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Peças de volume elevado exigem tecnologia
José Paulo Sant’Anna
O antigo ditado popular garante: os grandes
perfumes estão nos pequenos frascos. No caso de moldes para sopro, o
ensinamento não está totalmente correto. Alguns frascos pequenos, por
apresentarem design diferenciado, são mesmo produzidos com ferramentas
dotadas com muita tecnologia. Mas as peças de grande porte, com volumes de
vinte a até mil litros, também apresentam dificuldades. Exigem igualmente
matrizes complexas.
Os fabricantes de tais moldes precisam ser especializados para participar
desse segmento de mercado. O raciocínio vale para dois nichos. Moldes para
peças com design mais simples, caso das bombonas, por exemplo, exigem
algumas características especiais. A tecnologia necessária é ainda maior
para peças técnicas, como os tanques de combustível utilizados pela
indústria automobilística, entre outras. Nesse caso, além de design
complexo, as peças requerem resistência, precisão de medidas e outras
particularidades que as fazem capazes de resistir a testes muito
rigorosos.
No Brasil, não são muitas as ferramentarias capacitadas a enfrentar tal
desafio. No segmento das peças técnicas, essas empresas podem ser contadas
com os dedos de apenas uma mão. No de aplicações mais simples, os dedos
das duas mãos talvez sejam suficientes. Essas empresas precisam ter
conhecimento para desempenhar com sucesso todas as etapas de fabricação,
do projeto à execução. Investir em equipamentos de usinagem capazes de
produzir peças de grande porte também é uma boa pedida. A alternativa é a
terceirização das etapas de usinagem.
Além de necessitar de know-how específico, esses fabricantes de matrizes
enfrentam outro problema, o de concorrer em mercado de pequeno porte. O
número de encomendas de ferramentas do gênero é muito inferior ao de
frascos de embalagens de menor porte, como os de produtos para higiene
pessoal ou alimentos. Além disso, os moldes, quase sempre instalados em
sopradoras usadas com exclusividade para a produção dessas peças, são
projetados para durar no mínimo uma década. O lado bom do negócio se
concentra no fato de serem moldes com maior valor agregado.
Para poucos – Profissional há muitos anos no ramo de ferramentarias,
Manoel Paiva identificou em 1996 a oportunidade de um bom negócio: abrir
uma empresa especializada em moldes para sopro técnico. “Não havia nenhuma
empresa com essa característica na América Latina”, justifica. Em janeiro
do ano seguinte nascia a Technical Blow Mould, ou TBM, como é conhecida a
empresa da qual se tornou diretor técnico.
Instalada em São Paulo, a TBM no início atuava no ramo de moldes para
fundição. Em 2000 adquiriu a primeira máquina de usinagem de aço CNC. Em
2003, produziu o primeiro molde nacional para tanques de combustível
soprados. Hoje, as encomendas feitas pela indústria
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automobilística dominam os pedidos, muitas vezes
voltados para mercados do exterior. O volume dos negócios depende
muito do número dos lançamentos de veículos no mercado.
No ano passado, com a crise econômica, foi rara a chegada de novos
modelos de automóveis no mercado. Esse ano, os pedidos estão mais
promissores. “Hoje estamos trabalhando em projetos para automóveis que
chegarão ao mercado em 2012”, diz Paiva. O número de encomendas por
ano não é alto. As montadoras fazem o possível para economizar. Muitas
vezes, por exemplo, aproveitam o mesmo molde de um tanque de
combustível para produzir peças para mais de um modelo de automóvel.
Por outro lado, a ferramentaria lucra com a sofisticação das
ferramentas. Elas têm custo bastante superior ao dos moldes comuns.
“Somos os únicos capazes de projetar e construir ferramentas para
tanques de combustível com parison coextrudado com seis camadas de
materiais”, orgulha-se. Vale uma explicação. Os tanques de várias
camadas são hoje os mais utilizados no primeiro mundo. Eles são
valorizados, em especial, pela propriedade de reter a emissão de gases
provenientes do combustível. Suas paredes usam polietileno virgem,
polietileno reciclado, adesivo, EVOH, adesivo e polietileno virgem.
