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Feira encolhe, mas renova a fé da indústria na força do
plástico na Argentina
Texto e fotos de Renata Pachione
Com o slogan: só aqui a indústria se reúne a
cada dois anos para fazer negócios, a 13ª Argenplás - Exposição
Internacional de Plásticos tentou encobrir os revezes que a Argentina tem
enfrentado e levou para a La Rural, Predio Ferial de Buenos Aires, entre
os dias 22 e 26 de março, uma amostra do que o setor tem de melhor em
novas tecnologias e tendências. Quem apostou na feira, ali estava
confiante na inevitável renovação do parque industrial daquele país e na
retomada de um mercado ávido por novidades e atento à onda mundial de
sustentabilidade.
A indústria automotiva esteve na vanguarda dos investimentos e neste ano
confirmou-se como trampolim para o mercado argentino alçar voos mais
altos. A Itália também ratificou seu bom relacionamento com a Argentina,
enquanto o Brasil amargou uma das participações mais fracas, em relação às
últimas edições, sobretudo porque neste ano ocorreu uma ingrata
coincidência: a Brasilpack, feira internacional da embalagem, realizada em
São Paulo, e a exposição mexicana do plástico, Plastimagen, aconteceram
concomitantemente. Os ícones do setor tiveram de escolher onde queriam ser
vistos.
A instabilidade econômica e a desvalorização da moeda local, de alguma
maneira, afastaram os expositores, e a feira portenha acabou sendo
preterida. Notou-se que a Plastimagen acabou roubando a cena argentina, e,
entre os brasileiros, a Brasilpack teve a preferência. Para evitar novas
coincidências, a edição de 2012 da Argenplás será realizada em junho, de
11 a 15.
Ainda sob os resquícios da crise que assolou o mercado mundial, esta
edição estava pequena, eram pouco mais de 200 expositores. Desde o crash
de 2001 na Argentina, o mercado ainda não se recuperou totalmente e neste
ano, em particular, buscou fôlego na tradição e na confiança dos
industriais nesta exposição, que é a de maior sucesso entre os eventos do
setor de língua espanhola no continente americano. Esta edição contou com
apoios de peso: foi organizada pela Câmara Argentina da Indústria Plástica
(Caip) e a Alcantara Machado, e realizada pela Reed Exhibitions Argentina.
Os números são modestos se comparados aos de eventos similares do setor
(as edições mais recentes da K, NPE e Brasilplast reuniram cerca de 3 mil,
1,8 mil e 1,3 mil expositores, respectivamente). No entanto, já houve
épocas piores para a exposição argentina. Nada se compara à edição de
2002, marcada por baixas, quando contou com apenas 160 expositores ante os
475 da edição anterior. Mas, nem por isso, ao longo dos anos perdeu sua
importância no cenário mundial. Até esta 13ª edição, a curva era
ascendente: em 2008, o evento reuniu 848 expositores, enquanto que em 2006
se apresentaram 448 expositores, contra os 252 da edição anterior.
Resinas – Mas, independentemente, do aspecto quantitativo,
importantes representantes da indústria do plástico abrilhantaram o
evento, como é o caso da Sabic Innovative Plastics. A América do Sul é um
dos principais focos estratégicos da companhia, por isso, caprichou em seu
estande, no qual apresentou um mostruário do seu amplo portfólio, de
maneira que o cliente pudesse interagir com as peças. A ideia era
propagar, na prática, a versatilidade do plástico de engenharia perante
outros materiais, reforçando suas características de baixo peso, seu apelo
sustentável e a variedade de aplicações das quais pode fazer parte.
Nesta participação, a indústria do automóvel esteve na berlinda. A empresa
tinha nas mãos um levantamento, segundo o qual as vendas automotivas na
América do Sul dispararam no final de 2009, com aumento de 5,4% na
Argentina. E o Brasil, não por acaso, é um dos países que mais pode se
beneficiar com esse avanço. Para Edson Simielli, gerente-geral Automotivo
para a América do Sul da Sabic Innovative Plastics, a indústria automotiva
argentina tem forte relação com a economia brasileira, isso porque 70% de
sua produção vai para o mercado externo, dos quais praticamente 100% se
destina ao Brasil.
Por tudo isso, muitos eram os desenvolvimentos voltados para os
automóveis. Um para-choque de ônibus moldado com a resina Noryl PPX, uma
blenda de PP com PPO (poli-óxido de fenileno), era um dos destaques.
Produzida pelo processo de extrusão e termoformagem, a peça apresenta
baixo peso, resistência ao impacto, além de custo reduzido, comparado a
resinas termofixas reforçadas com fibra de vidro. O módulo frontal do
carro, fabricado com o PP reforçado com fibra de vidro longa Stamax, era
novidade por ali. “É um mercado que estamos desenvolvendo aqui”, observou
o gerente. Outra atração se referiu a um para-lama, feito com a resina
Noryl GTX (uma blenda de PPO com PA). Além da estabilidade dimensional, o
produto pode ser fornecido na versão condutiva ou não. De acordo com
Simielli, trata-se de uma aplicação consagrada, principalmente, entre as
montadoras francesas.
Mostrar como é possível reduzir o custo sistêmico da peça automotiva com
um apelo sustentável também era uma das propostas da companhia. Um exemplo
ficou por conta do refletor de farol de carro feito com a resina Ultem
(resina de polieterimida), pois é uma alternativa capaz de tornar o farol
totalmente reciclável e que elimina pelo menos três etapas na fabricação,
pois, após a injeção, a peça vai direto para o processo de metalização.
Segundo Simielli, esses benefícios têm agradado os argentinos. “O farol do
carro de plástico já é comum, mas noto que aqui na Argentina já há
refletores sendo produzidos com a nossa resina”, disse Simielli.
A Sabic lançou nesta edição as molas de compressão, fabricadas pela Lee
Spring, também com a resina Ultem. De alto desempenho, o produto sobressai
em relação às molas de liga metálica tradicionais, pois apresenta ausência
de interferência magnética e alta resistência à corrosão, tornando-o ideal
para ambientes agressivos. Outra aplicação da resina Ultem em exposição
era uma bandeja de esterilização. Em substituição às caixas de aço inox, o
material pode ser submetido à autoclave para até mil ciclos. As formas de
construção modular da Metroform, feitas com a resina Noryl, também eram
atrações do estande. Com a proposta de substituir a madeira, essas formas
simplificam e aceleram a construção, além de oferecer estabilidade
dimensional. A empresa exibiu ainda o telefone celular Motorola Moto W233
Renew, já mostrado no mercado brasileiro. Moldado com a resina de
policarbonato Lexan EXL, o produto tem um apelo sustentável, pois a resina
contém 25% de conteúdo pós-consumo reciclado, de garrafões de água
descartados.
A Argentina foi a região pela qual a Braskem iniciou seu processo de
internacionalização, sobretudo porque, para a companhia, a transformação
desse país valoriza a inovação, o que abre as portas, por exemplo, para o
PE de fonte renovável, amplamente alardeado por essa petroquímica. Além da
aposta nesse mercado, a participação nesta feira também refletiu a
proposta de divulgar na região sua força, pois após a aquisição da Quattor
ampliou seu portfólio e sua capacidade para atender à demanda argentina.
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Também atenta à abertura da indústria argentina, a Dow
nesta Argenplás reforçou sua marca no mercado de commodities. “A
indústria plástica argentina, apesar dos altos e baixos da economia, é
dinâmica, inovadora e busca produtos de alto desempenho”, afirmou
Fernando Gimenez, diretor de plásticos básicos para a Dow na Argentina
e Região Sul da América Latina. Com base nessa afirmação, a empresa
queria mostrar que está na vanguarda da tecnologia, oferecendo uma
ampla gama de produtos.
As novidades eram várias. Uma delas, o Dow PEBD XB 81810.31 / XB
81810.32, é um polietileno com índice de |

