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Fabricantes derrubam os mitos e esmiúçam
os prós e contras da tecnologia
Maria Aparecida de Sino Reto
O conceito de injeção elétrica expressa uma
tendência global sem volta, isso é fato. Até os europeus, os mais
conservadores dos mercados, se renderam aos equipamentos acionados por
servomotores. Atualmente, diversos fabricantes tradicionais desses países
ofertam modelos do gênero. Entre outros atributos, o projeto diferenciado,
a altíssima precisão e a operação silenciosa empolgam e convidam os
brasileiros a embarcar nessa onda mundial com cardápio reforçado de marcas
e procedência: americanas, europeias, asiáticas e, claro, brasileira.
As injetoras elétricas embutem um pacote de benefícios, isso é outro fato.
Alguns desses ganhos, porém, merecem uma análise mais acurada. A fim de
que justiça seja feita às máquinas hidráulicas e híbridas (resultado da
combinação de eixos hidráulicos e elétricos) de ponta, é com elas que os
fabricantes confrontam os modelos elétricos e, não com as gerações mais
antigas. E é bom ressaltar: a maioria produz todas as três opções
tecnológicas.
Autodesligamento – Por conceito, as máquinas elétricas são
realmente mais eficientes no quesito consumo de energia. Como? Simples
assim: durante a moldagem, seus motores só funcionam
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quando necessário. “A máquina hidráulica tem sempre um
motor e uma bomba hidráulica em funcionamento, mesmo em stand by. As
elétricas têm servomotores independentes, que somente são acionados
para cada movimento desejado da máquina”, explica o presidente da
KraussMaffei do Brasil, Renato Benatti.
O sistema hidráulico sofre diversas transformações de energia, o que
gera muita perda e o torna ineficiente nesse quesito, segundo relata
Hercules Piazzo, gerente-comercial da Milacron Brasil. “Uma injetora
totalmente elétrica transforma energia elétrica em mecânica
(movimento), igual a somente uma transformação de energia.” |
Cuca Jorge

Benatti revela intenção de investir mais nas elétricas |
Na injetora elétrica, cada cilindro correspondente na hidráulica é
substituído por um servomotor. “Um fio de potência e comando vai do painel
da máquina até esse motor e a energia elétrica é transformada em mecânica,
eliminando perdas intermediárias”, complementa Hermes Lago, diretor de
comercialização de máquinas da Romi. No caso das híbridas, que possuem
alguns acionamentos elétricos, também há economia, porém em menor escala.
A evolução tecnológica tem privilegiado a concepção de injetoras (todas as
variedades) mais econômicas no consumo de energia, então tanto maior será
o ganho com as máquinas elétricas quanto mais antigos forem os modelos
hidráulicos substituídos. “A economia de energia é polêmica por causa da
comparação entre máquinas hidráulicas de baixa performance utilizando
bomba fixa e máquinas 100% elétricas”, pondera Benatti.
Ainda, a vantagem energética será mais percebida em uma indústria quanto
maior for o número em operação de injetoras acionadas por servomotores.
Mesmo assim, alguns fabricantes desses equipamentos admitem que a demanda
energética na fábrica dificilmente cairá à metade pela simples troca das
injetoras convencionais antigas por modelos elétricos, ainda que o
transformador seja ousado a ponto de substituir todas elas.
Na visão de Marcos Cardenal, engenheiro de vendas da Battenfeld do Brasil;
do diretor da Arburg, Kai Wender; e de Benatti – todos fabricantes de
modelos hidráulicos e elétricos –, o cálculo da economia de energia
proporcionada pelas máquinas elétricas vai além da simples comparação
entre esses equipamentos e os convencionais. A redução de energia elétrica
só alcança da ordem de 50%, considerando-se a operação do motor. “No caso
da Battenfeld, essa economia gira em torno de 40%”, admite Cardenal.
Para pesar a economia real com energia, o transformador deve considerar,
além das injetoras, todo o seu processo produtivo, que envolve diversas
demandas de energia (às vezes muita), como uma câmara quente, ou sistemas
de esfriamento do molde, entre outros.
