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p e r s p e c t i v a s
2010
ABIPLAST |
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Cuca Jorge

Merheg Cachum é presidente da
Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e do
Sindicato da Indústria do Plástico (Sindiplast). |
Otimista, o setor comemora a retomada
do crescimento
Merheg Cachum
Desde julho de
2009, quando cresceu 6,5% em relação ao mês anterior, a indústria
brasileira de transformação do plástico vivencia consistente reação,
depois de um período sob forte impacto da crise econômica mundial. O
número de contratações de trabalhadores aumentou 7,9%, uma evidência
da confiança das empresas numa retomada mais duradoura do nível de
atividade. O saldo entre funcionários admitidos e desligados passou a
ficar positivo a partir de maio, quando ocorreram 14.288 contratações,
um aumento de 3,3% em relação ao mês anterior, e 9.774 desligamentos,
redução de 4,4% em relação a abril. |
Os números acumulados do ano, contudo, ainda refletem a crise econômica
mundial, conforme se pode observar nas estatísticas preliminares da
Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) para 2009: o
volume da produção caiu 5,7%, recuando dos 5,14 milhões de toneladas, em
2008, para 5,48 milhões. O faturamento total do setor diminuiu de R$ 40,92
bilhões para R$ 32,40 bilhões (menos 20,82%). A despeito de as
estatísticas acumuladas ainda apresentarem o impacto da crise, o número de
empresas transformadoras de plásticos teve um pequeno crescimento,
passando de 11.329 para 11.339.
ão para US$ 1,2 bilhão, significando redução de 13,79%. As importações
também retrocederam, de US$ 2,38 bilhões para US$ 2 bilhões. O saldo da
balança comercial setorial fechou 2009 com déficit de US$ 800 milhões. O
saldo negativo diminuiu 19,6% em relação a 2008, quando foi de US$ 995
bilhões.
Independentemente dos dados acumulados, a performance do setor a partir do
segundo semestre de 2009 evidencia clara retomada do crescimento. A
Abiplast e o Sindiplast têm realizado grande empenho no sentido de
contribuir para isso, bem como visando a oferecer serviços cada vez
melhores aos associados e ao mercado. Apesar das dificuldades de 2009,
mantiveram-se e foram ampliados os programas de cursos, treinamentos e
palestras e a realização de estudos importantes, como as “Análises
estatísticas do setor plástico”, os “Relatórios de acompanhamento de
índices de preços de resinas” e as “Análises da Balança Comercial
Brasileira de produtos transformados plásticos”. São relatórios e
informações muito úteis para se planejar e avaliar estratégias
mercadológicas.
Também tivemos participação destacada em eventos, nos quais empresas,
executivos, colaboradores, clientes e fornecedores trocam experiências e
ampliam sua rede de relacionamento. Ênfase para a 12ª edição da
Brasilplast, a maior feira internacional do setor na América Latina, a 2ª
Plastech Brasil – Feira de Tecnologias para Termoplásticos e Termofixos,
Moldes e Equipamentos, a Embala Nordeste 2009 e a 4ª Feira Internacional
de Embalagens e Processos Industriais.
Iniciativa importante no âmbito do Sindiplast foi a parceria com a
Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e a Fiesp para a
elaboração do Manual de Produção Mais Limpa (P+L), para a Indústria de
Transformação de Material Plástico. Trata-se de uma publicação de alto
nível, com orientação precisa para as empresas do setor, em resposta à
premência da preservação ambiental e ao desafio da humanidade de conter as
mudanças climáticas. O livro revela a consciência de nosso setor quanto ao
exercício da responsabilidade socioambiental.
Por outro lado, demos continuidade à luta por taxas de câmbio mais
favoráveis às exportações, isonomia do IPI, aumento do prazo de
recolhimento dos impostos e acesso mais amplo a financiamentos e com o
mesmo nível dos juros internacionais, a fim de suscitar a igualdade de
preços com o exterior. A despeito da queda da Selic no Brasil, o
desequilíbrio persiste, pois, por causa da crise, há vários países
praticando taxas próximas de zero. Tais conquistas ampliariam a
competitividade de nosso setor. Em 2009, a mobilização com foco nessas
medidas foi pauta prioritária da Abiplast. E continuará sendo uma
prioridade em 2010.
Apesar dos persistentes obstáculos, as perspectivas são positivas quanto à
performance da indústria de transformação do plástico em 2010. A tendência
de retomada a partir do terceiro trimestre do ano passado sinaliza haver
razões para um otimismo responsável.
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