Gimenez apostou na demanda por produtos de alto desempenho |
fluidez de 0,88 g/10 min que apresenta propriedades ópticas similares a
polietilenos com índice de fluidez de 3,0 g/10 min, além de excelentes
propriedades mecânicas. A resina Elite 5960 G também se destacava. De alto
desempenho, é indicada para produção por extrusão soprada de filmes
destinados às aplicações que exigem barreira à umidade e à gordura. A
companhia mostrou ainda o Dowlex TG 2085B, um PEBDL especialmente
concebido para otimizar as propriedades ópticas de filmes pigmentados e
impressos. O material, segundo o fabricante, oferece aparência brilhante e
mantém alta resistência mecânica. A resina Dowlex NG 5085B, por sua vez,
apresenta propriedades ópticas diferenciadas. Esse desenvolvimento foi
recentemente incorporado dos PE’s lineares da companhia e é indicado em
aplicações que exigem altas velocidades de empacotamento e excelentes
propriedades mecânicas.
A exposição também foi palco para a apresentação das resinas Attane. Elas
oferecem ótima flexibilidade e resistência à perfuração e rasgo. Além
disso, podem ser utilizadas em aplicações de filme stretch. Resinas para
rotomoldagem e para tampas de bebidas com ou sem gás também eram destaques
no estande da Dow.
Além dos lançamentos no mercado argentino, a Dow se propôs a reforçar seu
engajamento nos projetos voltados à sustentabilidade da indústria
plástica. “Queremos promover hábitos de consumo mais sustentáveis”,
afirmou Gimenez. Prova disso está na recém-criada Ecoplas Plastivida +
Caip, entidade da qual ele é presidente. Essa associação tem a missão de
promover o uso correto e responsável dos produtos plásticos, contribuindo
para a proteção ambiental e a melhora da qualidade de vida da sociedade.
Gimenez participa ativamente de projetos relacionados às sacolas plásticas
na Argentina. Para ele, a discussão tem um só objetivo: atender às
exigências do consumidor. A Ecoplas realizou uma pesquisa na qual
constatou que há insatisfação em relação à qualidade desse produto. Por
isso, independentemente de questões sobre o tipo de aditivo incorporado às
sacolas, ou seja, se são biodegradáveis ou oxibiodegradáveis, por exemplo,
é preciso mudar o modelo atual. “Acho perigosos aditivos que se colocam
como mágicos e fazem as sacolas desaparecerem, mas essa discussão não é o
foco agora”, observou. Sendo assim, estudos estão sendo feitos para
implantar uma padronização na Argentina. “É possível reduzir pela metade o
uso de sacolas, melhorando sua qualidade”, afirmou.
Sustentável – De alguma forma, o mercado argentino já tem promovido
algumas mudanças em relação às sacolas. No ano passado, o decreto 1521/09
determinou aos supermercados da Província de Buenos Aires o uso de sacolas
plásticas que garantam o mínimo impacto ambiental, instituindo assim a
adoção de embalagens degradáveis e/ou biodegradáveis. E foi justamente o
apelo ecológico que deu o tom à participação dos fabricantes de
masterbatch nesta 13ª Argenplás.
A empresa de origem suíça Clariant não apresentou novidades, no entanto,
ocupou o estande L 50 para se mostrar ao mercado argentino como provedora
de soluções “amigas” do ambiente. “Abordamos nossos clientes na região com
um portfólio de produtos e serviços que ajudam a cumprir as diretrizes de
sustentabilidade, incluindo os 7 Rs da Embalagem Sustentável (remover,
reduzir, reutilizar, reciclar, renovar, recompensar e reler), conforme
apresentados pelo gigante do varejo, Wal-Mart”, esclareceu Alejandro Goya,
gerente de vendas e marketing da Clariant Argentina.
Na prática essa ideia se traduz em algumas linhas já conhecidas pelos
brasileiros, como a de masterbatches Renol-natur, que combina corantes
completamente naturais com os sistemas portadores de biopolímeros,
propiciando uma solução biodegradável e 100% renovável. As cores
disponíveis incluem vermelho, laranja, amarelo e verde. A família de
masterbatches de aditivos Cesa-natur, por sua vez, conta com agentes
antibloco/deslizamento, estabilizadores de UV/luz, antioxidantes e agentes
antiestáticos, e também possui substâncias naturais em um portador de
biopolímero. Segundo a fabricante, são completamente renováveis,
biodegradáveis e, na maioria dos casos, compostáveis.
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O evento também serviu para a companhia divulgar o
apelo ecológico do masterbatch líquido. Para a Clariant, este produto
possui maior concentração de cor do que os sólidos, além dos custos de
transporte e combustível serem reduzidos e ocupar menor espaço para
armazenamento. “Agora estamos produzindo masterbatches líquidos no
Brasil para atender a todos os nossos clientes na região do Cone Sul”,
ressaltou Goya. Segundo ele, os masterbatches líquidos estão sendo
empregados em muitas aplicações de embalagens e bens de consumo nos
quais os sólidos seriam |

