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Afirma ainda que as vendas de unidades individuais superam as de
centrais de refrigeração, visto que a adequação ao processo do cliente é
mais fácil, possibilitando novas compras conforme a necessidade atual e
não seguindo um planejamento de expansão.
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Mais modernos – Além dos controladores
microprocessados inteligentes e de simples interação homem/máquina, os
fabricantes citam outros avanços tecnológicos relevantes adotados nos
equipamentos da linha, tais como novos condensadores e evaporadores,
menores e mais eficientes, que favorecem a redução do consumo
energético.
Segundo Dutra, da Metalplan, os compressores frigoríficos do tipo
scroll, muito utilizados no mercado nacional, são 20% mais econômicos
em relação aos modelos tradicionais. “E muito mais duráveis.” A
utilização de gases frigoríficos ecológicos é outro avanço tecnológico
relevante (ver boxe nesta matéria).
A Metalplan fabrica unidades de água gelada com capacidades de 1.000 a
120.000 kcal/h, entre outros equipamentos como o ultrarresfriador de
ar comprimido (-35°C). “Fornece ar comprimido supergelado para o
aumento da produtividade do processo de sopro de plásticos.” Segundo o
fabricante, a temperatura do ar comprimido de -35°C (-30°F) resfria
rapidamente a peça soprada e também permite uma melhor qualidade do
produto acabado.
O vice-presidente para a América Latina da Piovan, Ricardo Prado,
destaca entre os maiores avanços o uso de compressores de velocidade
variável, de motores de alto rendimento para bombas incluindo ou não
variação da velocidade e, no caso mais brasileiro, a disseminação dos
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Dutra assegura maior durabilidade e economia
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compressores scroll que, segundo ele, têm um bom rendimento em geral
com um consumo energético apropriado.
A Piovan fabrica sistemas de resfriamento, como unidades de água gelada e
chillers desde 5.000 kcal/h a 406.000 kcal/h. No Brasil, a linha vai até
190.000 kcal/h. Modelos de maiores capacidades são importados. “As
principais características destas máquinas, além da possibilidade de
condensação por ar ou água, é o rendimento energético. Foram projetadas
para o menor consumo elétrico possível, de modo que atinjam as
necessidades do exigente mercado europeu”, afirma Prado.
Todos os modelos estão disponíveis com compressores scroll. Em
capacidades maiores também há versões com compressor a parafuso. “Dispomos
também de linha especial para máquinas de pré-forma de PET, chamada
PETChiller, que conta com compressores variáveis que se adaptam
automaticamente à produtividade requerida pelo processo.”
Fazem parte da linha ainda os sistemas de resfriamento de água industrial
em circuito fechado, os Dry Coolers e trocadores de calor para extrusão de
filme tubular. “A Piovan trabalha para garantir o menor consumo energético
possível, com máquinas de altíssimo rendimento.”
Na avaliação de Prado, o mercado de refrigeração industrial conta com boa
demanda. A empresa estima aumentar o faturamento em relação a 2008,
principalmente por causa da ampliação da participação no mercado local. A
Piovan do Brasil exporta para o México, Chile, Venezuela, Costa Rica,
Argentina, Peru, Colômbia e demais países da região.
Mercado – Os reflexos da crise econômica, desencadeada há um ano,
ainda interferem nas vendas de 2009. “O mercado está se recuperando de um
primeiro semestre muito difícil e de baixos investimentos”, diz Dutra, da
Metalplan. Mas as previsões são otimistas. “O segundo semestre aponta uma
recuperação e o ano pode encerrar com o mesmo nível de vendas do período
anterior. Porém, há boas perspectivas de crescimento para 2010.” A empresa
exporta desde 1995, e atualmente seus equipamentos chegam a todos os
países da América Latina e Estados Unidos.
Segundo Dutra, a concorrência com os importados não é significativa.
“Entretanto, os equipamentos italianos possuem alguma tradição no mercado
brasileiro e os chineses sempre acabam chegando, de uma forma ou de
outra.”
Dessa opinião compartilha Prado, da Piovan. “Sinceramente, na área de
refrigeração não creio que exista alguma perda de mercado para importados,
exceto no caso de grandes sistemas altamente especializados, nos quais os
players mundiais também contam com boa estrutura no Brasil”, diz.
