Máquinas e Equipamentos

3 de junho de 2007

Sopradoras – Empolgados com a retomada dos negócios, os fabricantes exibiram equipamentos mais automatizados e produtivos

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Plástico Moderno, Sopradoras - Empolgados com a retomada dos negócios, os fabricantes exibiram equipamentos mais automatizados e produtivos

    Empresa nacional lança primeira sopradora elétrica

    Um evento para lá de proveitoso. Essa é a opinião unânime dos principais nomes do mercado de sopradoras sobre os resultados obtidos na Brasilplast. Ao participarem de feiras do gênero, os expositores sempre anseiam aproveitar a oportunidade para realizar contatos que no futuro resultem em vendas. A edição de 2007, no entanto, superou essa expectativa para alguns. Além de um relacionamento altamente satisfatório com os clientes, algumas fornecedoras dessas máquinas conseguiram fechar volume expressivo de negócios na própria feira. O fato não é comum, uma vez que a aquisição de equipamentos é uma operação complicada, envolve demoradas negociações e delicadas operações de financiamento.

    Um dos dados positivos da Brasilplast se deveu à significativa presença de visitantes com poder de decisão de compra. Na opinião dos entrevistados, tal fato ocorreu graças ao otimismo provocado pelo atual momento da economia. Todos creditam o clima positivo da exposição à expectativa de crescimento. Depois de amargar um período de retração de vendas, as empresas fornecedoras de sopradoras viram seus negócios reaquecerem a partir do último trimestre do ano passado. Nos primeiros meses de 2007, a procura continuou em alta quando comparada com o mesmo período do ano passado.

    Os visitantes puderam conhecer de perto vários lançamentos feitos pelos fabricantes nacionais. As novidades vão ao encontro da demanda do mercado por máquinas com maior capacidade de produção e elevada automação. As importadoras também marcaram presença, mostrando em seus estandes as armas que possuem para atrair os potenciais clientes.

    Entre os interessados em adquirir equipamentos, merecem destaque os representantes do setor de embalagens, beneficiados nos últimos meses pelo aquecimento do consumo – em especial os ligados aos setores de bebidas, higiene e limpeza, cosméticos e farmacêutico. Os compradores de máquinas para peças técnicas também compareceram em bom número, entre eles, profissionais da indústria de autopeças interessados em adequar suas linhas de produção ao ótimo momento pelo qual passam as montadoras.

    Vale lembrar que o mercado brasileiro de sopradoras pode ser dividido em três categorias: o nicho de máquinas mais simples e funcionais, dominado pelas empresas nacionais; o de elevada tecnologia e desempenho, onde se incluem muitos equipamentos voltados para o nicho de sopro do PET e que se concentra nas mãos dos importadores; e o de máquinas intermediárias, segmento cuja procura vem crescendo e onde se acirra a disputa dos fabricantes locais com os importadores.

    Plástico Moderno, Sopradoras - Empolgados com a retomada dos negócios, os fabricantes exibiram equipamentos mais automatizados e produtivos

    Zanetti aproveita o bom momento de vendas de PET

    Conversas e negócios – Entre os entrevistados, nenhuma dúvida: quem participou da Brasilplast não tem do que se queixar, entre eles, Newton Zanetti, diretor-comercial da Pavan Zanetti, localizada em Americana-SP, e que está completando quarenta anos em 2007. A empresa é a líder em unidades de máquinas vendidas no mercado brasileiro.

    O dirigente prefere manter em sigilo o número de equipamentos comercializados na feira, mas não esconde a satisfação com os resultados. “Esta edição foi melhor do que a de 2005.  Houve boas vendas e volume satisfatório de orçamentos e propostas”, afirma o diretor. Para Zanetti, o desafio da empresa agora é concretizar as negociações iniciadas no evento.

    A tarefa não pode ser considerada das mais fáceis, mas a perspectiva é otimista. “O mercado este ano está bem melhor do que o de 2006”, diz.

    Além de lançar novos modelos, a Pavan Zanetti aproveitou a ocasião para reforçar a divulgação das máquinas injetoras e sopradoras voltadas para o mercado de PET da chinesa Tederic Machinery, marca que passou a representar no Brasil há um ano. “O preço do PET está competitivo, faz com que a matéria-prima ganhe espaço no mercado de embalagens. A procura por esse tipo de máquina está muito boa”, revela.  A fabricante nacional já tem um protótipo pronto de equipamento para esse nicho de mercado. Mas o custo de produção do modelo no Brasil ainda não está competitivo, fato agravado pelo dólar desvalorizado. “Estamos esperando o momento certo para lançar nossa linha”, diz o dirigente, sem dar pistas sobre quando isso ocorrerá.

    Plástico Moderno, Cristiano Cava, gerente-comercial da JAC, Sopradoras - Empolgados com a retomada dos negócios, os fabricantes exibiram equipamentos mais automatizados e produtivos

    Cava celebra carteira cheia nos próximos quatro meses

    Uwe Margraf, diretor-geral da Bekum, multinacional alemã com fábrica na capital paulista e tradicional participante do segmento, também não fala sobre o número de máquinas vendidas durante a exposição, mas demonstra satisfação com os resultados. “A feira superou as nossas expectativas, foi a melhor dos últimos tempos. Além de boas negociações, conseguimos vender vários equipamentos, fechamos negócios de valores altos”, resume.

    A Bekum no Brasil atua de maneira forte como exportadora. A maioria das vendas feitas na exposição, porém, atendeu clientes brasileiros. “Esse ano houve número menor de visitantes estrangeiros”, revela Margraf. O fato é atribuído ao fortalecimento do real ocorrido nos últimos tempos, o que tem mudado o perfil de atuação da multinacional. “Há uns três anos, exportávamos 50% das máquinas fabricadas no Brasil, hoje esse número não chega a 30%”, informa. O aquecimento do mercado interno tem ajudado a compensar essa queda.

    “Nossas vendas estão estáveis”, resume.
    “O evento foi celebrado com muitos negócios concretizados e grande aceitação do público em relação a nossas máquinas e equipamentos.

    Além de fazermos novos contatos, reencontramos velhos amigos e clientes”, orgulha-se Cristiano Cava, gerente-comercial da JAC, também de Americana-SP. Conhecida fabricante de sopradoras, a JAC aproveitou a feira para oficializar sua entrada no mercado de injetoras.


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