“Por conceito, a máquina elétrica é mais eficiente no consumo de energia,
mas, ao olharmos a fábrica como um todo, o processo e os acessórios, esse
consumo deve ser considerado”, concorda Wender.
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Nesse contexto e comparando máquinas elétricas com
hidráulicas de última geração, Cardenal estima que o transformador
economize em torno de 20% de energia ao optar pelas primeiras.
O gerente da Milacron refuta as declarações anteriores e garante com
todas as letras que ao optar pelas injetoras totalmente elétricas da
marca o transformador economizará no mínimo 60% (contra máquinas
antigas) e até 85% (na comparação com máquinas hidráulicas ou híbridas
novas) de energia elétrica.
Um cliente seu brasileiro efetuou um comparativo entre a primeira
injetora Milacron adquirida (uma Roboshot S2000iB, de 350 t de força
de fechamento) e um |
Cuca Jorge

Piazzo assegura redução mínima de 60% no consumo energético |
equipamento hidráulico, com dosagem elétrica, de mesma tonelagem (molde e
ciclo idem). Enquanto a elétrica necessitou de 33 kW/h, a outra exigiu 84
kW/h. Consideradas 600 horas de operação no mês (25 dias x 24 horas), o
usuário constatou redução de 60,71% no consumo de energia elétrica. A um
custo de R$ 0,28 o kW/h, o transformador poupou no ano o equivalente a R$
102.816,00, só com a energia da máquina. “O cliente que realizou esse
estudo hoje possui vinte máquinas Milacron totalmente elétricas”, disse
Piazzo.
Afinado com ele, o diretor da Romi estima que a redução de consumo pode
chegar até 80% em relação às injetoras convencionais, economia aferida por
quilo de material transformado, na comparação com as hidráulicas. “No
futuro, a eficiência de um processo de transformação também será medida
por kW/kg de material transformado e a solução será optar pelas máquinas
elétricas”, acredita.
Apelo ecológico – Em tempos de maior preocupação com processos
limpos, as injetoras elétricas ganharam um status de “amigas” do meio
ambiente, pois seus acionamentos elétricos dispensam o óleo hidráulico.
Alguns acham essa limpeza discutível porque, independentemente da marca,
todas as injetoras precisam de lubrificação em seus sistemas de
fechamento, feita com óleo ou graxa. “Encontramos no mercado máquinas 100%
elétricas mais ‘sujas’, devido à graxa na unidade de fechamento,
comparadas às nossas hidráulicas”, diz Benatti. Para contornar o problema,
alguns fabricantes desenvolveram projetos nos quais essa lubrificação é
feita em circuito fechado, enquanto outros optam pelo uso de substâncias
especiais.
O diretor da Romi também lembra que a maioria das máquinas elétricas
embute uma pequena central hidráulica para algumas funções do ciclo, como
encosto do bico, ou para acionamentos de machos hidráulicos – quando o
molde os possui –, o que é comum. “Este óleo chega a 1/6 do óleo usado em
uma máquina totalmente hidráulica”, estima. Mas ele considera a tecnologia
muito mais limpa que as convencionais, e apropriada até mesmo para
processos em salas ultralimpas.
Também a correia dentada, empregada nos eixos de certos modelos de
injetoras elétricas, pesa contra a propalada limpeza da tecnologia, pois
seu desgaste gera pó, segundo apontam alguns fabricantes. Caso a máquina
ainda seja equipada com motores refrigerados a ar, alegam o risco de
contaminação do ambiente, pela emissão desse pó. “Pode ser mais poluente
que máquinas hidráulicas, se considerarmos uma sala limpa”, atiça Wender.
A mesma correia também acalora discussões em torno da alardeada operação
silenciosa das máquinas elétricas. “Muitos movimentos com servomotores e
transmissão por correia são mais ruidosos quando comparadas às bombas
hidráulicas de vazão variável acondicionadas nas casas das máquinas
injetoras hidráulicas”, opõe o presidente da KraussMaffei.
