tornar-se mais competitiva nos nichos em que atua.

    O PET, consagrado no envase de refrigerantes e águas minerais, avança a passos largos nos segmentos de cosméticos, higiene

    Plástico Moderno, Sopradoras - Setor encolhe e fabricantes de máquinas convencionais apostam no mercado de PET

    Linha para PET comporta quatro cavidades por molde e sopra até 6 litros

    e limpeza e produtos alimentícios, entre outros, impulsionando o sopro de pré-formas e criando uma lacuna tecnológica para os médios e pequenos transformadores, que buscam alta produtividade em pequenas e médias escalas de produção. É nesse nicho que Pavan e Romi estão de olho.

    O primeiro passo da Romi para consolidar-se no mercado de sopro ocorreu com a compra da J.A.C., em janeiro de 2008. Um ano depois, adquiriu a empresa DigMotor, de São Carlos-SP, e iniciou a produção da linha de sopradoras para pré-formas de PET, apresentadas na Brasilplast. Os investimentos fazem parte da estratégia de crescimento da Romi que angariou no mercado financeiro R$ 230 milhões para aquisições em diversas áreas.

    Além de ampliar sua participação no Brasil, com a entrada em novos nichos, a Romi também prepara o seu processo de internacionalização, marcado pela aquisição da

    Plástico Moderno, Fabio Seabra, diretor da unidade de máquinas para plásticos, Sopradoras - Setor encolhe e fabricantes de máquinas convencionais apostam no mercado de PET

    Seabra realçou a excelente relação custo/benefício da nova máquina

    italiana Sandretto.

    De acordo com o diretor da unidade de máquinas para plásticos, Fabio Seabra, outras novidades são aguardadas, mas não revelou os mercados-alvo.

    A linha Romi PET é composta por cinco modelos para uma, duas e quatro cavidades de sopro e produção de embalagens de 1,5 a 6 litros. Na avaliação de Seabra, a estratégia agrega três benefícios imediatos para o mercado brasileiro: a fabricação seriada e em escala industrial; o controle de todo o processo de manufatura da sopradora, desde o fundido até o produto final; e a estrutura de assistência técnica e pós-venda da Romi. “O resultado é uma máquina de excelente custo/benefício”, afirmou.

    No estande, o modelo 230 produzia garrafas com capacidade para 1 litro de óleo comestível, com molde de uma cavidade. A capacidade estimada é de 2.500 garrafas/hora. “Trata-se de equipamento compacto em uma construção monobloco robusta e precisa, com alta produtividade, em processo 100% automático”, disse Seabra.

    Entre as demais características, o diretor cita ainda o baixo nível de ruído, a alimentação automática e o aquecimento por meio de lâmpadas com irradiação de luz infravermelha. “Nosso foco é disputar o pequeno e médio produtor, oferecendo-lhes a estrutura Romi de pré e pós-venda, com atendimento individualizado e diferenciais importantes, como o financiamento.”


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