O representante da Debmaq no Rio Grande do Sul, Rafael Pagno, afirmou que o movimento e os contatos esquentaram a partir do segundo dia. Apenas criticou o acesso fácil de sacoleiros e pedintes ao estande. Essa presença de curiosos, na visão de Pagno, atrapalha o atendimento de quem visita os estandes com intenção manifesta de comprar máquinas. “Eles querem pegar de tudo: bacia, bandeja, sacola. Deveriam restringir esse pessoal”, reclamou o executivo de vendas.

Activas monta aliança com a Quattor

A activas, uma das maiores distribuidoras de resinas da América do Sul, formou uma aliança estratégica com a petroquímica Quattor para aumentar a participação das duas empresas nos mercados nacional e internacional. A informação veio do CEO da Activas, Laércio Gonçalves, durante a Plastech. “O nosso sobrenome é Quattor. Investimos todas as nossas fichas na Quattor porque ela será global”, previu Gonçalves. “Nós vamos crescer com ela”, acrescentou.

A proposta visa a fortalecer as duas marcas a partir do Rio Grande do Sul, onde a Activas mantém um dos maiores centros de distribuição de resinas do país. Segundo Gonçalves, o Rio Grande do Sul representa 20% do faturamento da sua empresa e pode se constituir no grande canal de penetração da marca Quattor no mercado gaúcho.

A Activas conta com 8.500 clientes ativos no Brasil. Com efeito, a ação de divulgar a marca Quattor será ampliada no Nordeste, Rondônia e Espírito Santo. Apesar da parceria, Laércio Gonçalves não exigiu contrapartidas de exclusividade por parte da Quattor. Para o diretor e proprietário da Activas, o grupo petroquímico ainda irá se servir de seus demais distribuidores, continuará atendendo grandes, médios e pequenos transformadores e nesse primeiro momento de chegada no mercado não irá brigar pelos clientes pesos pesados da terceira geração petroquímica.

De acordo com Gonçalves, no plano da Activas desenhado há dez anos o modelo de negócio petroquímico demonstra a inviabilidade de distribuidoras regionais. O desenho traçado

determina a formação de empresas de grande porte aliadas a grandes grupos petroquímicos. No entendimento do CEO da Activas, assim como ocorreu na primeira e segunda geração, poucas empresas da distribuição permanecerão no mercado. Elas terão de se internacionalizar e a aliança com a Quattor foi a estratégia escolhida pela Activas neste aspecto.

“A Quattor irá alçar vôos no mercado internacional cada vez mais altos, e nós da Activas estamos dispostos a abrir centros de distribuição no exterior, justamente nas regiões em que a Quattor não tem canal de vendas. Queremos ser a cara da Quattor naqueles pontos em que ela ainda não chegou”, reforçou Gonçalves.


Gonçalves: distribuidora vislumbra mercado externo

Em sua opinião, o país precisa exportar resina porque petróleo “não tem valor agregado”. De acordo com Gonçalves, a operação com a Quattor dentro de um ambiente de aliança estratégica se tornou possível porque a Activas dividiu seu organograma por nichos de mercado e separou as unidades de negócios de commodities e de plásticos de engenharia. Dessa forma, a aliança com o grupo petroquímico não cria quaisquer conflitos de interesses.

Da área de extrusão, sobraram elogios à Plastech. Enrico Miotto, um dos mais tradicionais construtores de máquinas para chapas e perfis do país, qualificou o novo pavilhão de “maravilhoso, com instalações perfeitas”. No primeiro dia da feira, a Miotto vendeu uma linha de extrusão no valor de R$ 500 mil, sendo que a previsão para os três meses que se seguem à Plastech é gerar vendas de R$ 3 milhões relacionadas com o evento.

“Ficamos contentes e a organização nos agradou muito”, comentou o diretor da Miotto, Enrico Miotto. “As extrusoras estão em constante melhoria e os transformadores gaúchos têm predileção por modernizar seus parques de produção. Em 2011, estaremos de volta”, acenou o empresário.