Goya apresentou masterbatches líquidos produzidos no Brasil |
tecnicamente adequados, porém o custo de coloração é mais atraente quando
a forma líquida é utilizada. Em 2008, a companhia adquiriu a Rite Systems,
fornecedora norte-americana líder de masterbatches líquidos e tecnologia
de dosagem.
A segunda maior fabricante de masterbatch da Argentina (a primeira é a
Ampacet, que esteve na exposição somente por meio de distribuidor), a
Julio Garcia e Hijos, destacou a linha Masterbatches Eco. O diretor
Cláudio Garcia fez questão de deixar claro que está em consonância com as
exigências atuais da indústria e por isso oferece soluções em produtos
biodegradáveis, oxibiodegradáveis, além de masters compatíveis com os
biopolímeros, e compostos livres de halogênios e metais pesados. “Temos
totais condições de atender às novas exigências das sacolas
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plásticas nos supermercados”, exemplificou. Segundo
ele, no futuro, a norma se estenderá para outros produtos, além das
sacolas, por isso, os principais investimentos da fabricante se
referem aos masterbatches ecológicos. A produção atual desse tipo de
produto gira em torno de 20 t/mês.
Com duas plantas situadas na Província de Buenos Aires, a empresa
produz 1.300 t/mês de masters e compostos. A fábrica possui linhas
standards, com estoque permanente, como também desenvolvimentos
especiais. Os laboratórios já formularam mais de 10 |

Garcia investiu em linhas de master com apelo ecológico |
mil cores e em 2004 a Julio Garcia e Hijos se tornou a primeira empresa de
masterbatch da Argentina a certificar seu sistema de controle ambiental
sob a norma ISO 14001:1996. No entanto, apesar de sua relevância no
mercado local, a empresa não tem penetração na indústria brasileira, em
virtude da forte concorrência dos fabricantes nacionais. “É mais fácil
vender para a África do Sul do que para o Brasil”, disse.
Líder no mercado brasileiro de compostos de PVC, a Karina esteve na feira
para mostrar seu portfólio aos visitantes, mas, sobretudo, para reforçar
na região sua atuação também no segmento de especialidades poliolefínicas.
Pavilhão brasileiro – A participação brasileira sob a batuta da
Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) em
parceria com a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil)
tinha um pavilhão modesto e de caráter institucional; somente a fabricante
de injetoras e sopradoras Romi possuía modelos funcionando. As máquinas
expostas eram a injetora Prática 130 e o Centro de Usinagem D 800. A
primeira se destina a diversas aplicações, como injeção de peças técnicas,
utilidades domésticas, brinquedos e embalagens. Com capacidade para 130
toneladas de força de fechamento e 378 g de capacidade de injeção, o
modelo traz como diferencial o fato de ser compacto e econômico. “Esta
máquina tem sistema de bomba de vazão variável que melhora seu desempenho
e aumenta a vida útil de todos os seus componentes hidráulicos”, explicou
Hermes Lago, diretor de comercialização de máquinas-
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ferramenta da Romi.
Além disso, pode economizar até 40% de energia, em relação a máquinas
similares com bomba hidráulica de vazão fixa, e opera com baixo nível de
ruído. Já os Centros de Usinagem Verticais Romi D 800 se destacaram por
oferecer flexibilidade de trabalho para múltiplas aplicações, com um
significativo aumento de produtividade e lucratividade. Segundo a
fabricante, foram projetados para operar em ambientes de alta produção,
bem como em ferramentarias. |

Injetora da Romi se destacou no pavilhão dos brasileiros |
Para a empresa, levar essas máquinas para a feira é uma prova de sua força
na indústria do plástico e sua aposta na transformação local.
“Fundamentalmente, o mercado argentino representa hoje para nós uma
excelente oportunidade de expandir na América Latina as vendas de máquinas
para plástico”, afirmou Lago. Por isso, o evento também serviu de palco
para a empresa divulgar sua nova parceria com a Favel Argentina. Essa
representante, que tem escritórios localizados em Buenos Aires e Córdoba,
passou a cobrir a área comercial e a de serviços de pós-venda de máquinas
para plásticos produzidas pela Romi no Brasil. Antes, essa empresa só
representava os produtos da marca no ramo de máquinas-ferramenta.
Essa confiança na Argentina tem um porquê. Apesar do mercado de injetoras
ser bastante concorrido por causa da entrada dos produtores asiáticos, a
Romi vislumbra uma oportunidade para ampliar sua penetração no país. Na
opinião de Lago, são poucos os fabricantes que têm injetoras capazes de
produzir peças de alta tecnologia, que atendem a segmentos como o
automobilístico ou de eletroeletrônicos. “Essa é uma forte demanda do
mercado argentino que pretendemos aproveitar com essa nova parceria”,
concluiu.
O estande da Piovan do Brasil também chamava a atenção no pavilhão
brasileiro. Apesar de não ter equipamentos funcionando, como a Romi, ali
estavam os periféricos mais vendidos pela companhia aos argentinos. A
novidade era o desumidificador italiano com rotor especial a peneira
molecular, série HR. Apesar de ter sido lançado na Brasilplast de 2009,
para o mercado argentino tinha um caráter inovador, sobretudo por causa de
seu exclusivo sistema de recuperação de energia. O equipamento opera num
intervalo de 50 a 200 m³/h, mantendo constante o ponto de orvalho, com
valores de -25ºC a -50ºC; além disso, é dotado de duas bombas: uma
dedicada à fase de processamento e resfriamento; a outra, de regeneração.
Segundo Fábio Galina, do departamento de vendas técnicas da área de
extrusoras da Piovan, uma das características mais importantes se refere à
função dew point management, que permite a otimização da energia requerida
para a regeneração, de acordo com os valores ajustados para o ponto de
orvalho. “O funcionamento contínuo do rotor ajuda a gerar economia no
consumo de energia de até 50%”, ressaltou Galina.
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Entre os equipamentos expostos, como o controlador de temperatura THW 9 e
o moinho granulador RSP 2030, um destaque era o dosador gravimétrico MDW
250 para até seis componentes. O fabricante garante precisão dessa série
de 0,3% sobre o peso de cada dosagem, com correção automática na dosagem
subsequente. No campo dos dosadores volumétricos, a empresa apresentou o
MDP 2 para produção de 0,035 kg/h até 150 kg/h. A larga faixa de
componentes disponíveis e sua flexibilidade permitem configurações a
qualquer momento, de acordo com a necessidade de produção. Além disso, o
dosador pode ser fornecido nas versões com uma ou duas estações, e as
estações de roscas são inclinadas para dosagem do fluxo uniforme e
constante, entre outras características. |

Dosador gravimétrico MDW 250 opera com até seis componentes |
A Argentina é o principal mercado externo da Piovan do Brasil na América
do Sul; na região, este país representa 30% do faturamento. Essa relação
parece estar na contramão do que se viu no mercado em geral, no ano
passado, pois nesse período as vendas da fabricante para a Argentina
cresceram 40%, em relação a 2008. Uma das explicações dá conta do alto
consumo da indústria automotiva. No entanto, nem tudo é tão fácil. A
concorrência local e a asiática têm sido as pedras no caminho da Piovan.
“O argentino busca muito o menor preço e nem sempre produtos de valor
agregado”, comentou Paulo Rogério Ferreira, da área de vendas da América
do Sul da Piovan.
Porém, independentemente do perfil de compra do argentino, ele diz que o
fabricante brasileiro precisa apostar nesse mercado e ter mais ousadia. “O
pavilhão brasileiro, sem máquinas, depõe contra a nossa indústria”,
criticou.
“Nós (brasileiros) estamos caros para os argentinos”, Jorge Lakatos,
diretor da Eletro-Forming, resumia assim a opinião de todos os fabricantes
do pavilhão. Por isso, a intenção não era fazer negócios, pelo menos, não
em curto prazo. Para a Eletro-Forming, aliás, seria um alívio não
concretizar vendas, pois está no limite de sua capacidade, com pedidos
para daqui a seis meses. “Estamos vendendo muito no Brasil, não precisamos
vender aqui agora”, contou o diretor. Mas
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mesmo assim divulgou a máquina automática TC-C, uma máquina de termoformagem
contínua e automática para produzir embalagens de ovos, pratos de
festa, tampas de copos e afins. O modelo processa PS, PVC, PP e PET e pode operar até 1.600 ciclos por hora. |

Lakatos divulgou máquinas para produzir embalagens de ovos |
Nesta terceira participação na Argenplás, a Pallman do Brasil destacou o
Polygrinder tipo PMM. A sua principal vantagem é conseguir melhorar a
qualidade do masterbatch, dispensando a fase da criogenia. De acordo com o
engenheiro de vendas Miguel Fiot, o usuário obtém uma economia de até 30%
por quilo no valor do produto. “O mercado argentino precisa de nosso
equipamento”,
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alegou Fiot. O PMM realiza a micronização da resina sem a
necessidade de utilizar meios refrigerantes e garante ótima fluidez.
Apresentado há um ano, na Brasilplast, o equipamento ainda rende frutos
para a empresa. Nessa feira, quatro unidades foram comercializadas para o
mercado brasileiro e uma para o argentino. “Estamos quase concretizando a
venda de mais uma para o Chile”, disse. Além do mercado chileno, Venezuela
e Argentina são os principais alvos da fabricante no exterior. Juntos
esses países devem, segundo expectativa de Fiot, representar 30% do seu
faturamento. |

Fiot projeta fazer negócios com Chile, Argentina e Venezuela |
A Pronatec se dividiu entre Brasilpack, Argenplás e Plastimagen. Apesar de
o foco ter sido a feira brasileira de embalagens, na exposição argentina a
empresa divulgou a EPE-FOAM 120, extrusora para fazer PE expandido. Toda a
parte estrutural da máquina veio da China, por isso, ficou a metade do
preço se comparada a uma similar totalmente feita no Brasil. Com produção
de
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até 160 kg/h de manta com espessura a partir de 0,5
mm, o modelo tem diâmetro de rosca de 120 mm e a rotação de rosca vai
até 80 rpm. Outros
destaques no estande ficaram por conta da laminadora coating e a corte e
solda para bolhas e mantas de PE expandido.
O diretor-técnico da Pronatec, Arildo Martins Teixeira, endossa o discurso
da maioria. “O câmbio está desfavorável para o brasileiro vender máquinas
para a Argentina. Quando o dólar correspondia a um peso, a máquina
argentina era cara e, por isso, a aceitação do produto made in Brasil era
facilitada, o que não acontece neste momento”, diagnosticou. |

Teixeira: câmbio encareceu a máquina fabricada no Brasil |
Ao contrário de edições passadas, o estande da fabricante de extrusoras e
coextrusoras Carnevalli tinha um caráter institucional. Sem máquinas ou a
ostentação de outrora (em 2008 levou uma Polaris 2100 com 75 milímetros dediâmetro de rosca para a produção de filme de polietileno de alta
densidade), a empresa se limitou a trazer seu representante, o engenheiro Wilberto Omar Rolón, presidente da Wortech, para mostrar seu portfólio.
“Estamos com máquina na Brasilpack”, argumentou Rolón.
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Com a experiência de quem representa essa fabricante há cerca de quinze
anos, Rolón destacou que o mercado de extrusão está muito competitivo. “A
Carnevalli tem perdido espaço na preferência dos argentinos para as
máquinas italianas”, disse. Segundo ele, o produto brasileiro está cerca
de 10% mais caro do que o italiano para os argentinos. Os investimentos da
indústria argentina vêm de fabricantes de grande porte, e esses têm optado
pela tecnologia europeia. Nem sempre foi assim. A Carnevalli já chegou a
vender dez máquinas por ano para o mercado argentino. Para 2010, estima
comercializar metade disso. |

Rolón: indústria argentina tem preferido extrusoras italianas |
A participação da Narita tinha um porquê bastante definido: queria mostrar
suas novas parceiras, a Nicare e a Strasbourg, e apresentar-se não mais
como uma empresa e sim um grupo. Desde o ano passado, busca se fortalecer
no mercado argentino, e a estreia na Argenplás veio confirmar essa
proposta. Durante a feira, Daniel Scarassati era o porta-voz da empresa.
Segundo ele, a Narita já
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emplacou 15 máquinas na Argentina e pretende que neste
ano 5% do faturamento seja resultado das vendas para este país. A
expectativa é conservadora e pauta-se na grande penetração chinesa em
solo portenho. “Com o valor de uma máquina nossa, o argentino pode
comprar uma e meia chinesa, se pensar só no preço e não na qualidade
não opta pela brasileira”, lamentou.
Outra brasileira, a IMSB, apresentou, por meio de cartazes, máquinas e
equipamentos para envase e embalagens. Essa empresa, fundada em 1998, é
líder no Brasil no segmento de produtos de limpeza, segundo o |

Scarassati lamentou o aumento da concorrência chinesa no país |
gerente-comercial Amarildo Casonatto, no entanto, não atende o mercado
argentino. “Esta é nossa primeira Argenplás, estamos começando agora um
trabalho de vendas aqui”, afirmou. O aquecimento do setor em âmbito
nacional contribuiu para que a empresa ampliasse sua atuação. No primeiro
trimestre do ano, vendeu 60% a mais do que no mesmo período de 2009. No
acumulado de 2010, deve crescer 35%. “Só não vamos crescer mais porque
estamos no limite de nossa capacidade produtiva, sobretudo porque não
temos mão de obra qualificada disponível”, reclamou.
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A escolha da Argentina como um novo mercado comprador passa por duas
questões: a proximidade do país e o seu iminente estado de renovação.
“Escolhemos a Argentina porque estamos na mesma distância de São Paulo,
além disso, este país está sucateado, uma hora terão de renovar o parque
industrial”, argumentou Casonatto. A fábrica está localizada em Bento
Gonçalves, Rio Grande do Sul, e fornece linhas completas de envase, das
quais a de maior procura é totalmente automatizada e produz 12 mil frascos
por hora. O grupo possui a Rotac, uma fábrica para equipamentos de menor
porte, dedicada ao segmento de cosméticos, e a Noxfor, para tanques de
armazenagem. |