O gerente-comercial da Milacron contesta a poluição gerada pela correia,
ao menos nos equipamentos da marca. “Nossas correias são produzidas com um
composto que inclui Kevlar (marca da DuPont para sua fibra de aramida), o
que proporciona uma vida útil na casa dos oito anos para as correias
dentadas e elimina a possibilidade de geração de pó”, assegura.
Extrema precisão – Para esse atributo a unanimidade prevalece. Os
especialistas explicam que os servomotores são os responsáveis pela
excelente precisão na moldagem das injetoras elétricas. “Com o acionamento
servo assistido, a precisão na injeção é muito superior ao controle
hidráulico”, comenta Benatti.
A exatidão das máquinas elétricas é quase imbatível. Quase, porque
Cardenal aponta um pequeno senão: o anel de bloqueio. Segundo ele, esse
componente, por ser mecânico, compromete a precisão de peças moldadas em
qualquer injetora elétrica, porque todas o possuem. “Uma injetora elétrica
usa o mesmo anel de bloqueio que uma hidráulica de última geração com
servoválvulas, então a precisão entre as duas tecnologias é muito
similar”, infere.
O gerente-geral da Demag Ergotech Brasil, Chistoph Rieker, concorda com
Cardenal que a precisão das hidráulicas modernas se aproxima da das
elétricas, mas reputa que as primeiras operam com certa inércia,
inexistente nos modelos servomotorizados, que, por isso, conseguem injetar
sempre volumes idênticos. Ponto para as elétricas.
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Segundo o gerente-geral, as máquinas da Sumitomo (a
empresa japonesa comprou a Demag, da Alemanha, há dois anos) oferecem
um plus: os equipamentos saem da fábrica com recurso de autorregulagem
de ciclo em ciclo quanto à tonelagem relativa à peça que está sendo
moldada. “Quando preenche o molde, como o servomotor é |
Divulgação

Injetora acopla o servomotor diretamente nas unidades |
diretamente acoplado no eixo, a máquina mede a força necessária de
contrapressão e no próximo fechamento coloca apenas aquela força
necessária para fabricar a peça.” Esse recurso, diz, evita desgaste
desnecessário de molde e da própria máquina, que só irá operar com a força
de fechamento estabelecida para aquela determinada peça.
Piazzo também recorre à inexistência da inércia nas máquinas elétricas
para justificar a precisão de mais ou menos 0,01 mm em todos os
movimentos, independentemente da velocidade programada da injetora. “Se
programarmos a posição final de abertura de molde para que um robô retire
uma peça ou coloque um label no molde em 500 mm, a máquina irá parar na
posição 500 mm com precisão de mais ou menos 0,01 mm, mesmo que esta seja
programada com sua máxima velocidade de abertura. Isto se aplica a todos
os movimentos: injeção, extração, abertura, fechamento e dosagem”,
exemplifica.
No caso específico da marca, as injetoras possuem um CNC controlando todos
os servomotores; e estes, encoders ópticos que leem a posição da máquina.
Piazzo explica que a cada 360º que o eixo de um servomotor gira, este é
dividido em 60 mil pulsos, lidos pelo encoder óptico. O CNC da máquina
comuta os mm digitados no painel de comando em pulsos e envia essa
informação ao servomotor. A transmissão de informações entre o comando e
os servos acontece por meio de fibra óptica, com respostas quase
imediatas.
Além da alta precisão, o ciclo rápido constitui outro atributo das
máquinas elétricas, concebido pela simultaneidade de movimentos,
proporcionada pela existência de um servomotor em cada operação. Assim, a
injetora pode dosar ao mesmo tempo em que o molde se abre e ejeta a peça
pronta. De qualquer modo vale ressaltar que a produtividade depende de um
conjunto de fatores, como o molde, entre outros, que precisa acompanhar o
ciclo produtivo.
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Mesmo beneficiada por uma produtividade maior, há
controvérsias quanto à utilização da tecnologia em injeção de parede
fina, que exige alta velocidade. Na opinião de Benatti, as elétricas
são contraindicadas nesses casos porque não ultrapassam 500 mm/s,
enquanto algumas aplicações, com paredes entre 0,2 e 0,3 mm, exigem
2.000 mm/s.