Outro peso pesado da extrusão, Luís Carlos Rulli, da Rulli Standard, também saiu satisfeito da Plastech. “Quem não prestigia o evento de Caxias do Sul está fora do mercado da Região Sul, ou em vias de sair.” Ele elogiou ainda o projeto do novo pavilhão, com mais de 12 metros aproximados de pé-direito. Com isso, a Rulli pôde pela primeira vez exibir em solo gaúcho um modelo de extrusora para filmes de 8,5 metros de altura e não se arrependeu. A máquina foi vendida para um transformador de Fraiburgo, cidade do sudoeste de Santa Catarina, onde existe indústria de embalagens de frutas, notadamente maçãs, uma vez que a região é centro exportador desse produto.


Rulli levou para a exposição extrusora com 8,5 m de altura

Kátia Gueldini, assessora de marketing da Wortex, explicou que o mercado gaúcho ainda é um terreno de prospecção da empresa, a qual começa a conquistar clientes aos poucos. Ela considera que a qualidade técnica da Plastech permitiu aprofundar ainda mais o processo de entrada da Wortex no Rio Grande do Sul. “É uma região nova, mas se apresenta como promissora. Foi a segunda participação em feira no Rio Grande do Sul. A diretoria definiu que a região é estratégica à expansão dos negócios da Wortex”, resumiu Kátia.

Periféricos – Fabricante de linhas completas para reciclagem de termoplásticos, como moinhos, esteiras, sistemas de lavagem e secagem, o empresário gaúcho Breno Seibt, da Seibt, de Nova Petrópolis, se disse satisfeito com a qualificação dos interessados que marcaram visitas para

conhecer as instalações da fábrica. “Eles querem ver de perto toda a infraestrutura e os equipamentos que a empresa produz e vende”, comentou Seibt. Conforme o empresário, a organização da segunda Plastech concedeu ao evento status de feira internacional, principalmente pelo nível de organização dispensado. “Visito feiras ao redor do mundo. Esta aqui não perde para ninguém em infraestrutura”, elogiou Seibt.


Seibt ressaltou o alto nível da organização

Klaus Vogel, representante oficial da linha de periféricos Shini, disse que a Plastech 2009 foi decisiva para o futuro da marca na região. Assim como a Brasfixo, a Shini decidiu abrir uma unidade na cidade, provavelmente ainda em 2009. Vogel conseguiu vender 15 equipamentos entre moinhos, secadores, alimentadores, desumidificadores, controladores de temperatura e válvulas dosadoras, os principais periféricos vendidos pela Shini.

Janos Szegö, diretor da Mecalor, avaliou que a Plastech cresceu sensivelmente em comparação com a primeira edição. Ele vendeu três chillers, porém reclamou que a feira precisa atrair mais visitantes com poder de decisão, notadamente proprietários de negócios e executivos. Para Szegö, esse perfil deixa a Plastech um pouco menos atrativa em comparação com a Brasilplast. Mesmo assim, ele confia no potencial da exposição. “Viemos ao Rio Grande do Sul para dizer que acreditamos no que se faz aqui”, acrescentou Szegö.

Resinas e reciclados – Entre as empresas de resinas e matérias-primas, o comentário também foi positivo em relação à segunda edição da Plastech. Cláudio Marques, da Étimo, de São Bernardo do Campo-SP, percebeu o crescimento do interesse por plásticos recuperados. Ele lembra que a Étimo é uma das poucas empresas do país com certificação ISO 9000 na área de reciclagem, e conta com laboratório para 14 ensaios físico-químicos.

Marques explicou que a Étimo começou sua operação voltada somente à reciclagem de aparas industriais de resinas virgens, mas como a gestão de processos foi aperfeiçoada nesses treze anos, a empresa já mantém uma área para recuperar material pós-uso. Ele garante que o controle de qualidade industrial impede qualquer tipo de problema na hora de separar os produtos no estoque.

“Resina virgem retorna às indústrias nobres de linha branca e marrom. Resina pós-uso serve à fabricação de utensílios domésticos, como lixeiras, baldes e bacias de lavar roupa”, exemplificou.

O diretor da Étimo também bateu na tecla da forte presença de populares nos estandes. “Este é um evento extremamente técnico, pois as visitas eram eminentemente técnicas, mas a presença de pessoas estranhas ao setor atrapalha nosso trabalho”, criticou. Por outro lado, pela qualidade do evento, Marques acredita que a Plastech desencoraja a participação de aventureiros entre os expositores, principalmente no ramo de reciclagem, onde existe muito produto de qualidade duvidosa. “É uma feira que exclui os interessados em vender gato por lebre”, elogiou Marques.