Casonatto participou da feira para ampliar atuação na região |
Com a intenção de marcar presença, a Seibt, também do Rio Grande do Sul,
optou por expor máquinas somente na Brasilpack. Essa escolha tem a ver com
as dificuldades do fabricante
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nacional de fazer negócios com os argentinos. Há três
anos com representação local, a empresa ainda não emplacou uma linha
em território portenho. “A indústria argentina quer vender, e não quer
comprar da gente”, argumentou o diretor Breno Seibt.
Mas nem por isso deixou de falar sobre suas linhas de reciclagem e os
moinhos, equipamentos tradicionais da marca. Um dos destaques é o sistema
de lavagem a quente para a produção de flakes de PET, com o qual é
possível entregar como produto final uma matéria-prima de tamanha pureza
que pode ser utilizada no processo bottle-to-bottle. A sua capacidade de
produção atinge hoje, dependendo da configuração, 3.000 kg/h. |

Seibt aproveitou para divulgar sistema de reciclagem e moinhos |
A estreia na Argenplás da Mainard tinha a proposta de abrir as portas da
empresa para o mercado internacional, com a adoção de um distribuidor
local na Argentina para sua linha de medidores de espessura, além dos
durômetros Shore e das balanças de gramatura. “Estamos escolhendo um
profissional daqui”, afirmou Amilton Mainard. A aposta tem um porquê. O
país não tem fabricantes
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locais e compra da Europa e Ásia,
prioritariamente. “O nosso equipamento é apropriado para as soluções que
os argentinos precisam”, argumentou Mainard. Para ele, o principal
diferencial se refere ao fato de fabricar somente medidores para o mercado
de plásticos. “Somos especialistas na medição de filmes”, completou. Uma
das principais aplicações da linha é o mercado de sacolas plásticas, para
o qual o momento atual exige medidores precisos.
Máquinas – Em 2009, na Argentina os investimentos em bens de
capital caíram 25,5% em relação ao ano anterior. Do total investido,
139 milhões de dólares, as injetoras |

Mainard: ser especialista na medição de filmes é diferencial |
representaram 29,7%, as extrusoras 23%; e
as sopradoras, 15,6%. O Brasil foi só o quarto país de quem a Argentina
mais comprou. A preferência ficou por conta da Alemanha com 25,3%; Itália
e China vieram em seguida com 15,9% e 14%, respectivamente. No caso dos
moldes e matrizes, o Brasil conquistou o posto de principal fornecedor,
respondendo por 24,5% das importações.
Esses números, em alguma medida, justificam a existência de um pavilhão
italiano, que congregou sete empresas da Associação Italiana dos
Construtores de Máquinas para a Indústria do Plástico (Assocomaplast), e a
presença de mais 30 empresas italianas nesta 13ª Argenplás. A Itália tem
sido um dos principais fornecedores de máquinas para a transformação desse
país. “Os industriais argentinos pensam como os italianos, temos um fator
cultural a nosso favor”, comentou o porta-voz da associação, Fabrizio
Vanzan. No ano passado, as vendas de máquinas da Itália para a Argentina
somaram 18 milhões de euros, uma exceção, pois esse faturamento,
historicamente, é maior: de 2004 a 2008 a média foi de 30 milhões de euros
por ano. Com esse índice, em 2009 a Itália ficou na segunda colocação
entre os países que mais vendem máquinas para a Argentina. No entanto, em
ano de Argenplás, as expectativas se renovam e Vanzan estima recuperar o
primeiro posto, ainda em 2010. “O ano de 2009 deve ser esquecido, vamos
retomar a liderança, e esta feira irá nos ajudar nisso”, enfatizou.
Sem máquinas Carnevalli para concorrer de igual para igual, o estande da
italiana Macchi brilhou apesar de não colocar sua linha para funcionar. A
coex flex 3.3, construída com fibra de carbono/alumínio, para produção de
550 quilos de PEBD; e com diâmetro de rosca de 65, 80 e 65 mm chamou a
atenção do público. Não por acaso, é o modelo mais vendido da marca na
Argentina. A linha conta com controle automático de espessura do filme,
mediante anel de ar segmentado e troca de filtros com acionamento
hidráulico.
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Com assistência técnica e representação local, a Macchi aposta no mercado
argentino. São mais de trinta linhas da marca no país, das quais a grande
maioria é para filmes de três camadas (duas delas são coextrusoras para
cinco camadas).
Para Massimo Buzzi, gerente da área internacional da Macchi, a
transformação argentina não comporta mais extrusoras monorrosca, ao
contrário do que ocorre no Brasil. “Vejo que a Argentina é um mercado mais
desenvolvido do que o brasileiro”, comentou o gerente. Além disso, a
concorrência local na Argentina praticamente inexiste. Pelo menos no que
se refere a modelos com valor agregado, pois, com 35 anos de existência, a
fabricante argentina de extrusoras Maqtor tem seu espaço garantido no
fornecimento de monorroscas. Por isso, levou para a feira uma máquina para
fabricação de 50 kg/h de PEBD. Com produção mensal de seis máquinas, a
Maqtor viu seu faturamento cair 30% no ano passado em relação a 2008. Um
dos motivos inerentes ao setor se trata da ofensiva às sacolas plásticas.
Para o presidente da empresa, Carlos Torres, o consumo de máquinas para
este tipo de produto sofreu queda de 20%. “A publicidade contra as sacolas
é um exagero”, comentou. |