E justifica: “Os sistemas de refrigeração e unidades de água gelada têm
seu maior rendimento atrelado a uma boa especificação e aplicação. Embora
raramente exijam uma intervenção técnica, quando isto ocorre, ela deve ser
feita por pessoal especializado. Por isso, não é simples importar e vender
tais equipamentos. Uma parada de máquina de refrigeração para, com
certeza, o processo produtivo, exigindo intervenção rápida, possível
apenas para fornecedores bem estruturados no país.”
Na avaliação de Prado, o Brasil conta com a melhor estrutura de fabricação
e suporte na área de refrigeração de toda a América Latina, com bons
fabricantes, gente especializada e formação técnica. “Barreira natural aos
vendedores de ocasião.”
Para a Megacal, 2009 começou abaixo das expectativas, mas recuperou o
fôlego. “Agora trabalhamos a todo vapor. As vendas já registraram alta de
15% em relação ao período anterior, contra uma projeção de 30% que ainda
deve ser alcançada”, afirma Priscila. Para 2010, a empresa projeta
crescimento de 50%.
Hora de investir – Tempos de crise exigem mudanças, adequações. Mas
em vez de recuar, as empresas do setor de refrigeração decidiram investir
e se preparar para a retomada do mercado. “Em 2009, aproveitamos a crise,
investimos cerca de 300 mil reais e mantivemos a equipe toda motivada e
ocupada com novos desenvolvimentos”, explica o diretor-geral da Mecalor,
de São Paulo, János Szegö.
O argumento é simples: “A redução de custos nunca deve por em risco a
confiabilidade e a reputação alcançadas. A Mecalor promove o treinamento
intensivo da equipe, e o Programa de Melhoria Contínua adotado pela
empresa foi responsável pela implantação de 2 mil sugestões.”
Os investimentos nortearam as ações de praticamente todos os fabricantes
do setor. A Piovan, de Osasco-SP, lança, em média, quatro novos
equipamentos por ano, sem contar as soluções especiais. Segundo
informações do vice-presidente para a América Latina, Ricardo Prado, os
investimentos da companhia contemplam tanto a planta brasileira quanto a
matriz, onde estão os dois times de desenvolvimento para o setor de
refrigeração.
Com 23 anos de experiência no mercado de resfriamento de água e
ventilação, a Körper, de Jundiaí-SP, apresentou sua primeira unidade de
água gelada na Brasilplast 2009. “A equipe de engenharia de produto está
atenta e em constante atualização para sempre ter o melhor produto
disponível no mercado”, diz o gerente de aplicações especiais, Roger
Camargo.
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A empresa assegura ainda o constante aperfeiçoamento
das linhas, visando, entre outros ganhos, a redução do consumo
energético. “A fábrica está sendo adaptada para o grande volume de
vendas da unidade de água gelada, que superou todas as expectativas
previstas no seu lançamento. Além disso, nossos produtos estão
passando |

Água gelada da Kröper propicia menor consumo
energético |
por um processo de redução de tamanho. Em alguns casos, ficando mais
altos, porém menores nas bases para ocupar cada vez menos espaço nas
plantas dos clientes.”
Casa nova – Uma das metas da Megacal, de Mairiporã-SP, para 2010 é
a construção da nova sede. Nos últimos dois anos, no entanto, ações
estratégicas realizadas com a equipe interna e os fornecedores já renderam
bons resultados, como a redução de 30% nos custos e melhorias na qualidade
dos produtos. “Solidificamos nossas parcerias”, comemora a
diretora-financeira Priscila Perri.
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A Tecnos, de Limeira-SP, já está de casa nova. A
empresa trocou as antigas instalações, distribuídas em quatro prédios
com 3.500 m², por sede com 8.000 m² de área construída. Com isso,
unificou as unidades Tecnos Metais, Tecnos Laser e Tecnos Plásticos.
Os investimentos contemplaram ainda a aquisição de máquinas de corte a
laser, prensas e softwares, além da implantação da ISO 9.000/2008, e
treinamento dos colaboradores.
Dentre as novidades, Mauricio Beduschi cita a ampliação da linha de
unidades de água gelada, com condensação a ar e a água, que
passou a contar |

Linha de água gelada ganhou modelos maiores |
modelo para até 300.000 kcal/hora. “Com a melhoria e padronização dos
processos produtivos, tivemos uma redução de custo entre 10% e 20%.”
