Máquinas e Equipamentos

27 de janeiro de 2014

Roscas e Cilindros: Indústria pode potencializar a rentabilidade das máquinas com adoção de conjuntos especiais

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Publicado por: Renata Pachione
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     Plástico Moderno, Roscas e Cilindros: Indústria pode potencializar a rentabilidade das máquinas com adoção de conjuntos especiais
    Em tempos de margens apertadas e instabilidade econômica, os industriais não podem errar e, por isso, a adequação dos projetos a cada tipo de aplicação se torna ainda mais imprescindível ao transformador. Complexos, os perfis e as geometrias das roscas exigem uma análise técnica criteriosa. Trata-se de um item que não pode ser negligenciado, afinal, do conjunto de plastificação dependem a qualidade do produto acabado e a rentabilidade da linha de produção.

    Universo particular – A diversidade de polímeros e de compostos empregados nos vários processos de transformação gera a necessidade de projetos específicos. Cada tipo de resina ou mistura exige um desenho de rosca próprio, de modo que permita o máximo rendimento da operação. Por este motivo, a possibilidade de processar com uma rosca universal não é aceita pelos fabricantes de máquinas, apesar de uma mesma peça ter condições de operar com mais de um material. O problema é que, segundo alguns especialistas, dessa forma, não se obtém a máxima eficiência de processamento. “Pode processar até três materiais, mas recomendamos que se utilize sempre uma rosca específica para cada material”, ratifica o diretor da Indústria de Máquinas Miotto, Enrico Miotto.

    A rosca universal ainda é muito utilizada pelos transformadores, porém com o passar dos anos deverá ser chutada para escanteio. “As exigências de mercado estão nos levando para roscas mais específicas com alto rendimento”, diagnosticou Luciano Miotto, diretor da LGMT Equipamentos Industriais. O tema é adverso.

    No entanto, quando o assunto são os novos caminhos adotados pelo setor, as definições são mais claras. Muitos apontam como tendência o aumento da demanda por roscas de barreira e com misturadores e por roscas bimetálicas, mais nobres e de alta resistência, para processar, por exemplo, PA, PP e PVC, com fibras de vidro e cargas minerais.

    Plástico Moderno, De Filippis aposta em projetos específicos para cada aplicação

    De Filippis aposta em projetos específicos para cada aplicação

    “A demanda por roscas especiais tende a crescer”, vislumbra Paolo De Filippis, diretor da Wortex. Esta previsão não é à toa. Os fabricantes de roscas e cilindros apontam: o mercado precisa melhorar a qualidade dos equipamentos, e este aprimoramento passa necessariamente pela aquisição de peças adequadas a cada projeto. Até porque, além de evitar prejuízos, um conjunto de plastificação bem projetado – leia-se, neste caso, com uma rosca específica ao material a ser processado – pode aumentar a produtividade das máquinas.

    Um exemplo da LGMT dá conta de que uma extrusora Ø 60 mm, operando com uma vazão de 50/60 kg/h, por meio de um sistema convencional, pode, se as roscas forem devidamente desenhadas para esta aplicação, dobrar esta produção. Vale destacar ainda que o sucesso do conjunto de plastificação está diretamente ligado ao aço utilizado e ao seu tratamento térmico e aos revestimentos, que são identificados após a análise da aplicação à qual o conjunto vai se submeter.

    Para Antonio Azevedo Alves, sócio-diretor da BY Engenharia, o mercado nacional absorve poucas inovações, no entanto, tem consumido mais roscas de barreira, o que representa um avanço qualitativo da demanda. “O transformador busca maiores produções e melhor qualidade da massa fundida”, comenta. Nos últimos anos, ele acompanhou o crescimento dos pedidos por produtos mais nobres e de alta resistência, sobretudo entre os clientes do mercado de injeção, no caso, a indústria automobilística. O caminho é esse mesmo. Segundo ele, a indústria tende a consolidar os conjuntos de alto desempenho e mais durabilidade por conta da ânsia do transformador de reduzir os custos operacionais e aumentar sua produtividade.

    Essa visão tem eco entre os fabricantes nacionais. “Com o passar do tempo, o transformador ficou mais exigente, solicitando geometrias e tratamentos que melhorassem a qualidade do produto transformado e, ao mesmo tempo, que alongassem a vida útil do conjunto de plastificação, principalmente quando se fala de materiais com cargas que são altamente abrasivas”, explica Luciano Miotto.

    Mas é notório, nem todos estão dispostos a pagar mais por uma rosca específica a cada tipo de material. Aliás, vale lembrar que o transformador brasileiro é muito sensível ao preço. Conforme comentam os fabricantes de equipamentos, muitas vezes, o cliente deixa de considerar o custo/benefício de uma peça, negligenciando a qualidade de sua aquisição, em prol de um preço mais baixo. Sendo assim, a indicação é um meio-termo: perfis de roscas adequados às famílias de materiais, e não a cada grade.


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