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Cuca Jorge


Paiva: trabalho em projetos pra veículos a serem lançados em 2012 |
A TBM também produz matrizes para tanques com parisons de camada única de
polietileno e para os de polietileno preenchidos em equipamentos onde o
gás de flúor é aplicado no interior da peça na hora do sopro. De quebra,
projeta moldes para peças bem complexas, caso, por exemplo, dos dutos que
levam a gasolina da boca de preenchimento até os tanques, coifas, dutos de
ar, reservatórios de águas e outros. “Algumas peças exigem moldes ainda
mais sofisticados do que os dos tanques”, revela.
Não são poucos os cuidados necessários para desenvolver o projeto e a
construção de moldes para peças técnicas. Tudo começa na escolha das
matérias-primas. Em média, elas correspondem a 35% do preço do molde. Não
dá para economizar. O alumínio utilizado na maior parte das peças é
bastante sofisticado. Materiais do gênero são usados por empresas como
Boeing, Airbus e Embraer na fabricação de aviões. “Usamos apenas alumínios
importados, com certificados de qualidade químico e físico”, declara. Eles
precisam resistir, no mínimo, a uma pressão de 350 N/mm², além de
apresentar excelente condutividade térmica. Alguns componentes, como
agulhas de sopro, são fabricados em ligas de cobre e berílio.
Outro grande desafio é projetar o perímetro mais adequado da linha de
fechamento. É uma dificuldade pouco enfrentada pelos projetistas de
matrizes de frascos comuns, com geometria regular, nos quais o molde é
dividido em duas partes simétricas. “O design dessas peças é muito
irregular, precisamos calcular o perímetro de cada metade do molde caso a
caso”, diz Paiva. É muito comum o uso de gavetas e postiços, produzidos de
forma parecida com os de moldes de injeção. As gavetas, quase sempre, são
acionadas por conjuntos hidráulicos montados na ferramenta.
O sistema de refrigeração é sofisticado. Os diâmetros dos canais por onde
passa a água precisam ter tamanho adequado para esfriar as peças o mais
rápido possível, a fim de dar maior rapidez aos ciclos de sopro. Pelo
mesmo motivo, esses canais devem ser usinados o mais próximo possível das
paredes das peças a serem sopradas. “Alguns moldes chegam a ter oito zonas
de refrigeração”, explica.
Tanques à parte, peças técnicas como alguns itens soprados presentes nos
automóveis exigem sofisticação ainda maior das ferramentas. São os casos
dos dutos responsáveis pelo transporte do combustível da bomba de gasolina
aos tanques. O design desses dutos exige a adequação do parison às
cavidades dos moldes antes da operação de sopro. Essa formatação é feita
com a ajuda de sistemas hidráulicos. “Entregamos o molde totalmente
equipado”, diz.
De acordo com Paiva, os projetos de moldes sempre seguem as exigentes
especificações dos clientes. “Cada montadora tem suas normas próprias”,
revela. Para o projeto ser aprovado, as peças resultantes precisam passar
por rigorosos testes de controle de qualidade.
Especialista – A paulistana Manymold nasceu em 1995 como
ferramentaria de moldes para sopro de todos os tamanhos. A partir de 2003,
passou a se especializar em matrizes de maior porte. “Essa tendência
começou quando passamos a atender encomendas de ferramentas para a
fabricação de placas para conjuntos de geradores de energia solar”, conta
o diretor-industrial Emanuel Zanichelli.
Hoje a Manymold está pronta para produzir moldes de peças com volume de
até mil litros, embora ainda não tenha tido nenhuma encomenda desse porte.
O maior já fabricado pela ferramentaria foi para peças com 395 litros de
volume. Nos últimos anos, 80% das encomendas foram dos fabricantes de
bombonas e o melhor cliente tem sido o segmento agrotécnico.
