Máquinas e Equipamentos

5 de maio de 2015

Seca: Alternativas reduzem perdas de água usada para o resfriamento

Mais artigos por »
Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
+(reset)-
Compartilhe esta página
    Plástico Moderno, Torre FCH pode trabalhar com água de chuva em recirculação

    Torre FCH pode trabalhar com água de chuva em recirculação

    Plástico Moderno, Prado: chillers e dry coolers substituem torres perdulárias

    Prado: chillers e dry coolers substituem torres perdulárias

    Diz o ditado que quando todo o mundo está chorando, o bom empreendedor começa a vender lenços. A frase descreve muito bem a situação das empresas fabricantes de itens projetados para proporcionar redução no consumo de água. No caso da fabricação de peças plásticas, o maior problema ocorre durante o processo de resfriamento do líquido necessário para os vários processos de transformação. O uso de água é mais relevante quando se vale de torres de resfriamento, que proporcionam perdas significativas por evaporação. Surge uma oportunidade para os fabricantes de equipamentos voltados para essa operação, mas que funcionam em circuito fechado.

    “A tendência é de aumento de procura constante por equipamentos que proporcionam economia”, informa Ricardo Prado Santos, vice-presidente para a América do Sul da Piovan, multinacional fabricante de ampla linha de produtos auxiliares para a indústria. Para Santos, mesmo se houver arrefecimento da crise momentânea, daqui para o futuro não será mais possível desperdiçar água como se vinha fazendo. “Acho que o industrial vai passar por um período em que deverá fazer adequações nos seus processos e equipamentos, para conseguir redução importante de consumo”, prevê.

    Plástico Moderno, Hydro Cooler da Apema resfria água em circuito fechado

    Hydro Cooler da Apema resfria água em circuito fechado

    As principais soluções do gênero oferecidas pela Piovan aos clientes passam pela substituição das torres de refrigeração por modelos da linha Aryacool, formada por dry coolers, ou pela aplicação direta dos chillers da nova linha Easycool. “Com esses modelos o consumo cai a níveis baixíssimos ou, dependendo do caso, a zero”, disse.

    Hugo Matos, gerente comercial da Apema, empresa brasileira especializada em trocadores de calor há 50 anos no mercado, reforça a tese. “A procura e estudos de viabilidade econômica e payback para instalação deste equipamento tem aumentado com a crise da água e a possibilidade de racionamento”, comenta. Ele ressalta que as vendas, embora em crescimento, ainda não acompanham o crescimento das consultas. Isso apesar das reais possibilidades de racionamento.

    Para essa aplicação, a Apema oferece o sistema Hydro Cooler, projetado para realizar o resfriamento de água em circuito fechado. “Este equipamento possui a mais avançada tecnologia para conciliar o resfriamento e economia. A economia chega a 99% em relação a outros métodos”, define sem qualquer falsa modéstia. Para o gerente, a linha também proporciona economia de energia elétrica, além de estabilidade e precisão aos processos. Tem concepção modular, permite expansões nas fábricas em etapas. “É o único sistema de resfriamento de água industrial que atende completamente às normas da ISO 14000”, informou.

    Situação parecida vive a Körper, fundada em 1986 e atuante no mercado de sistemas de resfriamento de água industrial. “A Körper é o único fabricante do mercado que possui todas as opções de sistemas de resfriamento de água industrial em circuito fechado”, afirma Alejandro Catalán, gerente de aplicações especiais para plástico. O dimensionamento de cada sistema depende da aplicação para cada processo.

    Plástico Moderno, Catalán: clientes estão mais conscientes quanto ao consumo

    Catalán: clientes estão mais conscientes quanto ao consumo

    A série de dry coolers FCA possui sistema adiabático com recirculação de água. “Eles chegam a economizar 98% de água”, aponta. As séries de resfriadores FCR, FCQ e FCH podem trabalhar com o sistema de água de chuva coletada. “Elas proporcionam redução de consumo de 45% a 80%”, salienta. O gerente lembra que os sistemas também reduzem o uso de energia elétrica e manutenção, além de dispensar a necessidade de tratamento químico, outros vilões presentes nas fábricas.

    “A procura sempre existiu e hoje existe conscientização maior dos clientes,  que acarreta aumento da procura”, diz Catalán. Nem sempre as consultas resultam em vendas. O consumidor sempre compara os preços com outros tipos de processo e às vezes se assusta: o circuito fechado exige concepção bem mais complexa e custa mais caro. “Com a crise hídrica que já estamos sofrendo, não há outra saída senão reduzir o desperdício”, ressalta.



    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *