Plástico

11 de março de 2012

Sopradoras – Fabricantes ampliam oferta de modelos de alto valor agregado

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Publicado por: Renata Pachione
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    Plástico, Sopradoras - Fabricantes ampliam oferta de modelos de alto valor agregado

    Após uma explosão de consumo entre o final de 2009 e todo o ano seguinte, o mercado de sopradoras convencionais recuou um pouco. Esse retrocesso, no entanto, limitou-se ao volume de vendas, e não respingou na tecnologia embutida

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    nos novos desenvolvimentos.

    Seria precoce e até leviano traçar um diagnóstico de 2012 com base neste primeiro trimestre. De momento, pode-se dizer que as vendas deram andamento às negociações do ano anterior, e se mantiveram sem grandes alterações.

    O que mudou foi a disposição do setor para absorver máquinas com maior valor agregado. A demanda das sopradoras elétricas começa a se configurar não mais com ares de promessa. O lançamento do primeiro modelo produzido no Brasil e o interesse de empresas estrangeiras em emplacar máquinas desse tipo por aqui corroboram um cenário favorável para o avanço efetivo dessa tecnologia.

    Não será mais por falta de produção local que os transformadores nacionais terão dificuldades no acesso às elétricas. Ainda neste semestre deverá sair da fábrica da Multipack Plas, localizada em Osasco-SP, uma sopradora made in Brasil. “Será um salto tecnológico no país”, atesta o diretor técnico Mauro Andraus. Não é exagero. Com esse lançamento, o país deverá se abrir definitivamente para a tecnologia, segundo expectativas da fabricante.

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    menos 15 sopradoras elétricas por ano no parque industrial brasileiro.

    A tendência é global. Na última feira K, exposição ícone para a indústria do plástico realizada na Alemanha, de acordo com Andraus, 70% das sopradoras apresentadas em 2010 eram elétricas. Ok, o Brasil segue uma toada própria, é bem verdade, mas a rota rumo a processos mais econômicos, limpos e precisos já está traçada. Por aqui, especialistas do setor apontam que só falta escala para seu custo se tornar mais competitivo. É uma questão de tempo para o sopro nacional se inserir nesse movimento mundial, garante o diretor.

    No quesito tecnológico, a ausência de óleo durante o processo é o primeiro apelo. Só por isso já geraria o interesse das indústrias de alimento e de fármacos. No entanto, é a economia energética o ponto primordial. A Multipack Plas não possui dados precisos acerca dos reais ganhos energéticos, mas estima uma redução de cerca de 25% de energia, na comparação de uma sopradora hidráulica com uma elétrica.

    O projeto da máquina, no entanto, envolve muitos outros pormenores. O modelo priorizará também layout mais arrojado, estrutura compacta e alto índice de robotização. No lançamento, o preço será em torno de 30% superior ao de uma hidráulica. No entanto, essa diferença tende a se diluir, com o esperado aumento do consumo, projeta o fabricante.

    Em suma, trata-se de uma tecnologia ainda considerada cara. A Pavan Zanetti, de Americana-SP, e a catarinense

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    Pintarelli Industrial demonstram cautela. Nenhuma das duas fabricantes de máquinas se rendeu a essa tecnologia, mas confirmam que estão atentas ao movimento. “Estamos em estudo”, se limita a dizer o diretor da Pintarelli Industrial, Carlos Alberto André Pintarelli. O mesmo caminho é percorrido pela Pavan Zanetti, a líder de mercado. Segundo Newton Zanetti, diretor da empresa, a resposta da indústria a essa nova exigência será introduzida aos poucos.


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      Um Comentário


      1. Acacio Jose Silva Araujo

        Gostaria de obter informações sobre sopradoras para bombonas de 5L, o preço e formas de pagamento.

        Grato,

        Acacio



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