“Também atendemos a pedidos de peças técnicas, como dutos de ar de
automóveis e frascos de xampu com sistemas de fechamento diferenciados”,
ressalta o diretor-industrial. A fim de aprimorar seus serviços, a empresa
mantém há três anos um acordo de cooperação tecnológica com ferramentarias
alemãs, além de participar com frequência de feiras internacionais.
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Zanichelli se mostra satisfeito com o atual momento do
mercado. “O ano começou bastante aquecido. Estamos esperando um
crescimento de faturamento da ordem de 33% em 2010”, informa. Por
conta do aumento de encomendas, a empresa está investindo na compra de
três fresadoras e um torno. Todos os equipamentos são equipados com
comando numérico computadorizado (CNC).
Os moldes de sopro para peças convencionais com volume igual ou
superior a vinte litros, caso das bombonas, também têm seus segredos.
Um dos atributos indispensáveis é a robustez. Esses moldes ficam
instalados em sopradoras dedicadas à operação durante anos e precisam
ser resistentes. “Eles atuam 24 horas por dia, seis vezes por semana.”
Por isso, uma das prioridades é a escolha de matérias-primas
sofisticadas. “O alumínio utilizado para construir o molde é de
primeira qualidade”, afirma. |
Cuca Jorge

Zanichelli: mercado aquecido e expectativa de 30% de crescimento |
Os processos de usinagem dos componentes dos moldes precisam ser feitos em
máquinas informatizadas e precisas. O sistema de refrigeração é projetado
com cuidado. Nos moldes maiores, é comum a Manymold utilizar a tecnologia
“colling buster”, um dos legados do acordo de tecnologia que mantém com
ferramentarias alemãs. “O sistema prevê a instalação de chicanes que
provocam turbilhão na água, aumentando em até 30% a eficiência do sistema
de refrigeração”, explica. O método também pode ser utilizado em moldes
menores, caso haja interesse dos clientes.
Zanichelli também dá alguns “pitacos” em relação à construção de moldes
para peças técnicas. A necessidade de utilização de matérias-primas de
qualidade é reforçada. “O projeto do molde precisa ser pensado com muita
engenharia, requer dedicação total dos profissionais envolvidos”, diz. A
exigência de encontrar uma linha de fechamento eficiente e a refrigeração
adequada, conforme o caso com a utilização da técnica colling buster, são
outros atributos recomendáveis. “O ajuste fino na bancada é necessário. A
maior precisão das medidas das peças é necessária para evitar o surgimento
de rebarbas na operação de fechamento do molde”, acrescenta.
A elevada durabilidade esperada para os moldes também se reflete nas
operações de manutenção. “Esses moldes precisam durar a vida inteira. Algo
em torno de dez anos, o tempo normalmente previsto para a produção de uma
peça”, declara. Para isso, o diretor-industrial recomenda, após um ano de
uso, a limpeza das peças e do circuito de refrigeração. No segundo ano, a
substituição de colunas e buchas e o acerto do encontro da cavidade, além
dos processos de limpeza recomendados na primeira revisão. A manutenção
deve continuar a ser feita de maneira cuidadosa a partir do segundo ano,
enquanto a ferramenta for utilizada.
Para os moldes de peças superiores a 20 litros, a Manymold também fornece
para clientes os acessórios instalados nas sopradoras durante a execução
dos ciclos. São os casos de bocais, pinos de sopro, pinos esticadores e
outros. “Oferecemos o ‘enxoval’ completo”, brinca Zanichelli.
Fornecedores – Existem ferramentarias cujo mercado principal é o de
frascos menores, mas que também atuam como fabricantes de matrizes para
peças de maior volume. É o caso da Packmold, localizada na capital
paulista. Com 52 funcionários, a empresa calcula já ter fabricado em torno
de sete mil moldes. Entre eles, alguns dirigidos ao mercado de dimensões
avantajadas. “Trabalhamos muito com embalagens de cosméticos e produtos
alimentícios. De vez em quando atendemos alguma encomenda de moldes para
bombonas”, revela o diretor-industrial Laércio Martins dos Santos.
