Ferramentaria Moderna

1 de fevereiro de 2013

Sistema in mold closing avança na produção de tampas flip top

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Dispositivo IMC fecha tampas antes da extração

    Dispositivo IMC fecha tampas antes da extração

    Fabricar tampas de embalagem com fecho flip top não é tarefa simples. Não bastassem as dificuldades para injetar as peças, com design delicado e quase sempre em quantidades elevadas, outro desafio se apresenta para os transformadores. As tampas, injetadas abertas, precisam ser fechadas de forma rápida após serem produzidas.

    Existem duas maneiras usadas para realizar a operação. Os dois métodos são bastante conhecidos pelos transformadores. Um deles é fechar após a extração, de maneira manual ou por meio de um dispositivo de automação. O outro é antes da extração, por meio de um dispositivo pneumático acoplado ao molde conhecido como in mold closing (IMC).

    A cada dia, cresce o número de transformadores adeptos da segunda opção. Quem faz essa escolha alega retorno mais rápido dos investimentos. Não é fácil, no entanto, adquirir moldes com dispositivo IMC no mercado nacional. No Brasil são poucas as ferramentarias preparadas para projetar e construir moldes com IMC. Talvez dê para contá-las com a ajuda dos dedos de uma mão. Não raro, a saída é apelar para a importação.

    A demanda do mercado pode alterar esse quadro. De acordo com as empresas capacitadas, as vantagens proporcionadas pelo método vêm alterando o perfil das encomendas. “Há dez anos, quando começamos a fazer moldes com sistemas IMC, as encomendas eram raras. Hoje, metade dos pedidos para moldes de tampas com fecho flip top pedem a solução”, conta Wiland Tiergarten, diretor da Btomec, de Joinville-SC, ferramentaria com forte atuação no nicho de tampas.

    O diretor acredita na evolução da preferência. “Por aqui, a cultura do IMC ainda não está muito disseminada, mas as empresas de ponta estão criando tendência.” Ele acredita no crescimento do interesse nos próximos anos. “Acho que daqui a uns cinco anos, de 70% a 80% das encomendas vão adotar a solução”, aposta.

    Outra ferramentaria com especialização na tecnologia é a paulistana Moltec. Com atuação forte na área de embalagens e tampas, ela detém a tecnologia dos dispositivos IMC desde 2010. Profissionais da empresa comprovam o interesse crescente. “No ano passado, mais de 80% dos projetos que fizemos para moldes de tampas flip top tinham dispositivo IMC. A procura tem sido crescente”, revela o gerente técnico Bruno Chagas.

    Vantagens – O preço dos moldes com IMC não ajuda muito. A economia, no entanto, é muito importante para explicar a crescente preferência dos transformadores. “Essas matrizes custam mais do que as comuns. De acordo com o design das peças e o número de cavidades, o percentual de acréscimo pode variar”, diz Chagas. Ele calcula, na média, preço em torno de 10% mais caro do que os moldes normais.

    Em compensação, o transformador não precisa adquirir um dispositivo de automação para atuar de forma paralela à injetora. “Esses dispositivos custam mais do que esses 10% de variação do preço do molde. A diferença é compensadora”, afirma o gerente da Moltec. Em plantas industriais com espaço exíguo, a vantagem é maior. “A economia de espaço é importante em locais onde as máquinas já se encontram apertadas. Os dispositivos ocupam lugar razoável”, emenda.

    Em termos técnicos, outro benefício. O sistema IMC fecha as tampas antes da extração. Por isso, a operação é feita com as peças em maior temperatura. “Quando está mais quente, o plástico fica mais maleável e o resultado é melhor. As dobras ocorrem com maior naturalidade e não são verificadas tantas perdas como no caso das dobras feitas com as peças mais frias”, analisa. Essa característica também colabora com a limpeza das peças fabricadas. “Há menos tempo para a penetração de algum tipo de sujeira.” Por outro lado, o sistema IMC apresenta uma desvantagem. O tempo dos ciclos de injeção fica maior. Por ciclo, é acrescido, em média, de um a dois segundos. Isso prejudica as operações nas quais são necessários grandes volumes de produção.

    “Cada projeto é um projeto, existem muitos detalhes específicos em cada molde projetado”, ressalta Alan Migues Ayres, gerente comercial da Btomec. Conforme o caso, o dispositivo de fechamento pode ser acoplado dentro ou na parte externa dos moldes. Os dispositivos funcionam com acionamento pneumático. Eles operam por acionamento feito por meio de interface com o comando numérico das injetoras.

    Palavra de quem compra – A opinião dos transformadores sobre as vantagens do uso do IMC é insuspeita. As empresas com tecnologia de ponta defendem o uso do sistema na maioria das vezes. A For-Plas, de Araras-SP, está há quarenta anos no mercado. Com 55 injetoras, a empresa tem forte atuação no setor de alimentos. Atende empresas como Nestlé, Cia. Cacique, Cargill, Itambé, Pepsico, Nissin e Vigor, entre outras.

    De acordo com Naim Nagib El Bayeh, diretor presidente, a tecnologia é bastante utilizada pela empresa. Ele confirma que em relação aos dispositivos de automação, elas são mais econômicas e ocupam menor espaço. O dirigente, no entanto, faz algumas restrições à sua aplicação em determinadas ocasiões. “A redução da velocidade do ciclo atrapalha. Quando precisamos de muita produção ou conforme o design da lingueta a ser dobrada, usamos outras soluções”, conta.


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