S O P R A D O R A S

tempos de ciclo. O incremento de qualidade e a altíssima estabilidade são consequência desse processamento.” O sistema possibilita também trabalhar com diferentes resinas além do PET, como polipropileno, poliestireno, poliamida e policarbonato, entre outras.

Salu destaca dois lançamentos mais recentes. O primeiro refere-se ao modelo SB3-500LL-50, destinado a frascos com terminação até 38 mm. “A sopradora garante alta produtividade em até 16 cavidades, além de ser híbrida, o que reduz o consumo de energia e ciclo da máquina.”

Outro lançamento é a máquina SB3-150N-20, destinada a frascos pequenos com terminações menores que 20 mm, para até 16 cavidades em linha dupla.

Mas o carro-chefe de vendas, responsável por cerca de 40% da produção, é a SB3-250LL-50S. “Trata-se de um modelo versátil, capaz de produzir diversos tipos de frascos com gargalo estreito, boca larga, ovais, galões, entre outros.”

A Aoki também foca seus desenvolvimentos na redução de custos e na sustentabilidade das embalagens. “Garrafas de água de 500 ml com 11 gramas já são produzidas no Japão. Além de consumir menos material, ocupam menos espaço no descarte, problema sério já conhecido por muitos países”, defende Salu.

A Aoki desenvolveu embalagens-conceito com capacidade de 1 litro com apenas 15 gramas. “No Brasil, temos como exemplo o frasco de detergente com capacidade para 500 ml com 13,5 gramas, e de refrescos, também para 500 ml, com terminação 38 mm e 14,5 gramas.”

Na avaliação de Salu, há margem para redução de peso em todas as embalagens, porém é necessário analisar os impactos que essas alterações podem gerar em todas as




Carro-chefe da Aoki, o modelo SB3-250LL-50S produz uma ampla diversidade de frascos

etapas do produto, desde o envase ao transporte, estocagem, manipulação e exposição na gôndola, entre outros. “A redução de peso, aliada à adaptação de todas as etapas posteriores, define o sucesso da embalagem sustentável.”

Outra questão importante se refere à eficiência dos componentes. “Peças mais duráveis equivalem a menores custos de manutenção e menor perda com máquinas paradas.” Para tanto, Salu ressalta a importância da manutenção preventiva. “Nem todos os clientes pensam dessa forma, por isso dispomos de estoque local de peças com o intuito de resolver boa parte dos problemas sem depender de importações.”

Segundo ele, os componentes utilizados provêm de fornecedores multinacionais. “Isso facilita a busca de peças diretamente dos fabricantes com filiais instaladas no Brasil.” A Aoki fabrica máquinas e moldes exclusivamente no Japão.

No Brasil, há empresas especializadas em fabricação de moldes para as máquinas da marca. “A fabricação local de moldes agiliza os projetos e favorece a venda de novas máquinas.”

Máquinas maiores – A sopradora de PET entrou no portfólio da Krones em 1997. “Mais de uma década depois, a empresa é uma das principais fornecedoras do mercado, tanto no Brasil como no mundo”, afirma o gerente de vendas da filial brasileira, Nelson Ferreira Junior. A indústria de refrigerantes representa 80% dos negócios da Krones.

Segundo Ferreira, o mercado brasileiro apresenta atualmente forte demanda pelas sopradoras da série Contiform S, em especial os modelos de 8 a 24 cavidades. “A demanda por máquinas maiores vai crescer em um futuro breve porque, cada vez mais, os clientes têm buscado soluções para aumentar a produtividade e reduzir os custos de operação. Quanto mais alta a velocidade da linha, menores os custos, tanto operacionais como de manutenção”, avalia.

As sopradoras constituem uma parte dos negócios da Krones, que envolvem até sistemas completos, do tipo turn-key, e agora a companhia está se especializando também na área de logística. Segundo Ferreira, nos últimos dois anos, a Krones forneceu sete linhas, compostas por sopradoras e envasadoras, para o Brasil, cujas velocidades vão de 12.000


Ferreira vê forte demanda por máquinas de maior porte

a 43.200 garrafas/hora. “Proporcionam ganhos de energia, espaço, tempo, manutenção e operação, entre outros benefícios.”

De acordo com Ferreira, a Krones investe cerca de 7% de seu faturamento bruto anual mundial em pesquisas e desenvolvimentos de novas tecnologias, a fim de desenvolver soluções sustentáveis. “Novos modelos são constantemente apresentados. Hoje as velocidades alcançam 2 mil garrafas por cavidade. O modelo H também tem feito bastante sucesso para as garrafas que necessitam de envase a quente.”

Além do foco na redução de consumo energético, a Krones tem investido, cada vez mais, no desenvolvimento da garrafa PET ultraleve. “Proteção ao meio ambiente e menos custos produtivos são duas exigências do mercado.” Ferreira argumenta ainda que cada décimo de grama a menos por embalagem representa, ao longo de um ano, importantes economias de material e dinheiro, em especial se a resina utilizada para as pré-formas for de PET-padrão.

Segundo ele, a adoção do PET ultraleve é uma forte tendência na Europa e tem grande potencial de conquistar o mercado brasileiro por oferecer grande vantagem de custos, aumentando a competitividade entre as empresas. “No caso da água mineral sem gás, a garrafa pode representar até 70% do custo total do produto.”

Divulgação

Desenvolvimento de garrafa ultraleve é foco da Krones

Dentro desse contexto, destaca a garrafa de 500 ml, um modelo convencional com um desenho muito atraente e perfeitamente adaptado a um peso mais leve.

Recentemente, apresentou a garrafa PET de 500 ml com apenas 6,6 gramas para envase de água sem gás, desenvolvida com base no conceito NitroPouch. “Esta tecnologia conquistou importantes prêmios por sua inovação, tais como o Water Innovation Award, organizado pela revista Bottled Water World, e o Prêmio Alemão de Embalagem, do Instituto Alemão de Embalagem.”

A tecnologia consiste na subdivisão de uma garrafa em diferentes zonas funcionais. Para a parte superior da garrafa, foi definido um diâmetro pequeno, que melhora a estabilidade da área em que o usuário segura a garrafa. A mesma área foi reforçada por ranhuras especiais que permitem a rotulagem em garrafas vazias. A parte inferior possui um diâmetro visivelmente maior, contendo a maior parte do produto a ser envasado. “Nesta zona, a espessura da parede é inferior a 0,1 milímetro.”

Ferreira explica ainda que a garrafa é estabilizada com nitrogênio para evitar seu colapso durante o transporte e a manipulação. “Durante o processo de envase, é introduzida uma pequena quantidade de nitrogênio líquido, que se converte em gás depois de tampada a garrafa, criando uma pressão interna de aproximadamente 0,5 bar. Com isso, a garrafa pode ser processada sem problemas na linha de envase e transportada sobre paletes normais.”

A tecnologia short height (baixa altura) chegou ao mercado no fim do ano passado. Já existem pré-formas com esta solução tecnológica em vários fabricantes do sistema Coca-Cola. “A solução será aplicada em todo tipo de embalagem PET da empresa.” A principal vantagem está na economia de matéria-prima, tanto da resina PET da pré-forma como também da tampa da garrafa. “O pescoço da garrafa mais curto permite o uso de tampa mais leve.”

Todos os modelos de sopradoras da Krones são capazes de operar com a tecnologia short height, sendo necessária a conversão do sistema. “Os modelos mais novos de sopradoras já têm a tecnologia incorporada como padrão.”

Ferreira faz uma avaliação positiva do primeiro semestre. “A crise mundial não afetou diretamente os negócios no Brasil. Para o segundo semestre as perspectivas são igualmente positivas.” Ele estima a elevação da demanda no final de 2009, com reflexos nos resultados de 2010.

A Aoki atribui ao desempenho do segundo semestre os bons resultados acumulados no ano. Depois de um começo fraco, o segundo trimestre de 2009 deu início à recuperação, possibilitando ultrapassar o volume de vendas do período anterior. “Tanto para o segundo semestre como para o próximo ano, esperamos a economia ainda aquecida com previsão de crescimento de 20% em vendas. No início de novembro, já atingimos o faturamento de 2008”, afirma Salu.

 

 

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