Marques: visita de populares atrapalhou

Júlio César Hoffman, da distribuidora Replas, apontou a melhora da Plastech em relação à edição anterior. Ele se disse surpreendido pelo número de visitações e complementou afirmando que o evento veio para ficar. “Os organizadores da Plastech estão de parabéns. Foi possível fechar encomendas e promover novos contatos. A feira foi um sucesso”, ressaltou Hoffman. “A Replas teve todas as suas expectativas atendidas, completou o diretor.”

O empresário Roberto Clauss, da Procolor, operadora de processamento e vendas de masterbatches visitou a Plastech como convidado. Sua empresa não comprou estande, mas ele parece ter sido influenciado positivamente. “É um mercado não muito explorado pela Procolor, mas é realmente fortíssimo. Estou entrando em negociação com a direção da feira para montar um estande em dois mil e onze”, antecipou Clauss.

Os novos pavilhões na área da Festa da Uva, construídos em quatro anos e inaugurados em 2008, onde foi realizada a Plastech 2009, precisam ser duplicados para atender o novo projeto de ampliação do número de expositores para a edição de 2011. Se o prédio antigo for reformado, a ideia é aumentar a presença de matrizarias, realizando quase que uma feira paralela em área separada para mais 200 estandes para moldes, ferramentas e matrizes.

A concretização do projeto depende da reforma dos antigos pavilhões do parque da Festa da Uva, o que pelo menos no papel está garantido pela Prefeitura de Caxias do Sul. Com isso, a área útil para exposições técnicas seria ampliada para 26 mil metros quadrados. Na expectativa de que seu pleito seja atendido, a diretoria do Simplás e da Plastech alterou a data da próxima edição. Será realizada de 26 a 29 de agosto de 2011, para não colidir com a Intertoo­ling, o principal evento nacional do segmento de matrizes, moldes e ferramentas.

A expectativa é a de que, dentro de três edições, a Plastech se torne um evento não só reconhecido, mas incluído, em definitivo, no calendário da cadeia produtiva do plástico da América do Sul. Por conta desse sentimento positivo, a organização da feira irá iniciar novamente uma investida no sentido de atrair as indústrias da primeira e segunda geração petroquímica, as quais permanecem irredutíveis e aceitam montar estandes apenas na Brasilplast. “Espero ter novidades na próxima edição”, confia o presidente do Simplás e da Plastech, Orlando Marin.

Transformação se recupera da crise

A crise econômica terminou na terceira geração petroquímica. A análise é do presidente do Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado de Santa Catarina (Simpesc), Albano Schmidt. Presente na Plastech, o líder empresarial do segundo estado em transformação de resinas afirmou que a produção está normal para as empresas nos mesmos níveis do período pré-crise.

“Setores como o de transformação de peças e componentes para a construção civil já estão com os níveis de produção totalmente regularizados”, afirmou Schmidt. Ainda na sua avaliação, os transformadores de peças e componentes de linha branca também enviaram relatórios que evidenciavam a recuperação. Como o segmento de embalagens flexíveis não viu a crise porque não houve queda no consumo de alimentos, Schmidt enfatiza que “o pior já passou”.

De acordo com o presidente do Simpesc, o único segmento que ainda permanece com problemas, mas já vinha com rendimento menor por razões particulares, é o de componentes e peças para a linha marrom. Segue com problemas essa linha marrom, principalmente em virtude da queda de compras no mercado de televisores, aparelhos de som e outros eletroeletrônicos. O atraso na difusão da TV digital é um fator. Sofreu um revés com a demora na decisão sobre o modelo tecnológico de transmissão.


Schmidt: linha marrom segue com dificuldade

Talvez a aproximação da Copa de 2010 na África do Sul comece a reverter o mercado no final do ano com o pagamento do décimo terceiro salário, principalmente da classe média alta, que está disposta a comprar equipamentos de vídeo de alta definição. Santa Catarina tem 500 empresas, transforma aproximadamente um milhão de toneladas de resinas virgens em diversas regiões do estado, com destaque para o Vale do Itajaí, onde se localiza Joinville, principal polo do estado, a Grande Florianópolis e a região de Criciúma, principal centro de produção de plásticos descartáveis do país.

 

 

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