Montados em gabinetes com pintura eletrostática, os equipamentos possuem
compressores herméticos tipo scroll, CLP para comando, tubulação
hidráulica em cobre, facilidade de manutenção e controle automático de
compressores, entre outras características. “O controle de temperatura é
feito por meio de um CLP que realiza o revezamento de compressores
minimizando o número de partidas por hora.”
Dentre os principais avanços registrados no setor, Beduschi cita a
substituição do controle elétrico pelo elétrico/eletrônico e a adoção de
gás refrigerante menos agressivo ao ambiente e de compressores scroll,
priorizando a redução do consumo energético. “As proteções elétricas
passaram a garantir maior segurança e as estruturas mais compactas, a
redução dos custos.”
A empresa exporta desde 2003 para os países do Mercosul, e também importa
alguns modelos. Na avaliação de Beduschi, o mercado nacional demanda maior
volume de equipamentos de menores portes. “Graças a uma modernização e
avanço tecnológico, o transformador tem apresentado uma tendência para as
linhas de médio porte”, diz.
Nas contas do diretor-comercial da Metalplan, Edgard Dutra Jr., em 23 anos
de mercado, a empresa de Cajamar-SP já instalou mais de 60 mil
equipamentos no país, entre os quais cerca de 2 mil refrigeradores. Nos
últimos dois anos, a empresa investiu mais de R$ 3 milhões em softwares,
novos equipamentos e processos produtivos. “Elevamos a automação da
empresa em níveis incomparáveis no mercado brasileiro”, assegura. A
maioria dos componentes dos resfriadores é fabricada pela própria
Metalplan.
Novo design – A Refrisat, de Guarulhos-SP, reformulou toda a linha
de equipamentos, que ganhou novo design, entre outros benefícios, e
reestruturou a produção. Os investimentos consumiram 5% do faturamento
total, mas geraram 7% de redução nos custos totais. As novidades foram
apresentadas na Brasilplast 2009.
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Desde então, a empresa vem colhendo os frutos da
iniciativa. “A terceirização parcial de alguns processos gerou
consequências imediatas em 70% dos modelos de linha. Reduzimos o tempo
de fabricação em pelo menos 40% em relação ao processo anterior”,
explica o diretor-industrial, Carlos Pereira.
Segundo ele, esses resultados serão superados, uma vez que a
estratégia, em fase adiantada, vai beneficiar, ainda em 2009, outros
projetos que não foram contemplados. Com a terceirização, a operação
interna está focada na montagem do equipamento. Além de mais modernos,
compactos e com |

Resfriador de ar da Refrisat
para filmes |
linhas arredondadas, os sistemas de água gelada e os termorreguladores
ficaram mais econômicos, produtivos e eficientes, segundo a Refrisat.
As estratégias adotadas incluíram a total terceirização da produção dos
gabinetes, utilização de componentes de última geração que consomem menos
energia e o desenvolvimento de softwares para automação e maior autonomia
para o equipamento. “Buscamos ainda a criação de um design moderno e
arrojado, que agregasse valores tecnológicos, e fosse exclusivo de
mercado”, afirma o supervisor de marketing, Rafael Kenji Saito.
Na avaliação de Pereira, a boa aceitação dos novos modelos se deve, entre
outras coisas, à tecnologia de controle por CLP, às melhorias no
desempenho aliadas ao baixo consumo de energia, além do design inovador do
gabinete.
Saito ressalta ainda que a marca tem forte atuação em todos os segmentos
do plástico. “Além de equipamentos-padrão, projetamos modelos específicos
para cada processo solicitado, sendo esta qualificação técnica um enorme
diferencial competitivo.” A empresa atua também em outros segmentos. “Por
termos grande conhecimento do mercado de plásticos e diversos equipamentos
específicos, este é o setor em que registramos maior participação, seguido
do segmento médico-hospitalar e metal-mecânico”, diz Saito. Segundo ele,
as vendas avançaram ainda nos setores laboratorial, com estufas e câmaras
climáticas; de alimentos e bebidas, um mercado sempre muito forte; e
também na indústria química e de cosméticos.
