Plástico

11 de novembro de 2011

Siresp – Riquezas do pré-sal norteiam produção futura de resinas

Mais artigos por »
Publicado por: Rui Chammas
+(reset)-
Compartilhe esta página

    Plástico Moderno, Rui Chammas, Diretor do Siresp, Siresp - Riquezas do pré-sal norteiam produção futura de resinasContar a história da petroquímica no Brasil nos últimos 40 anos é discorrer sobre o desenvolvimento acelerado de uma indústria que é essencial para a evolução de toda a economia brasileira. Em 1971, quando a revista Plástico Moderno nasceu para registrar os acontecimentos mais relevantes do setor, o Siresp já atuava, há dez anos, pelo fortalecimento e consolidação da indústria que representa com uma visão clara de cadeia produtiva.

    Nosso país e a economia brasileira nos últimos 40 anos se transformaram, superando a crise do petróleo, a inflação endêmica e os problemas da dívida externa, entre outros. Hoje vivemos um ambiente diferente: a estabilidade econômica e o posterior aumento do poder de compra das classes mais baixas da população criaram uma nova classe média que é a base de um crescimento que impacta diretamente na cadeia produtiva do plástico e traz para o setor novas demandas em volume e inovações. Esta demanda nem sempre é direta, pois se manifesta nos mais diversos setores, como de embalagem, construção civil, eletroeletrônica, medicina e transportes, entre outros, que contribuem para o aumento do consumo de plásticos no país.

    Além da demanda gerada pelo crescimento da classe média, houve uma mudança na exigência deste novo consumidor e a palavra “sustentabilidade” é uma boa definição da essência desta nova demanda.

    Acompanhar o crescimento da demanda é um dos papéis da indústria nacional e a expansão futura da oferta de resinas no país terá como pontos fundamentais a exploração do petróleo e do gás do pré-sal, que já ocorre, e o início das operações do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), marcado para a segunda metade desta década.

    A ideia de agregar valor aos insumos brasileiros sempre esteve na pauta de discussões da indústria com o intuito de elevar o patamar de competitividade da petroquímica nacional, por meio da ampliação da capacidade produtiva do setor e investimento em pesquisa e desenvolvimento. Além desta agregação de valor das matérias-primas, o foco da indústria é atuar em prol de toda a cadeia do plástico, apoiando-a nos aspectos de competitividade, crescimento, inovação e desenvolvimento de negócios. A indústria sabe que somente o desenvolvimento de uma cadeia forte poderá fazer com que a demanda do consumidor final seja atendida.

    Isto tudo sem deixar de lado o foco na contribuição socioambiental do plástico e a busca da sustentabilidade. A indústria trabalha em todas as dimensões da questão, desde o suprimento de suas matérias-primas até a aplicação final, que é determinante para a melhora da qualidade de vida das pessoas. O plástico é um produto presente em quase todos os setores da economia, desde a construção civil, passando pela engenharia de infraestrutura, bens de consumo semiduráveis, alta tecnologia e até na área de saúde, na qual ajuda a salvar vidas todos os dias.

    Demonstrando a sua vocação para a inovação, o setor também tem investido em novos produtos que coloquem em valor a potencialidade da biomassa brasileira, com a pesquisa e o desenvolvimento de polímeros à base de fontes renováveis, como é o caso da cana-de-açúcar. Estes avanços colocam nossa indústria no papel de uma das líderes globais da Química Verde. Com o fomento das pesquisas em tecnologia “verde”, o país será cada vez mais reconhecido internacionalmente como uma referência nesta área.

    Plástico Moderno, Siresp - Riquezas do pré-sal norteiam produção futura de resinas

    O Siresp compreende que uma das bases para o crescimento sustentável do setor é o investimento na qualificação contínua de seus colaboradores, com o intuito de melhorar processos e gerar inovação em toda a cadeia produtiva. Por outro lado, a entidade atua em plena sintonia com as demandas de sustentabilidade da sociedade, olhando para a qualidade de vida das pessoas e para as futuras gerações.

    Com esta visão, o Siresp confia que o país seguramente estará na vanguarda da petroquímica mundial nos próximos anos, seja pela ampliação de sua capacidade produtiva, seja por seu potencial de inovar, com novas tecnologias e aplicações para o plástico. Para isso, a entidade tem trabalhado fortemente com a cadeia produtiva do plástico para estruturar e desenvolver estratégias conjuntas para o desenvolvimento sustentável deste setor no país.



    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *