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p e r s p e c t i v a s
2010
ABRE |
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Cuca Jorge

Luciana Pellegrino É
Diretora-executiva da Associação Brasileira de Embalagem (Abre). |
Inovação e
produtividade sustentam alta
do setor
Luciana Pellegrino
Espera-se com
grande entusiasmo o ano de 2010. Desde o cenário político, com as
eleições presidenciais, o econômico, com forte recuperação da economia
nacional, bem como do ponto de vista do setor produtivo, no qual já
acontece uma retomada do crescimento.
A indústria de embalagens é um termômetro do setor de bens de consumo,
setor este que vem crescendo gradativamente ano a ano. Mas, mais do
que crescer, a indústria de bens de consumo vem se desenvolvendo e
aprimorando o serviço que presta à sociedade. |
A qualidade de vida de uma nação pode ser medida por meio das embalagens.
Isso porque elas refletem de forma bastante fidedigna o poder aquisitivo,
a demografia e os hábitos de consumo desta.
No Brasil percebemos uma grande evolução nos últimos anos em termos de
conveniência, qualidade, informações, manuseio facilitado e ocasiões de
consumo por meio das alternativas de embalagens.
Este desdobramento somente foi possível com o crescimento econômico do
país. O volume de consumo passou a justificar e embasar tanto os
lançamentos como as alternativas de produtos oferecidos.
Mas, além desses fatores, a indústria de embalagens nacional veio se
adaptando a outras tendências como, por exemplo, a interatividade. A
comunicação em nossa sociedade passou a ser uma via de mão dupla, e a
tecnologia em embalagem passou a trazer ferramentas para se proporcionar
essa interatividade entre consumidores e marca/empresa. Como alguns
exemplos: promoções, jogos, indicações para o site da marca, ou mesmo
personagens criados com a embalagem e, por fim, embalagens criadas por
comunidades das redes sociais da internet.
Neste cenário, a embalagem consolidou-se como ponto de referência entre a
empresa e o consumidor, abrindo um canal de comunicação mais amplo e
divertido.
A aproximação vem acontecendo também por meio da personalização dos
produtos, adequando-os ao seu público-alvo, seja pelo design, seja pela
conveniência no preparo e consumo.
Uma dona de casa que passava, há quinze anos, uma hora e quinze minutos
preparando a refeição de sua família, hoje passou a fazê-la, em média, em
15 minutos. E essa necessidade vem recaindo sobre diferentes classes
sociais, uma vez que o público feminino se consolidou no mercado de
trabalho.
E para atender a esta demanda a tecnologia de embalagem focou nas
alternativas de produtos prontos para o consumo shelf stable, que garantem
durabilidade sem a necessidade de resfriamento.
Pode-se dizer que duas palavras são chave hoje para o setor: a
produtividade e a inovação. E justamente esses dois fatores ajudaram a
indústria de embalagens a sobressair em um ano com tantas dificuldades
conjunturais.
Em outubro, a economia do país passou a se defrontar com os efeitos da
crise internacional e, com esta, a desaceleração do setor produtivo. A
utilização da capacidade produtiva caiu para 82%, perante os 90%
registrados em julho de 2008.
A retomada exigiu muita flexibilidade comercial do setor, o que se
refletiu em resultados práticos. A recuperação do setor, se comparada mês
a mês, acumulou um crescimento do volume de produção em torno de 15% entre
janeiro e outubro de 2009, alcançando o patamar de 88,2% da utilização da
sua capacidade. Neste mesmo mês de outubro, pela primeira vez no ano, o
desempenho do volume de produção, quando comparado com o mesmo período do
ano anterior, passou a ser positivo em 1,5%.
Estima-se que já no segundo trimestre de 2010 o setor alcance os patamares
produtivos de julho de 2008, ou seja, antes da crise. Para tal, precisamos
crescer ainda pouco mais de 5%. Cenário este bastante factível.
Por fim, novos desafios serão apresentados ao setor. Em especial, o
posicionamento pró-ativo ante as discussões ambientais. Este tema já está
em nossa sociedade e será pauta política em 2010. A indústria de
embalagens já tem muitas conquistas nesta área, e deverá apresentá-las à
sociedade como forma de contribuição e engajamento.
Para embasar esta discussão, a Associação Brasileira de Embalagem (Abre)
lançou campanha de comunicação intitulada “A Embalagem Construindo
Sustentabilidade”, e focará seus esforços no fechamento do ciclo de vida
da embalagem.
O cenário é positivo, tanto pelo crescimento da demanda como pela
necessidade de novos investimentos, maior capacidade produtiva,
competitividade e sustentabilidade. De uma forma geral, a indústria de
embalagem se aproxima cada vez mais da sociedade e, ao mesmo tempo em que
oferece soluções, se alimenta desta para as suas inovações.
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