Para o dirigente, esse mercado é restrito e há anos não se altera. Seus
clientes são fabricantes de bombonas utilizadas como embalagens de
produtos químicos e agrotécnicos. Um mercado, em particular, vem
crescendo: o de garrafas de água mineral de vinte litros. Não chega a ser
um molde grande, mas proporciona bons negócios para a ferramentaria.
“Muitos falam que fazem moldes grandes, mas poucos realmente conseguem. Há
uns dez anos existem umas três ou quatro ferramentarias e uns quinze
transformadores que atuam no segmento”, estima. Quando o assunto é
bombonas, suas encomendas se encontram quase sempre na casa das de cinco a
cinquenta litros. É comum ele fazer matrizes com postiços, que podem ter
tamanhos adaptados. Uma matriz, por exemplo, pode produzir peças de 20
litros, 25 ou 30 litros, de acordo como ela é montada.
“Podemos fazer moldes de cem ou duzentos litros. Para os maiores, no
entanto, é muito difícil competir com os asiáticos”, diz Santos. Ele se
lembra de um cliente para o qual fez um orçamento de ferramenta para
bombonas de 200 litros. “O preço que ele conseguiu no exterior não cobria
o custo da matéria-prima por aqui”, diz.
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Para Santos, a duração dos moldes é um dos motivos do
pequeno número de encomendas. “Estou no mercado desde 1983 e alguns
moldes daquela época estão em funcionamento até hoje”, diz. Por isso,
a robustez do molde é uma exigência dos clientes. “Precisamos utilizar
materiais de qualidade”, diz. O bom projeto é fundamental. “O segredo
está em obter uma boa refrigeração”, ressalta. Ele faz segredo sobre
os atributos necessários para a boa refrigeração. “Isso não posso
falar”, resume. |
Cuca Jorge

Santos: número de pedidos de ferramentas para frascos de grande volume
é pequeno |
Situação parecida vive a Vath Moldes, localizada em Indaiatuba-SP. Com
cinco anos no mercado e vinte funcionários, a empresa é especializada em
matrizes para sopro. “Atendemos algumas encomendas até cinquenta litros,
fazemos um ou dois desses moldes por ano”, informa o diretor Idevalte
Nascimento. Acima desse tamanho, a empresa quase não recebe encomendas.
Nascimento repete o discurso. Trata-se de um mercado no qual a produção de
peças é pequena. Em muitos casos, como os dos frascos de vinte litros para
água mineral, as embalagens são retornáveis.
Em termos técnicos, as mesmas dificuldades. O diretor ressalta a
necessidade do uso de matérias-primas de qualidade. “O alumínio é
importado e seu preço é alto”, reclama. Para ele, essa dificuldade gera um
problema: no caso dos moldes maiores, a rentabilidade das ferramentarias é
pequena. Bons projetos de refrigeração são obrigatórios, para diminuir
ciclos. É preciso tomar cuidado durante a execução do projeto para reduzir
o problema do surgimento de rebarbas. “Alguns moldes exigem gavetas”,
acrescenta.
Quem é o maior,
tem que ser o melhor.
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Poucos transformadores
participam do mercado |
Para os transformadores, a produção de peças
sopradas de grande porte representa um mercado interessante. Ele apresenta
melhor retorno para os fabricantes de peças técnicas, com maior valor
agregado. As empresas especializadas em bombonas reclamam da falta de
rentabilidade, resultante da elevada carga tributária e dos preços do
polietileno, matéria-prima mais usada na operação.
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A Unipac, ligada ao grupo Jacto, formado por empresas
de vários segmentos, entre eles ferramentaria, é uma das maiores
empresas de transformação de plástico do Brasil. Atua com
oitoprocessos em seu parque fabril: sopro, injeção, injeção de espuma
estrutural, extrusão, termoformagem, rotomoldagem, borracha e
cerâmica. Com trinta anos, conta com cerca de mil funcionários e 125
máquinas de transformação de plástico, instaladas em quatro unidades
fabris no estado de São Paulo, duas delas em sedes de seus clientes.