Com concepção semelhante, Kai Wender, da Arburg, sugere o uso de
equipamentos híbridos nessas aplicações, pelas exigências de altíssima
velocidade e pressão elevada. “Com servomotores na dosagem, essas
injetoras |
Cuca Jorge

Wender contraindica as elétricas nos processos de parede fina |
proporcionam economia de energia e movimento simultâneo, enquanto o
acumulador hidráulico na injeção gera maior potência”, justifica o
diretor.
Cardenal assina em baixo. Para ele, a tecnologia híbrida suporta melhor
essa condição de processo. “É forte em escalas de alta produção e deve
reinar em sistemas de volumes elevados”, prevê.
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Por conta da relação custo/benefício, o gerente-geral
da Demag indica suas máquinas elétricas para ciclos produtivos acima
de 8 a 12 segundos (dependendo da peça), pois, abaixo disso considera
que a redução de custo obtida pelo ganho energético deixa de ser tão
representativa, já que o investimento nessa tecnologia é maior.
O gerente da Milacron rebate todos eles, justificando que as injetoras
da marca alcançam velocidade de injeção de até 1.000 mm/s e atendem
sem problemas aplicações de parede fina. “A aceleração de zero à
velocidade máxima é de 25 milissegundos, permitindo facilmente o
preenchimento de cavidades com 0,13 mm de espessura em policarbonato,
material de alta viscosidade e difícil preenchimento”, exemplifica. |
Cuca Jorge

Cardenal prevê domínio dessas injetoras nas produções técnicas |
Em fase de crescimento – A variedade tecnológica (injeção elétrica,
hidráulica, híbrida) já impõe ao transformador dificuldades para saber
qual representa a melhor opção perante suas necessidades. Decidida a
tecnologia, recomeçam as dúvidas, calcadas nas várias particularidades
associadas a cada fabricante: japoneses, americanos, europeus ou
brasileiros.
Descendente de japoneses, naturalmente essa tecnologia tem maior aceitação
(produção e demanda) entre eles e em medida semelhante entre os
norte-americanos, de perfil mais propício a novidades tecnológicas. Os
europeus, além de protecionistas e conservadores, carregam uma bagagem
enorme de conhecimento na hidráulica, muito sofisticada nos países da
região. Não à toa, os processos mais complexos na Europa privilegiam as
opções híbridas e hidráulicas.
Os transformadores europeus convivem com maior frequência com movimentos
secundários (como machos), rotativos e outros nos quais a hidráulica
supera outras opções pela sua versatilidade em operar com eixos
secundários. “As máquinas elétricas perdem quando aumenta a complexidade
das operações”, constata Wender.
Ainda que não plenamente, os europeus se dobraram às injetoras movidas a
servomotores e investem no aprimoramento de seus modelos. Dados informais
mencionados pelo diretor da Romi comprovam essa evolução: as injetoras
elétricas representam entre 30% e 40% das máquinas novas comercializadas
na Europa – há três anos esse percentual não ultrapassava 10%. No Japão o
índice alcança 80% e nos Estados Unidos, 50%.
Fornecedores de todas as nacionalidades comemoram a maior procura pela
tecnologia no mercado europeu e também no brasileiro. De acordo com os
especialistas, a demanda atual continua privilegiando máquinas de porte
inferior a 300 t, por questões de custo: são mais competitivas. E a rápida
aceitação desses modelos aponta para uma tendência de superação das
hidráulicas nos próximos anos. “Em três ou quatro anos, devem ser as mais
vendidas no mercado brasileiro para os segmentos técnicos”, prevê Cardenal.
Essa onda repete uma tendência europeia, que, na opinião de Rieker, terá
as elétricas suplantando a demanda das hidráulicas até 450 t de força de
fechamento. “Progride a passos largos há cerca de cinco anos”, diz
animado.