A Refrisat fabrica sistemas de água gelada com condensação a ar e a água,
cujas capacidades variam de 5.000 a 480.000 kcal/h. Faz parte da linha de
equipamentos, o termorregulador quente/frio, com sistema de refrigeração e
aquecimento em gabinete único, para dois pontos de consumo com
temperaturas diferentes, e que utiliza água como meio circulante e possui
duas saídas com temperaturas controladas de 5°C a 25°C e de 5°C a 90°C.
Na Brasilplast, a empresa apresentou o aparelho gerador de ar frio (RA)
para a extrusão de filme tubular, com controle preciso da temperatura. O
equipamento opera por sistema de refrigeração direta por meio de gás
refrigerante. Segundo o fabricante, a temperatura é controlada e
estabilizada no fluxo de ar frio com excelente precisão, melhorando a
transparência, o brilho e as características dimensionais do filme.
Dentre os principais avanços tecnológicos e benefícios adotados na linha
de equipamentos, Saito ressalta as melhorias no quadro elétrico, com
padrões construtivos e de identificação internacionais; no gabinete, mais
compacto e acessível para manutenção; e a adoção de componentes que
garantem melhor rendimento, como o condensador e a coifa do ventilador.
Destaca ainda o novo CLP. “Permite diagnósticos precisos e automação. A
programação do equipamento pode auxiliar na redução de gastos por
inatividade de processos, tempo ganho em tomada de ação caso ocorra alguma
falha e ganho de desempenho do equipamento adequado ao processo”, assegura
Saito.
CFCs e HCFCs – Substitutos dos clorofluorocarbonos (CFCs), os HCFCs
(hidroclorofluorocarbonos) também estão com seus dias contados. Menos
agressivos, os HCFCs surgiram como uma opção ao CFC, cujo uso foi proibido
por causa do alto potencial de destruição da camada de ozônio. Os países
signatários do Protocolo de Montreal, assinado em 1987, entre eles o
Brasil, decidiram antecipar os prazos de eliminação dessas substâncias, a
partir de 2013. Esse acordo foi firmado em 2007.
Desde então, o Brasil adotou um programa de eliminação em respeito aos
novos prazos que determinam o congelamento do consumo e produção dos HCFCs
em 2013, com base no consumo médio de 2009-2010; redução de 10% do consumo
em 2015; 35% em 2020; 67,5% em 2025; 97,5% em 2030 e eliminação do consumo
em 2040.
Para auxiliar as indústrias usuárias de fluidos refrigerantes e ampliar a
discussão sobre o tema, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) está
promovendo uma série de seminários em todas as regiões do país. De acordo
com dados divulgados pelo MMA, a redução do consumo de HCFCs afetará
diversos setores industriais, entre eles os de refrigeração e ar
condicionado, espumas, solventes e extinção de incêndio. No ano de 2007, o
consumo de HCFCs no país foi de 1.545,2 tonelada. Deste total, 53,8%
corresponde ao consumo de HCFC-22 e 45,1% ao consumo de HCFC-141b.
Diversos refrigerantes clorados, tais como o R-11, R-12, R-22 e R-502,
foram produzidos sem restrições até o início da década de 80. Após a
assinatura do protocolo, começaram a surgir os substitutos ecológicos
chamados hidrofluorocarbonos (HFC’s), como o R-134a, que substitui o R-12
em geladeiras, e o R-404a, alternativa para o R-502, muito utilizado em
freezers. “O refrigerante por excelência para chillers era, e continua
sendo, o R-22. Trata-se de um CFC com índice de degradação da camada de
ozônio vinte vezes menor que o do R-12”, defende o diretor-geral da
Mecalor, János Szegö. Assim como os demais usuários de fluidos
refrigerantes, os fabricantes de unidades de água gelada terão de se
adaptar à nova realidade do mercado mundial, e já começaram a fazer a
lição de casa. Muitas empresas adotam fluidos refrigerantes ecológicos em
suas linhas de equipamentos.
Os mais usados são o R407c e o R134a. “Nos equipamentos produzidos no
Brasil, oferecemos os fluidos R407c e R22. Nos itens importados, o R407c,
R134a e R410”, diz o vice-presidente para a América Latina da Piovan,
Ricardo Prado. As opções também fazem parte da linha dos demais
fabricantes nacionais. “Atuamos com os gases convencionais de mercado e
toda a linha de gás ecológico, seguindo uma tendência mundial”, afirma a
diretora-financeira da Megacal, Priscila Perri.
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