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Divulgação

Tanque de combustível de 600 litros, da
Unipac |
O sopro de peças de grande porte é um dos segmentos atendidos pela
empresa. Ela produz, por exemplo, bombonas de até cinquenta litros, usadas
como embalagens, e peças técnicas. A empresa é pioneira no Brasil no
desenvolvimento e fabricação de tanques plásticos para caminhões e ônibus.
Fornece tanques com capacidade de cem a seiscentos litros, adequados para
o uso de diesel ou biodiesel B5, para algumas das principais montadoras
instaladas no Brasil e para o mercado de reposição.
De acordo com Cláudio Girardi, gerente de engenharia de aplicação, os
itens fabricados na Unipac são desenvolvidos desde os conceitos iniciais
do projeto até a conclusão dos testes
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homologatórios. Para Girardi, entre as principais
vantagens dos tanques plásticos se encontram a resistência à corrosão
e a durabilidade equivalente à vida útil média dos caminhões ou dos
ônibus, algo em torno de dez a quinze anos.
A produção das peças maiores exige da Unipac uma estrutura adequada.
Para a produção do tanque de seiscentos litros, por exemplo, a empresa
adquiriu uma sopradora, de origem alemã, capaz de soprar tanques de
até mil litros. Equipamentos à parte, a empresa mantém um departamento
de desenvolvimento de novos produtos, processos e materiais, formado
por uma diretoria específica, engenheiros e profissionais voltados
para acompanhar as tendências nacionais e internacionais.
Produção dedicada – Criar uma empresa especializada na
fabricação de bombonas. Há sete anos, esse foi o objetivo de Carlos
Guimarães Hespanhol ao investir no surgimento da Legal Embalagens. Com
vinte anos de experiência nesse mercado, o empresário começou
investindo na aquisição de duas sopradoras, voltadas para o sopro de
peças de cinco litros.
Hoje, ele conta com doze sopradoras em funcionamento e produz bombonas
de até 50 litros. Acaba de adquirir de um fabricante de Taiwan sua
décima-terceira máquina, na qual passará a produzir embalagens de 200
litros ainda este ano. O molde a ser usado no novo equipamento também
foi adquirido no país asiático. Os principais clientes da empresa são
dos segmentos químico, petroquímico, alimentício e de lubrificantes.
Além do parque industrial, a empresa conta |
Cuca Jorge



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Etapas da operação de sopro de uma
bombona de cinquenta litros na fábrica da Legal Embalagens |
com laboratório para realizar os testes exigidos pelo mercado. Eles são
regidos pelas normas 420 ANTT. Em tempo: hoje a empresa também trabalha na
montagem de tambores de aço.
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Apesar do crescimento verificado desde o início da
operação, Hespanhol se queixa do mercado de embalagens de maior porte.
“Nós trabalhamos com margens de rentabilidade muito ruins”, reclama.
Um dos motivos é a carga tributária. “É uma injustiça, todos os outros
fabricantes de embalagens pagam IPI de 5%, nós pagamos 15%”, informa.
Outra dificuldade se encontra no custo do polietileno, matéria-prima
usada nas peças. “Não podemos reparar o nosso preço com a mesma
facilidade com que sobe o preço do polietileno. Há um monopólio no
fornecimento desta commodity”, dispara. O PE chega a representar 60%
do custo da embalagem.
Perguntado por que continua a investir apesar das dificuldades, o
empresário diz ser necessário. “É preciso ampliar nossa linha para nos
mantermos competitivos no mercado.” A |
Cuca Jorge

Hespanhol: trabalho com bombonas apresenta baixa taxa de rentabilidade |
concorrência é pequena, mas cada vez mais qualificada. Nos últimos anos,
quase todas as poucas empresas nacionais do ramo foram adquiridas por
grupos multinacionais.
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