Pioneira no mercado nacional e parceira da japonesa Fanuc, a Milacron
lidera a preferência dos transformadores brasileiros. De acordo com Piazzo,
as injetoras totalmente elétricas representam 95% das vendas da marca no
país, enquanto em âmbito global o índice chega a 60%.
Difícil contestar a excelente aceitação da tecnologia no mercado japonês
quando apenas 10% das máquinas produzidas pela Sumitomo são hidráulicas.
Mundialmente renomada no campo da injeção elétrica, sua capacidade
produtiva naquele país chega a 10 mil unidades anuais, segundo Rieker. “É
líder em máquinas elétricas no Japão”, diz.
Suas expectativas são de que a marca ganhe musculatura no mercado
brasileiro com a estrutura adquirida da Demag. Atualmente, as injetoras
elétricas equivalem a 40% do total das vendas da empresa no país. “Nos
próximos três anos, devem ultrapassar as hidráulicas no volume total”,
aposta.
Como esperado, entre as europeias, a fatia das elétricas no portfólio da
Battenfeld é pequena, admite Cardenal. Mas os projetos contemplam novas
investidas nesse mercado, reforçadas em particular pelo know-how da
Wittmann (o grupo austríaco assumiu, também há dois anos, os negócios da
primeira), de ampla experiência em servomotores (seus mundialmente
renomados robôs são assim acionados). O resultado dessa união tecnológica
promete acirrar a disputa no mercado.
As injetoras elétricas representam 20% das vendas globais da alemã Arburg
e equivalem a 10% dos negócios no mercado brasileiro, que aponta sinais de
crescimento, na avaliação de Wender.
Na também alemã KraussMaffei, as máquinas acionadas por servomotores
ocupam apenas 10% do portfólio, mas Benatti acalenta projetos para
reforçar os investimentos na tecnologia e promete novidades na megafeira
K, que abrirá novamente suas portas em Dusseldorf, no final de outubro
deste ano.
O que levar para casa – O conhecimento avança, os fabricantes
esbarram em problemas ou limitações nas máquinas elétricas, e os
transformadores ganham com as mais variadas propostas de solução. Para a
polêmica em torno da lubrificação, os novos modelos da Battenfeld saem da
fábrica com as articulações seladas e encapsuladas, em circuito fechado
para a passagem do lubrificante.
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Último lançamento da empresa em máquinas elétricas, a
linha Ecopower carrega um novo chassi projetado para integrar os
periféricos da Wittmann. Composta por cinco modelos (de 55 até 300
toneladas de força de fechamento), a série também possui comando
integrado de todas as operações e a possibilidade de escolha do
sistema de refrigeração do servomotor (a ar ou a água). |
Divulgação

Ecopower embute sistema de recuperação de energia |
As máquinas da Battenfeld não correm mais qualquer risco de gerar pó pelo
desgaste das correias – porque as dispensaram. Os novos equipamentos
trazem os servomotores atuando diretamente. “Agora dispõem de engrenagem
encapsulada que executa a mesma operação”, explica Cardenal. Os projetos
atuais também incorporam novo sistema de recuperação de energia no sistema
de fechamento que, segundo explica, funciona assim: a energia capturada
desse movimento é distribuída para funções como aquecimento e comando da
máquina, entre outras. O novo projeto também elimina o contato da placa
móvel com as colunas, dispensando a lubrificação nessa área.
Para clientes usuários de moldes com sistemas de machos hidráulicos, a
Battenfeld fornece o sistema hidráulico integrado à injetora elétrica com
uma bomba para acionamento apenas dos machos. E o que põe essa bomba em
movimento também é um servomotor.
A série Eco substituiu a família EM desde o início deste ano e corresponde
à quarta geração de máquinas elétricas da empresa. Os preparativos para a
feira K envolvem o lançamento de uma nova família Power (à qual a Ecopower
se engloba), mas o fabricante reserva os pormenores para a exposição.
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O gerente-geral da Demag não se incomoda de antecipar
as novidades previstas para a megafeira alemã. Identificada por
SE-Deuz, a atual família de elétricas da Sumitomo compreende
equipamentos de 20 t até 450 t de força de fechamento; e a da Demag, a
IntElect, desde 50 t até 280 t. Quem passar pelo estande do grupo na K
poderá conferir os resultados da integração tecnológica entre as duas
marcas. Rieker ressalta a estrutura compacta e forte herdada da
primeira, como também o é seu comando, com unidades de fechamento e
injeção desenhados pela Sumitomo.
A nova família, chamada IntElect Smart e com forças de fechamento
desde 20 t até 450 t, será fabricada em nova unidade da Sumitomo-Demag,
construída em Wiehe, na Alemanha, onde também serão produzidas
máquinas |
Cuca Jorge

Rieker espera que integração tecnológica reforce a marca |
Sumitomo idênticas às emitidas pela fábrica japonesa. A fábrica, dedicada
às injetoras elétricas, recebeu investimentos de 50 milhões de euros.
A Sumitomo pesa a seu favor o fato de acoplar cada servomotor – desenhado
e também fabricado pela empresa – diretamente nas unidades de
plastificação, de extração e fechamento. Rieker pondera que sem outros
dispositivos para interferir, a operação do equipamento gera menos atrito
(sinônimo de menos calor), menos desgaste dos seus componentes e confere
às peças moldadas precisão mais elevada. As máquinas do grupo ainda
dispõem de placas mais robustas. Vantagem: impedem flexão nos moldes.
Sigiloso quanto às novidades, Wender direciona os comentários para os
diferenciais de seus equipamentos elétricos, a linha Alldrive, ressaltando
que quando decidiu entrar no ramo, a Arburg optou por um conceito
diferente. “Buscamos desenvolver acionamentos mais eficientes em cada um
dos eixos e o resultado foi uma injetora de altíssima potência, com todos
os acionamentos diretos no eixo.”
Ao contrário do usual do mercado, o eixo não é um fuso esférico. Tal
componente, a propósito, é um calcanhar-de-aquiles para a manutenção das
máquinas elétricas, na opinião de Cardenal, da Battenfeld. Usado para
transformar em linear o movimento rotativo dos servomotores no fechamento,
na extração e no avanço de bico, o eixo sofre desgaste após cerca de cinco
ou seis anos de uso, nos cálculos dele. “É uma peça de alto custo”, avisa.
O gerente-geral da Demag tem outra perspectiva sobre o assunto. Segundo
ele, como todo equipamento, as injetoras elétricas exigem manutenção
preventiva e esta tecnologia, em particular, a requer ainda muito mais
minuciosa – o que teoricamente elevaria a vida útil do fuso. No ponto de
vista de Rieker, o desgaste maior ou menor também está atrelado ao ciclo
produtivo do usuário.
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Ao contrário da maioria, as injetoras da Arburg trazem
no lugar do fuso um rolamento planetário, sistema que promove a
transferência do movimento. “Tem a vantagem de transferir as forças de
modo extremamente simétrico e em uma grande área de contato,
aumentando a vida útil do componente e a precisão do eixo, de
tolerância basicamente zero”, garante. |
Divulgação

Sistema único atribui precisão de quase zero ao eixo |
Os servomotores são refrigerados a água e o comando, desenvolvido pela
própria empresa (e também produzido por ela) exclusivamente para a
injetora, é um computador, totalmente programável. Modular, com a
possibilidade de combinar diferentes unidades de injeção, a linha possui
cinco modelos básicos, entre 50 t e 320 t de força de fechamento.
O elenco de máquinas elétricas da também alemã KraussMaffei abrange duas
séries: a EX, de 50 t a 240 t de força de fechamento, e a AX, de 50 t a
350 t, projetada com a Toshiba. Parceiras há cerca de dois anos, por meio
de um acordo de cooperação para o desenvolvimento de projetos conjuntos,
as empresas apostam em lançamentos que integram o melhor de cada uma nos
vários campos de atuação.
