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Outra questão importante se refere ao uso de misturadores de pinos, de
canais retos ou helicoidais, de barreiras e duplo-filete, entre outros. É
possível projetar roscas com mais de um misturador. Tal recurso
possibilita melhor homogeneização e economia de insumos, tais como resinas
e pigmentos.
Ao eliminar problemas de mistura, o transformador melhora a produção. Vale
ressaltar que o uso de roscas com misturadores não aumenta a capacidade da
máquina em quilos/hora, mas evita a perda de material.
Troca ou retífica – Manter a integridade do conjunto rosca e
cilindro deveria ser a primeira lição de casa para qualquer planta
industrial. Para tanto, a manutenção preventiva tem de ser levada a sério.
Mas nem sempre isso ocorre. O transformador deverá seguir as recomendações
dos fabricantes relativas à periodicidade das medições e averiguações.
Existem fornecedores que promovem inspeções gratuitas e auxílio na tomada
de decisões. As ações e recomendações variam. Há fornecedores que
recomendam nitretação da rosca sempre que a folga entre esta e o cilindro
ultrapassar 0,5 mm. Outros, contrários às paradas, defendem a operação
contínua, a fim de se evitar o acúmulo de impurezas e resinas.
A opção pela troca ou retífica também deve ser avaliada com atenção,
considerando-se critérios específicos de produção, tempo de uso, tipo de
projeto, expectativa de utilização etc. O recondicionamento é uma prática
muito empregada e de grande utilidade.
No entanto, vale ressaltar que, muitas vezes, altera a geometria da rosca
e, eventualmente, não garantirá a plastificação desejada. Mas, em alguns
casos, existe a possibilidade de se manter o rendimento original a um
custo 50% inferior ao da aquisição de um novo conjunto.
Dentre os indícios de que a rosca deve ser substituída ou recuperada,
Alves, da By Engenharia, cita a perda de produção, aumento dos refugos e a
necessidade de alterações constantes nos parâmetros do processo.
“Normalmente, os efeitos ocorrem em cascata. O transformador aumenta a
rotação para compensar a perda de produção e, consequentemente, aumenta a
temperatura da massa, o que poderá ocasionar queima dos produtos ou
aditivos, gerar refugos etc.”
O principal problema é o desgaste, que pode acontecer basicamente por
causa da abrasão e corrosão causadas pelos materiais processados, tais
como resinas e cargas minerais; dos parâmetros do processo e ainda do
produto final.
Outro fator importante para o desgaste é a adesão. Os materiais
especificados para a confecção de canhão e rosca precisam ser
metalurgicamente compatíveis. A escolha incorreta ou a baixa qualidade dos
materiais influenciam a durabilidade desses acessórios. Alves cita ainda a
montagem sem alinhamento adequado das partes e as folgas indevidas.
A linha da Xaloy, representada pela By Engenharia, é composta por
cilindros e roscas bimetálicos (ou não) para extrusoras, injetoras e
sopradoras; camisas e roscas para extrusoras dupla-rosca contrarrotantes;
e ponteiras, bicos valvulados e sistema de aquecimento para injeção.
“Podemos fazer a rosca de acordo com o desenho e a especificação do
cliente ou de projeto nosso”, explica Alves.
Dentre os lançamentos mais recentes, Alves cita os materiais especiais não
bimetálicos para roscas com até 50 mm de diâmetro e ponteiras destinadas
ao processamento de poliamida com fibra e baquelite. “Alcançamos
resultados espetaculares em termos de durabilidade nas roscas e
ponteiras.” Cita ainda ponteiras com desenhos especiais que tanto
favorecem o fluxo como auxiliam a redução do desgaste e desenhos especiais
de roscas patenteadas.
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O segmento de injeção representa 65% das vendas da
empresa; seguido pela extrusão, com 30%; e sopro, com os 5% restantes.