Buzzi exibiu na feira coextrusora italiana para a produção de filmes
de três camadas |
Sob a batuta de sua representante local, a Sixmar Representaciones, a
fabricante de extrusoras Luigi Bandera apresentou uma máquina standard.
Trata-se de uma extrusora com capacidade de processar 500 kg/hora de PEBD.
Durante os quatro anos de representação, a empresa vendeu três linhas
completas de extrusão para filmes.
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No sopro, a Magic MP brilhou. Com estande cheio o tempo todo, era uma das
poucas máquinas em funcionamento na feira. Apesar de ser de origem
italiana, a empresa estava ali sem vínculo com o pavilhão italiano. A
Magic optou por se juntar a seu representante local. Francisco Scola,
gerente de vendas da Magic, fez questão de deixar claro tratar-se de uma
fabricante e não simplesmente “montadora” (sic!) de máquinas, em tom de
crítica ao modelo atual de gestão, na qual muitas companhias deixaram de
produzir. Conhecida por suas linhas de elétricas, a Magic, no entanto,
escolheu uma hidráulica para apresentar na feira. A decisão representa a
intenção de abrir mercado para as elétricas no país, partindo de um
estágio intermediário. O modelo exposto fabrica 3 mil peças por hora de
PEAD de 750 ml.
A empresa não tem atuação no Brasil, porque considera a concorrência
local muito forte, o que torna quase impossível concretizar negócios –
se somar a isso, as taxas de importação. “A fronteira Argentina é mais
aberta para a Europa, a taxa de importação é quase zero”, comentou.
Além disso, o perfil de compra do argentino é similar ao do |


Scola colocou para funcionar na mostra máquina com baixo consumo de
energia |
europeu. “Aqui se usa muito o frasco de 1 litro, como na Itália”, afirmou. O parque industrial do país
detém em torno de 60 linhas da Magic. Para ele, uma maneira de penetrar no
mercado brasileiro pode ser com as elétricas. “Temos de oferecer algo
melhor do que se tem lá”, argumentou, referindo-se ao Brasil. Ele
aproveitou a participação na feira para fazer apologia às elétricas. Em
sua opinião, o único inconveniente é o custo inicial, no entanto, a
produção limpa e a otimização do processo compensam o investimento. O
modelo exposto, a VE-L5/D-XL, conta com extrusora de 90 mm de diâmetro e
apresenta baixo gasto energético. O consumo é de 52 kW, quase metade de
sua potência instalada (106 kW). No entanto, só para comparar, uma máquina
similar, elétrica, consome ainda menos: 28 kW.
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A argentina Unopack colocou a UNK 20e PET para funcionar em seu estande.
Totalmente automático, o modelo produz até 2.200 garrafas PET de 1 litro
por hora e conta com um novo sistema de aquecimento |

Jalí expôs sopradora totalmente automática capaz de produzir mais de
2 mil garrafas/h |
homogêneo, de alto
rendimento e com ajuste digital. O baixo consumo energético, de 36 kW,
também o torna atrativo. “É uma máquina econômica e muito precisa”, disse
o engenheiro do departamento de eletrônica da Unopack, Pablo Jalí. A UNK
possui sistema de fechamento acionado por servomotor e apresenta baixo
nível de ruído, entre outras características.
A empresa comercializa 15 unidades/ano e aluga máquinas para fábricas de
pequeno porte. “O aluguel é comum aqui na Argentina”, afirmou. Segundo a
Caip, 95% das indústrias argentinas são pequenas ou medianas. A Unopack
fabrica máquinas de sopro para garrafas PET, mas também para PE e PVC. Com
unidade em Buenos Aires, a empresa produz também pré-formas, em planta
instalada no Uruguai.
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A Rocem levou sua injetora R 168 para expor na Argenplás. Com 168 t de
força de fechamento, o modelo apresenta distância entre as colunas de 470
x 460 mm, e velocidade da rosca de 180 rpm. A empresa da Cidade Autônoma
de Buenos Aires há cinco anos parou de produzir máquinas, optando por
importar da China. “Nós trazemos a máquina pronta”, explicou o porta-voz
da empresa, Hector Spaccarotella. Antes, a companhia de cinquenta anos de
existência chegou a fabricar 15 injetoras por mês. Hoje vende entre quatro
e cinco modelos/mês. |

Injetora da Rocem vem pronta da China |
A representante argentina Nesher mostrou as injetoras da chinesa Haitian.
Em funcionamento no estande estavam o modelo AS 1200/410 Satur 1200, de
capacidade de injeção de 214 cm³, e o PL 1200/340 Haitian-Tianjian
(capacidade de injeção de 270 cm³). Na Argentina, a fabricante possui
cerca de 1.000 máquinas instaladas, resultado de dez anos de representação
local. A
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fabricante também destacou em sua participação a série Mars.
Trata-se de uma linha que se posiciona entre as máquinas totalmente
hidráulicas e as totalmente elétricas. Um diferencial se refere à alta
economia de energia, que pode chegar até 80%, se comparada a uma máquina
hidráulica convencional. A operação é silenciosa e em 0,05 segundos é
possível alcançar sua máxima capacidade de potência, entre outras
características. |