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Fruto dessa união, a série AX embute base estrutural e
acionamentos da Toshiba, enquanto as unidades de plastificação e o
painel de comando têm origem na KraussMaffei. “O desenvolvimento
conjunto permite a abertura de novos negócios para ambas as empresas”,
acredita Benatti.
Diferentes da concorrência, as injetoras da marca oferecem maior opção
de unidades de plastificação, traduzidas para o transformador em
melhor homogeneização |
Divulgação

Série AX traz acionamentos projetados
pela Toshiba |
da massa de plástico fundida, repetibilidade e elevada resistência ao
desgaste. Quanto ao painel, destaca-se pela facilidade de visualização e
operação.
Elétricas na concepção – A injetora acionada por servomotores
pioneira no mercado nasceu de um projeto diverso na sua concepção, segundo
Piazzo. “Desenvolvemos nossos modelos elétricos do zero, criados para
serem totalmente elétricos”, ressalta. Por conta desse conceito
diferenciado, ele elenca várias particularidades, tais como a
possibilidade de ajuste da força de fechamento de zero à sua tonelagem
máxima. “A vida útil do molde é prolongada, pois o mesmo não sofre uma
pressão maior do que a necessária, minimizando os desgastes de seus
componentes.”
Quem leva para casa um dos modelos da marca carrega junto várias patentes.
O precise metering control permite que após a dosagem a rosca gire no
sentido contrário, para aliviar a pressão e equalizá-la em ambos os lados
do anel de vedação da ponteira de rosca. De acordo com Piazzo, esse
recurso confere maior precisão no peso de injeção e no colchão de injeção.
Outra exclusividade consiste no monitoramento de fluxo de retorno (back
flow monitor). Esse expediente, incorporado no modelo Roboshot S2000iB,
possibilita a verificação do estado do conjunto de anel de bloqueio sem a
necessidade de desmontagem da flange do cilindro de plastificação e da
retirada da rosca. O equipamento gera um gráfico do fluxo de retorno do
anel de bloqueio demonstrativo do desgaste do conjunto.
A linha Roboshot S2000iB também insere um sistema chamado de regenerativo,
ou de regeneração de energia elétrica. “Em todos os movimentos temos
aceleração e frenagem. Durante a frenagem, a energia utilizada para frear
é regenerada e armazenada no equipamento, sendo aplicada no próximo
movimento ou no sistema de aquecimento da máquina”, descreve Piazzo.
Segundo ele, o sistema assegura um consumo de energia baixíssimo, mesmo
quando comparado a outros modelos de injetoras totalmente elétricas
existentes no mercado. Confrontada com injetoras hidráulicas ou híbridas
de última geração, essa Roboshot chega a economizar até 85% de energia,
nas estimativas dele. Em comparação com as totalmente elétricas de outros
fabricantes, o ganho chega a 20%.
Uma inteligência artificial cuida das funções de proteção do molde,
extração, injeção e dosagem. De acordo com explicações de Piazzo, esse
recurso possibilita abertura e fechamento em alta velocidade, sem perda de
tempo durante a fase de proteção do molde, porque o servomotor realiza uma
leitura gráfica do torque utilizado nessa fase e gera uma segurança, ponto
a ponto, durante toda a fase de fechamento, que pode ser de 0,1%. As
injetoras ainda contam com um sistema de pré-injeção, dispositivo que
permite a retirada de gases de dentro da cavidade do molde com facilidade
e reduz o tempo de ciclo total da máquina.
Fabricante de injetoras elétricas desde 2003, a Romi oferece modelos desde
75 t até 300 t de força de fechamento. A empresa prepara o lançamento da
EL 300, máquina com diferenciais na sua unidade de fechamento desenhados
para possibilitar o uso de moldes acima das medidas padrões do mercado.
“Além disso, o equipamento possui um conceito de projeto diferenciado e
inovador da unidade injetora”, resume.
Os brasileiros aceitaram a convocação para ingressar no mundo das máquinas
elétricas e seguem essa maré. O cardápio servido nesse barco é farto e
caprichado, preparado para atender às particularidades de cada usuário.
Aos transformadores, bom proveito!
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