Máquinas e Equipamentos

26 de setembro de 2011

Roscas e cilindros – Escolha adequada das peças torna projetos mais rentáveis

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Publicado por: Rose de Moraes
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    Plástico Moderno, Roscas e cilindros - Escolha adequada das peças torna projetos mais rentáveis

    Instaladas no interior dos cilindros, as roscas friccionam, transportam, fundem e plastificam os polímeros, misturando as massas com alto rendimento e viscosidade uniforme, a fim de contribuir para a qualidade final dos produtos acabados. Descritas, assim, essas unidades de plastificação até parecem ser componentes triviais das máquinas. Na realidade, a complexidade dos perfis e geometrias e a importância de adequação de cada projeto de rosca e cilindro ao tipo de aplicação transformam esses itens num dos mais essenciais e críticos dos processos de fabricação de artefatos plásticos, responsáveis pela produtividade e pelas faixas de ganho do transformador, que podem variar da menor à mais alta rentabilidade.

    Na prática, portanto, segundo ensinam os fabricantes, se não forem corretamente projetados e fabricados com materiais e acabamentos específicos para as aplicações às quais se destinam, as roscas e os cilindros podem não só comprometer o rendimento das injetoras, extrusoras e sopradoras, como também oferecer dificuldades de toda a ordem para as indústrias, que serão percebidas ao se empregar, por exemplo, polímeros pouco viscosos, velocidades de plastificação inadequadas ou, ainda, quando a vazão dos voláteis é insuficiente e se torna um grande problema.

    Essas e outras situações podem levar os polímeros à degradação térmica ou à produção de peças finais tensionadas, quando não desgastam as roscas a ponto de destruí-las e impedir sua recuperação. Para evitar tais veredictos, todos esses complicadores devem estar previstos pelos projetos cuja função é preservar tanto a durabilidade desses componentes quanto a qualidade da plastificação.

    Plástico Moderno, Antonio Azevedo Alves,  Diretor da By Engenharia, Roscas e cilindros - Escolha adequada das peças torna projetos mais rentáveis

    Alves: alguns transformadores não valorizam os componentes

    A opinião de Antonio Azevedo Alves, diretor da By Engenharia, representante exclusiva das roscas fabricadas pela americana Xaloy Inc., traz à tona essa realidade. “As roscas e cilindros são fundamentais numa injetora, extrusora ou sopradora, mas, infelizmente, grande parcela dos processadores ainda não dispensa a devida atenção a esses componentes, e sequer consegue avaliar a dimensão do prejuízo que uma rosca com desgaste ou com projeto ultrapassado ou, ainda, fabricada com materiais construtivos inadequados pode acarretar ao transformador, fazendo-o perder muito dinheiro, pois esse conjunto faz toda a diferença e determina invariavelmente se a linha de produção será rentável ou não”, considerou o diretor.

    Com produções nos Estados Unidos desde 1929, sendo uma delas dedicada exclusivamente à fabricação de cilindros; outra focada na fabricação de roscas para injeção; uma terceira unidade para a produção de roscas para extrusão; além de uma quarta unidade em operação na Tailândia, a Xaloy é considerada a maior fabricante no segmento, fornecendo ao ano mais de oito mil roscas e mais de 15 mil cilindros para o mercado mundial, tendo conquistado maior notoriedade desde que inventou o processo bimetálico por centrifugação de cilindros em 1931, começando a embarcar os primeiros componentes dedicados à extrusão em 1938. Segundo lembrou Alves, a Xaloy também foi responsável pela invenção, há quase quatro décadas, da liga X-800, até hoje considerada referência mundial em durabilidade, e detém, atualmente, por volta de três dezenas de patentes de roscas.

    De acordo com a avaliação do diretor, as roscas convencionais são ainda muito utilizadas no país. Fabricadas com aço DIN 1.8550, e posteriormente nitretadas, e utilizadas para processar materiais virgens e sem cargas minerais, como PP, PE e PS, elas também costumam ser fabricadas com aço SAE 4140, revestidas no topo do filete com Stellite e com corpo cromado, adequando-se, nesses casos, ao processamento de materiais com baixa porcentagem de carga mineral, até 20%. Nos últimos anos, nota-se maior crescimento da demanda por roscas de barreira e com misturadores ao final e roscas bimetálicas mais nobres e de alta resistência, para processar PA, PP e PVC, com fibras de vidro e cargas minerais, entre outras fabricadas com ligas e revestimentos especiais, que oferecem maior desempenho e durabilidade a esses componentes tão essenciais às produções.

    Entre os itens comercializados pelo representante da Xaloy no mercado brasileiro estão as roscas de menor diâmetro, até50 mm, confeccionadas com aços-ferramentas sinterizados especiais, bem como as roscas com diâmetros superiores, acima de50 mm, fabricadas com aços especiais para nitretação (base Nitralloy) e com revestimento bimetálico (liga top quality X-830) de carbeto de tungstênio, que posteriormente irão receber nitretação iônica no corpo, para oferecer ainda maior resistência ao desgaste.

    Bimetalizar em toda a extensão – Segundo Alves, a experiência comprova que não adianta apenas preservar o topo dos filetes (canais) das roscas, e sim, preocupar-se com o corpo como um todo. “Para economizar, algumas empresas pedem o revestimento bimetálico somente na ponta, mas se tiverem de processar poliamidas com fibras, por exemplo, inevitavelmente terão de bimetalizar a rosca em toda a sua extensão”, ensinou o diretor.

    Uma das especialidades da Xaloy é confeccionar roscas cem por cento bimetálicas, totalmente revestidas com ligas nobres, conhecidas como roscas blindadas, principalmente para aplicações extremamente abrasivas, como processar materiais com muita carga mineral ou com fibras de vidro, em proporções acima de 50%, principalmente para a fabricação de peças e componentes para uso na indústria automobilística. Outra especialidade da empresa é fabricar roscas em Incomel, com revestimento X-830, para aplicações extremamente corrosivas, mas a By Engenharia também atende às encomendas de roscas com diâmetros a partir de 16 mm até 600 mm e em comprimentos que podem alcançar até oito metros – a mais longa até hoje comercializada pela empresa no Brasil é uma rosca com comprimento de seis metros, fornecida para máquina em operação no setor automotivo.


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