Tianjian era atração da chinesa Haitian |
No estande da KraussMaffei, só cartazes apresentavam as máquinas da
fabricante alemã. Apesar de admitir dificuldade para vender modelos
elétricos na região, Tobias Oleskow, engenheiro da KraussMaffei, destacou
a série AX, de injetoras elétricas. Apresentadas nos Estados Unidos pela
primeira vez no ano passado, essas máquinas se pautam na economia, isso
porque representam uma versão mais barata do que a série de injetoras
elétricas EX, voltada a aplicações padrão de injeção. Segundo Oleskow, o
consumo de energia chega a ser 70% menor do que o de uma máquina
totalmente hidráulica. Para tanto, entre outras medidas foram projetadas
guias lineares precisas para as placas móveis, que permitiram que o
deslizamento sofresse até 80% menos fricção do que os designs
convencionais.
A empresa também possui extrusoras em seu portfólio, porém, por causa da
força da indústria automobilística do país, investiu nas injetoras.
“Dentro do mercado da América Latina, a Argentina é o terceiro país que
mais consome nossas máquinas, por causa do mercado automobilístico”,
comentou Oleskow. Para esse segmento, a fabricante oferece a série MX –
são máquinas com força de fechamento de até 40.000 kN e unidade de
fechamento robusta com travamento mecânico, independentemente de cada
tirante.
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A aposta da principal fabricante argentina de periféricos, a Jonix, também
era no setor automobilístico. Para Alejandro Galati, o porta-voz da
fabricante na feira, esse segmento vai alavancar as vendas dos periféricos
na região. Por isso, apesar de não ter lançamentos, a empresa fez
questão de levar soluções para esse mercado, |

Galati levou dosador fabricado em Buenos Aires para concorrer
com os importados |
apresentando no estande um mostruário de sua fábrica, localizada em Buenos Aires. Um destaque, a linha de dosador gravimétrico série 2000 conta com equipamentos de alta precisão e
utiliza o sistema de dosagem por lotes (batch). “Podemos fabricar modelos
para até 7 mil quilos/hora, com seis componentes”, ressaltou Galati. A
fabricante apresentou também sua linha de controladores de temperatura e
de alimentadores automáticos AVX-mix, que, entre outras características,
oferecem reduzida emissão de ruídos. “Nós só concorremos com os produtos
importados”, orgulhou-se.
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Mercado argentino esboça reação
O clima era solene durante a abertura oficial dessa 13ª Argenplás. Todos
esperavam o ministro de Planejamento, Investimento Público e Serviços, o
engenheiro Julio de Vido, como se fosse necessário o aval do governo para
o evento se confirmar como importante plataforma de negócios. Vínculo
entre o setor público e o privado, Vido reforçou a necessidade de a
indústria ir além do aspecto mercadológico e adotar ações sustentáveis.
O diretor-geral da Reed Exhibition, Gabriel Pascual, ressaltou tratar-se
de uma oportunidade para a Argentina ter contato com o que há de mais
inovador e verificar as tendências do mercado do plástico, enquanto o
presidente da Caip, Hector Mendez, traçou uma breve radiografia do
plástico, passando por sua história e reforçando a maneira pela qual o
material se
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tornou imprescindível para a sociedade atual.
Mendez enfatizou os avanços da indústria, com base no consumo per
capita do país, que em 1990 era de 11,5, e hoje é de 40 quilos por
habitante. A penetração do plástico na Argentina foi progressiva,
à exceção de 2002, quando houve retração de 29,4 para 21,9 do
consumo per capita. Ele também fez questão de descartar qualquer
dúvida quanto ao potencial da indústria do plástico local.
“Estamos competitivos”, concluiu. O presidente da Associação
Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), Merheg Cachum, era
um dos apoiadores do evento. Para ele, mais importante do que
falar das dificuldades do mercado, se faz imprescindível enfatizar
o momento como sendo de retomada. “Este período é de ascensão”,
disse. |

Mendez: consumo per capita do
país é de 40 kg |
A consultora Tais Sozo, da MaxiQuim, confirma essa recuperação. De acordo
com dados divulgados por ela, a produção da indústria do plástico
argentina apresentou crescimento de 8,2% de janeiro a fevereiro deste ano.
No entanto, é inegável que a crise mundial respingou em solo argentino. Em
2009, a indústria da transformação desse país amargou queda de 5,8% na
produção. Apesar de ser dona do maior consumo per capita da América Latina
– no Brasil o índice não chega a 30 quilos –, a Argentina registrou
consumo aparente dos produtos plásticos de 1.439.601 toneladas.
As importações de produtos acabados e semiacabados também caíram. Em 2009,
o país importou 18,2% a menos do que no ano anterior. O Brasil foi o
segundo país de quem a Argentina mais comprou, respondendo por 23,7% do
total, atrás da China (26,8%). Em seguida vieram: Chile (9%), Estados
Unidos (5,1%) e Uruguai (4,5%). O Brasil também respondeu por 39,3% de
todos os produtos plásticos comercializados pela indústria argentina para
o mercado externo. No ano passado, o índice exportado sofreu queda de
7,5%, em relação a 2008.
O consumo de matérias-primas em 2009 somou 1.414 toneladas, enquanto a
produção foi de 1.328 toneladas. As exportações totalizaram 604 toneladas;
as importações, 690 toneladas. O PE esteve na dianteira entre os polímeros
de maior consumo, com 38,6%. O PP representou 16,9%, PET 14,8%, PVC 9,2% e
PS, 4,1%. |
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