A Xaloy desenvolveu o processo de bimetálicos em 1931. Graças ao
histórico de aquisições, a empresa oferece vasto pacote de itens, como
camisas e roscas bimetálicas, ponteiras, bicos valvulados e filtrantes
para injeção, troca-telas, bombas de engrenagens e cilindros para
calandras, entre outros.
Na avaliação de Alves, 2008 foi excepcionalmente bom. “Já 2009 começou
com vendas bastante reduzidas em virtude da crise financeira, mas
agora no segundo semestre houve um considerável aquecimento. Esperamos
fechar o ano com resultados compatíveis com o período anterior. |

Alves aposta na retomada das vendas neste segundo semestre |
Mercado reestruturado – Em 1986, após um desmembramento, a
Miotto criou a Equipamentos Universaloi, responsável desde então pela
fabricação de roscas e cilindros marca Universaloi, sob a assessoria
técnica da Miotto. Um dos pontos fortes, segundo dados divulgados pela
empresa em sua página na internet, é a fabricação com o uso de
revestimentos bimetálicos.
A empresa fabrica, com tecnologia nacional, roscas simples, duplas
contrarrotantes e duplas corrotantes. Além da nitretação, dependendo das
características do material a ser extrudado e da liga aplicada no
cilindro, as roscas poderão receber revestimentos especiais na crista dos
filetes ou em toda a sua superfície.
Em setembro de 2008, a AWS Brasil, fabricante de periféricos e
equipamentos para o setor de plásticos, com sede em Curitiba-PR, adquiriu
a Matrix, indústria de roscas e cilindros, sediada no mesmo município. O
valor da negociação não foi divulgado.
Segundo o diretor-comercial, Samir Lopes, a nova empresa, denominada
filial da AWS, rebatizada de Matriz, vai receber cerca de R$ 800 mil de
investimentos em máquinas e processos. “Com a aquisição, passamos a
produzir também troca-telas, cabeçotes e matrizes. Em breve, lançaremos
linha de extrusoras.”
A linha de roscas bimetálicas e nitretadas tem modelos até cinco metros de
comprimento. “Produzimos sob encomenda para máquinas já existentes e
projetos para melhorias de processos.” Dentre as principais evoluções
registradas pelo setor nos últimos anos, Lopes cita a facilidade de
importação das ligas especiais e de cilindros bimetálicos prontos, o que
auxilia na melhora da qualidade do produto nacional.
As estimativas são de crescimento, segundo Lopes. De acordo com ele, os
desenvolvimentos focam as indústrias de injeção, extrusão e sopro, porém o
maior volume de negócios fica entre os dois primeiros segmentos. “O
mercado de recuperação está igualmente aquecido”, afirma.
O avanço no mercado de reciclagem de plásticos também ampliou as operações
das empresas do setor de roscas. Muitas passaram a focar boa parte de seus
desenvolvimentos nesse nicho. A Wortex é um bom exemplo disso, assim como
a paulistana Teck Trill e a AWS, entre outras.
Recentemente, a Wortex apresentou novo modelo da linha Challenger Recycler,
o WEX 90-38D, para o mercado de granulação. Dentre os diferenciais, o
fabricante cita os sistemas de dupla degasagem, alimentação forçada e de
corte, que garantem baixo consumo energético e alta produtividade.
De acordo com informações divulgadas pela Wortex, a capacidade produtiva
alcança de 300 a 350 kg/hora, no processamento de polietileno. O sistema
de dupla degasagem permite o processamento de filmes com maior nível de
impressão que a mono degasagem. A tecnologia, aliada a um design de rosca
com capacidade de mistura dispersiva e distributiva, produz um granulado
compacto, sem porosidade e com baixo nível de degradação.
Já o sistema de alimentação forçada contribui para o aumento da capacidade
de produção, além de torná-la mais estável. O sistema de corte,
desenvolvido pela empresa, visa à obtenção de granulado uniforme e maior
flexibilidade na escolha do diâmetro e comprimento final do grão.
Todos os projetos de máquinas e acessórios são desenvolvidos no centro
tecnológico da empresa, e visam a adequar os insumos ao processo final e
ao equipamento de cada cliente.
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